segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Nome: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Livro: Skoob
Sinopse:
A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.


Lola e o Garoto da rua ao lado é um livro bem light e tranquilo pra se ler quando você não está a fim de se concentrar em uma leitura complexa e cheia de enigmas.
Lola diz que a vida é muito curta para sermos uma pessoa só, então gosta de sempre modificar sua aparência, tanto relacionado à roupas, modo de se vestir, quanto a maquiagem e cor de cabelo, assim ela sempre colocava uma peruca nova quando saía.
Seu namorado, Max, de certa forma não é aprovado pelos pais de Lola, por dois motivos: A grande quantidade de tatuagens, e sua idade avançada. Ela tem 17 e ele 22, e isso é um detalhe que achei meio sem sentido, porque o livro é atual, e hoje em dia existem tantos casais com diferença de idade até mais alta do que cinco anos, que nem é mais tão surpreendente. Mas logicamente, cada família e pessoa tem sua opinião quanto a isso, mas da forma que foi exposto, parecia que eles estavam quase cometendo um crime.
Entretanto, um detalhe na família de Lola que achei bem legal, é que os pais de Lola, Nathan e Andy, são gays. Ela conhece a história dos seus pais biológicos, mas considera ambos os pais reais dela. E, de verdade, nunca li um livro onde os pais do personagem principal fosse um casal gay, e é ótimo encontrar uma história que retrata isso com tamanha naturalidade.
A vida de Lola está tranquila, até que uma família se muda para a casa vizinha. Mas, ao contrário do que imaginei, não é simplesmente uma história onde uma família nova se muda, e daí eles começam a se conhecer e tudo mais. Não, Lola já conhece aquela família pois quando ela era criança, eles foram seus vizinhos. Mas há dois anos, quando eles foram embora, Cricket, um dos filhos do casal, a magoou profundamente. Ela estava apaixonada por ele, e quando envolve amor, a decepção sempre é maior ainda.
A autora vai nos colocando a par do que houve para tanto desespero quando Lola descobre a volta da família aos poucos, contando por partes, ao invés de jogar toda a informação de uma vez só, o que propicia o leitor a criar cada vez mais vontade e curiosidade em descobrir o que diabos realmente aconteceu entre eles.

- Volta logo pra casa? - pergunto.
A pergunta o faz sorrir.
- Promete que não vai se esquecer de mim na minha ausência?
Sorrio de volta.
- Prometo.
E, à medida que me afasto, eu me dou conta de que não faço ideia de como vou conseguir parar de pensar nele.

Nunca fui fã de triângulos amorosos, mas me vi num grande dilema ao escolher entre Max e Cricket. Logicamente, ela faz mais o estilo de Cricket, mas o Max não deixa de ser agradável e realmente apaixonante. E também, não é como se ela ficasse com os dois ao mesmo tempo. É exatamente a indecisão, e por saber que ela necessita fazer uma escolha, e que se recusa a deixar o sentimento por Cricket falar mais alto, que torna a história melhor ainda!
Todos os personagens tem personalidades individuais e, particularmente, muito boas! Nathan e Andy são um casal normal, não afetado ou explícito demais. Eles agem como, literalmente, marido e mulher, como se fossem realmente os pais dela, mesmo quando Norah, a mãe biológica de Lola, está por lá. Por um lado, a mãe de Lola não é exatamente como imaginei (achava que fosse pior), mas a autora transformou a relação delas em algo bom, sem grandes complicações. St. Clair, Anna e Lindsey, os melhores amigos de Lola, são simples, mas super divertidos e dá até vontade de tê-los como amigos também. Max, embora em certas circunstâncias aja com estupidez, ele também tem um jeito que te envolve completamente. Calliope, a irmã de Cricket, tem alguns problemas pessoais com Lola e às vezes faz coisas erradas, mas incrivelmente, não consegui ter raiva dela, e o desfecho entre elas também é muito bom. Cricket... Bom, ele é legal, mas digamos que uma boa ilusão, entende? De verdade, muito dificilmente existem garotos como ele. Não no sentido de romântico ou bonzinho, mas... Não sei, tem uma parte em que ela decide pintar a unha dele, e ele deixa sem reclamar nem um pouco, e a autora faz daquela cena algo emocionante, mas achei meio estranho. E Lola... Ela se veste de maneira que não estou muito acostumada, mas a história demonstra exatamente isso, a escolha e o que faz cada um se sentir bem.
Outro detalhe legal, é que pela biografia, acredito que a autora tenha se inspirado muito na sua própria vida para criar essa história. E com certeza, é uma história que embarcamos e nos transmite boas sensações. Pra mim não foi aquela história inesquecível, mas recomendo por ser uma ótima leitura!

Nota: ★★★★☆

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