segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Uma Canção de Ninar

Título: Uma Canção de Ninar
Título Original: This Lullaby
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Ano: 2016
Páginas: 320
Tradução: Flávia Souto Maior
Livro: Skoob
Sinopse:
Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.

Lá vem a Carol, sementinha da discórdia.

Sarah Dessen é uma autora bem famosa que vêm crescendo no mercado literário cada vez mais. O único livro que tive interesse e resolvi ler dela foi A Caminho do Verão, e a experiência foi a mesma que tive com Uma canção de ninar.

Esta canção de ninar
Tem poucas palavras
Apenas alguns acordes
Neste quarto vazio
Mas você pode ouvir e ouvir
Aonde quer que vá
Vou te decepcionar
Mas esta canção vai continuar a tocar...

A capa, embora seja bonita, não tem muita relação com a história. O único significado encoberto está na menina pulando, que com os acontecimentos do livro, remetem à liberdade.

Remy não acredita no amor. Ela e sua mãe são o completo oposto uma da outra. A mãe acredita que por mais que seus casamentos tenham um fim, ao menos ela viveu, sentiu, tentou, porque a vida é isso, um risco após o outro. Remy, por sua vez, graças ao que observava com os relacionamentos da mãe, passou a crer firmemente que o amor não era real, e preferia se fechar a se apaixonar, evitando sofrimentos.

Mas Remy não era uma inocente encalhada. Não, pelo contrário. Sua lista de ficadas era longa, mas ela seguia regras. Ela estipulava um tempo, e então terminava com eles, antes que se apegassem. Era o mais seguro.

Até que ela conhece Dexter. Dexter, o garoto repleto de defeitos que colocaria seu mundo de cabeça para baixo.

Dexter apareceu na vida de Remy de uma forma bem inesperada e peculiar (que não me convenceu nem um pouco). Remy estava esperando seu futuro novo padrasto, Don, que trabalhava numa concessionária, para discutir sobre a organização do casamento dele com sua mãe, quando Dexter surgiu, dizendo coisas do tipo que eles estavam destinados a ficarem juntos (WHAT???), e também anotou seu nome e telefone na mão de Remy.

Remy, cética como é, quis mais foi voar a mão na cara daquele garoto atrevido, e a vontade só intensificou quando passou a encontrar Dexter em outros lugares, sempre insistente. E se não fosse por um momento frágil de Remy, com Dexter de braços abertos ao seu lado para consolá-la, provavelmente eles não teriam se aproximado. Provavelmente ela nunca teria o vislumbre do que é o amor verdadeiro.

O clichê pode estar presente no príncipe encantado caindo do céu, mas para por aí. Até porque, na visão de Remy, Dexter está mais para sapo. Ele é desajeitado, esbarra em tudo, não amarra os cadarços, anda de um jeito estranho, e ainda come no carro dela. Dexter apresenta todas as características que Remy costuma desprezar, mas ao longo do tempo, por algum motivo, ela para de se incomodar com essas coisas. Não aprova sua irresponsabilidade, mas também não surta, como faria com qualquer outra pessoa. Dexter é um desafio para ela.

No entanto, o modo de pensar de Remy pode complicar a relação deles. Remy vai para Stanford em poucas semanas, e deve aproveitar todo o tempo restante com a família e as amigas. Além disso, ela se sente entrando num barco perigoso. Enquanto Remy começa os namoros sabendo que estão destinados a um fim, Dexter se entrega por completo, vivendo o momento, sem pensar no futuro. Será que eles vão conseguir dar um jeito? Será que o fim da história de Remy e Dexter é algo inevitável?



Uma Canção de Ninar é o nome da música que o pai de Remy fez para ela. Ela nunca o conheceu, já que havia falecido cedo, e também as abandonara, e por isso ela estabelecera uma regra de nunca namorar com músicos. Por acaso, Dexter é cantor de uma banda. Os outros integrantes da banda também aparecem bastante na história, e as cenas em que eles estão debatendo a letra das músicas são as mais engraçadas.

As amigas dela, Lissa, Jess e Chloe, de primeira impressão parecem ser fúteis, mas aos poucos fui gostando mais delas, de como tiram sarro uma da outra, e tem personalidades próprias.

A Remy, infelizmente, talvez por seu ceticismo, não transmite empatia. Não consegui gostar dela.

Achei a mãe bem infantil, deixando todo o planejamento do casamento nas mãos da filha, enquanto terminava de escrever o novo livro. No fim, ela teve um amadurecimento admirável, mas que demorou a acontecer. Os filhos aparentam ser largados, visto que Chris, irmão de Remy, chegou a ser até preso, e se não fosse por Jennifer, sua namorada, colocando-o no lugar, vai saber que caminho ele teria seguido.

Dexter acaba por ser o melhor personagem, apesar de eu ainda não engolir como ele se aproximou de Remy. Mentira! O melhor personagem é o Macaco, cachorrinho do Dexter.

É uma história boa, sim, com ensinamentos e reflexões, mas não extraordinária como dizem ser.

Nota: 4


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 21 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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