terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Anna e o Beijo Francês


Nome: Anna e o Beijo Francês
Título Original: Anna and the French Kiss
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Livro: Skoob
Sinopse:
Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?


Não, a capa desse livro não me atrai. Não, a sinopse também não. Quer dizer, a Torre Eiffel ali atrás me atrai. haha.
Mas de qualquer maneira, eu decidi que iria ler Anna e o Beijo Francês e parar de graça, e li. Em uma tarde. E amei! Ok, vou parar de surtar e vou me explicar.
Normalmente, quando um livro é lançado e absolutamente todos os blogueiros ficam falando dele, às vezes eu até me atraio, mas de tanto ir comentar em blog parceiro e me deparar com ele, toda a mágica vai sumindo, sério. Às vezes me cansa tanto, que mal posso ver a capa do livro pela frente. E com o livro de Perkins não foi muito diferente, não. Ainda mais quando a capa não me interessou muito (não me chamem de preconceituosa, tá bubu).
Bom, vamos ao livro.

Anna Oliphant é uma adolescente de 17 anos que está indo para o último ano da escola, em Atlanta. Isso é, ela iria continuar estudando seu último ano em Atlanta, sua cidade desde sempre, morando com sua mãe e seu irmão mais novo pentelho, se seu pai, um escritor que adotou nome fictício de James Ashley, pois ele parecia ser bom demais para usar Oliphant em seus livros, não tivesse resolvido que ele queria que sua filha cursasse o último ano em Paris, na SOAP - School of America in Paris.
Anna não fica feliz com essa decisão, afinal, ela tem uma vida em Atlanta! Ela tem uma melhor amiga, Bridgette, outros amigos, um trabalho e estava começando a ter algo com Toph, o garoto de seu trabalho. Além disso, ela não sabe falar francês e sabe o quanto os franceses odeiam quando americanos usam tênis branco e falam em inglês com eles.
Contudo, sem que seu pai ao menos pergunte o que ela realmente quer ou como ela se sente com isso, ela já está em seu quarto, no internato da SOAP. Com uma minicama, um minifrigobar, uma minipia, etc...
Mesmo em pânico e comendo pão e fruta durante uma semana, com medo de pedir a coisa errado para o cozinheiro da escola e passar vergonha, ela conhece Meredith, Ramishi, Josh e Étienne St. Clair.
Anna começa a se dar melhor na França, aprendendo o básico e St. Clair a ensina a se virar. Começando por pedindo as coisas no café da manhã.
Ah, St. Clair.
Um garoto baixo, mas lindo. Um verdadeiro internacional: nascido americano, criado inglês e com um pai francês. Ele é querido por todos e desejado por todas as garotas, apesar de se manter mais com seus melhores amigos. Anna se torna sua melhor amiga.
Mas sem que eles possam impedir, se apaixonam. Mas St. Clair é proibido. Não só porque Mer gosta dele, e Anna sabe disso, mas porque ele namora Ellie, ex-melhor amiga de Ramishi. Além disso, Anna tem Toph, o garoto com um quê de desleixado que ela deixou para trás, em Atlanta. Enquanto isso, sua cabeça martela com a dúvida de o que aconteceria entre ela e Toph caso ela não tivesse partido. Mas agora tem St. Clair.
Seu melhor amigo.
E ele é proibido.

Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs - ou qualquer nome que eles dão a estes - em cada esquina. E mímicos. A comida é supostamente boa, as pessoas bebem muito vinho e fumam muitos cigarros.
Ouvi dizer que eles não gostam de americanos nem de tênis brancos.
(...)Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade da Luz! A cidade mais romântica do mundo! Não sou imune a isso.

Sim, isso é logo o primeiro parágrafo do livro. E foi exatamente isso que me conquistou e que fez com que eu mudasse minha visão sobre o livro. Eu adorei o jeito como a Perkins escreve, a maneira dinâmica e leve. A Anna é uma verdadeira adolescente, sem drama demais, só na medida certa. Com preocupações de uma pessoa de 17 anos normal e só.
Percebe-se que os pais da maioria do grupo deles na SOAP são problemáticos. O pai de St. Clair é egocentrico, o de Josh um vereador que parece não se importar muito, a mãe de Ramishi a cobra demais e o pai de Anna é o Nicholas Sparks. Não, sério, gente. Eu preciso perguntar pra Stephanie Perkins se ela se baseou no Nicholas. Nothing personal, Nick.
Enfim. Eu me identifiquei muito com a Banana Elefante, como Bridge a chama. Principalmente quando se trata sobre o nosso conhecimento de francês e de Paris, é. Mas é legal quando Anna diz que nunca tomou um porre e seus amigos a arrastam para fazê-lo pela primeira vez, na França.
Vale lembrar, também, que Anna adora filmes e cinema, e quer virar uma crítica de cinema famosa; para isso, ela mantém um blog onde faz crítica de todos os filmes que vê, para treinar (oi, blogs literários, blogs de cinema...). Além disso, gostei também da maneira que Anna vê certas coisas, e são nesses pontos que eu me identifiquei muito com ela e isso me fez entrar de verdade no livro, e me apaixonar por Étienne junto com ela. Eh-t-yen.
Os personagens não são idealizados, nem o St. Clair. Longe disso, um dos principais pontos que impedem os dois de ficarem juntos, é o próprio St. Clair. Afinal, ninguém é perfeito, certo? Achei que a autora soube trazer bem o livro para a realidade, apesar de, mesmo com as imperfeições, eu achar bem difícil que exista um St. Clair desses, por aí.
Apesar de todos os pontos positivos que estou apontando, o livro é bem simples. A história não é nada demais, é realmente apenas sobre o romance dos dois, os problemas com a escola, família e amigos. Bem como na vida: as famílias não são perfeitas, irmãos mais novos com grande diferença de idade enchem o saco, mas sabem ser fofos, os professores adoram atolar os alunos de coisas e amigos brigam. Todos os amigos brigam de vez em quando, não é verdade?
Aprendi muito sobre a França e Paris com o livro, também, e quero aprender a falar francês, já que reparei que ele é bem mais próximo do português do que do inglês. Mas isso não significa que eu saiba pronunciar certas palavras do livro, oh, mon dieu. Adoro livros em que aprendo coisas sobre os lugares. E sério, St. Clair nos dá uma verdadeira aula sobre vários lugares e pessoas, além das descrições muito bem feitas, não detalhadas ao extremo, mas o suficiente para nos colocar em cada canto histórico da França.
Mesmo com uma história simples, a escrita e a maneira como Anna vê as coisas, e o próprio Étienne nos cativa. O romance entre os dois não é aquela coisa cheia de mel, é na medida certa. E, no fim, ainda tiramos uma lição de vida junto com nossos principais: "Home is where the heart is".

A palavra casa não é um lugar. É uma pessoa.


Nota: ★★★★★

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Ps: isso ficou imenso, desculpa. :( e se tem algum spoiler mt forte pode me bater porque eu escrevi naquele momento pos-livro, he.

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