domingo, 27 de novembro de 2016

Artistas dos Ossos

Título: Artistas dos Ossos
Título Original: The Bone Artists
Autora: Madeleine Roux
Série: Asylum - #2,5
Editora: V&R
Ano: 2016
Páginas: 112
Livro: Skoob
Sinopse:
Oliver é um adolescente que tenta economizar dinheiro para ingressar na faculdade e deixar para trás a loja de antiguidades de sua família. Mas para garantir seu sonho ele começa a trabalhar para uma organização sinistra, que se denomina “Artistas de Ossos”. Bem, mas dinheiro é dinheiro. Abrindo sepulturas e roubando ossos, ele aceita a missão pensando que isso seria uma fase momentânea, mas descobre que abandonar essa empreitada pode ter um custo muito alto, pois existem algumas dívidas que não podem ser pagas. Assim Artistas dos Ossos é um puzzle importante que faltava para os fãs da série Asylum.

Livro 1 - Asylum
Livro 1,5 - Scarlets
Livro 2 - Sanctum
Livro 2,5 - Artistas dos Ossos
Livro 3 - Catacomb
Livro 3,5 - O Diretor

[NÃO CONTÊM SPOILERS DOS VOLUMES ANTERIORES]

Oliver é um garoto que trabalha na loja de antiguidades do pai, um negócio de família, em New Orleans. No entanto, Oliver não quer ter o mesmo futuro do pai e ficar preso à cidade. Seu maior sonho é ter dinheiro para pagar a faculdade em que foi aceito e, para isso, ele acaba entrando numa roubada. Micah, seu melhor amigo, tem contatos com uma sociedade denominada Artistas dos Ossos, e Oliver topa entrar na dança em troca de uma grana. Ninguém explicou com antecedência exatamente no que ele estava se metendo, e talvez Oliver tivesse repensado se soubesse do que se tratava aquele bico.

Os Artistas de Ossos furtavam coisas dos mortos, como seus pertences valiosos, e usavam magia negra naquele objeto. Se isso já deixava Oliver nauseado, a proposta de desenterrar um caixão e roubar os ossos do falecido foi demais. Ele aceitou, relutante, e soube naquele momento que não haveria uma próxima vez. Seu trabalho estava concluído e ele recebera seu pagamento; não devia mais nada a eles.

Pobre Oliver, tão iludido.

Uma vez dentro, não se escapa tão fácil, e eles vão provar isso a Oliver da pior maneira.

A risada fria de Briony se ergueu acima do barulho da serra e Oliver sentiu outro frio na espinha. Os olhos claros dela o encararam e ela virou a cabeça rapidamente para traz.
- Ainda acho que vai mudar de ideia, sr. Berkley. Na verdade eu sei que sim.

Em Scarlets, eu fiquei confusa com o conto, pois não parecia se conectar diretamente com a história de Asylum. Tinha jeito de ser independente. Em Sanctum, eu descobri que, na verdade, esses contos entre um volume e outro são uma introdução do que está por vir. Scarlets conta sobre Carl, logo, ele é um dos monitores de New Hampshire em Sanctum, e aí dá um clique na mente, passando tudo a fazer sentido. Como Artistas dos Ossos não poderia ser diferente, Oliver aparece com frequência em Catacomb e tem um papel importante, assim como Micah aparece em Sanctum.

É bem legal da parte da autora lançar esses volumes intermediários, nos aproxima do personagem, é uma apresentação dele, e então quando o vemos junto dos nossos protagonistas, ficamos “ooh, olha só você aí, eu te conheço!”. Porém, eu não considero uma boa eles terem sido lançados numa data tão distante do volume anterior e do seguinte. Como é uma história curta, com personagens que ainda não estamos afeiçoados, quando o volume oficial finalmente chega, nós mal lembramos deles. Se fosse um combo, por exemplo, Scarlets + Sanctum e Artistas dos Ossos + Catacomb, aí sim funcionaria perfeitamente! Os contos serviriam como um esquenta. Eu sei que a intenção é deixar o leitor ansioso e curioso, mas são tão curtinhos pra um tempo tão longo de espera que não vale a pena. E eu, que achava que a trilogia terminaria em Catacomb, me deparei esse mês com um novo volume intermediário, chamado O Diretor. Se você ficou meio confuso com a resenha, é porque a ordem dos volumes também é confusa. Volto a dizer: Um combo cairia perfeitamente!

Não intencionalmente, eu fiz um mix. Li o comecinho de Artistas dos Ossos e parti pra Catacomb, o terceiro volume que logo teremos resenha por aqui, por razões de a inteligente aqui ter comprado Catacomb e ainda não ter Artistas dos Ossos em mãos, só em inglês, então eu já estava familiarizada com Oliver quando peguei Artistas dos Ossos pra ler em inglês mesmo. Não é um volume que acrescente grandes coisas, na verdade. Tudo sobre a sociedade secreta e suas atividades horripilantes são descritas e explicadas em Catacomb também, assim como Oliver conta a Dan, Abby e Jordan tudo o que aconteceu para ele chegar até ali, então... Nhé.

Nenhum dos dois contos tem figuras, só as páginas de capítulos que são ilustradas igual à trilogia inteira. É uma leitura rápida e fluida, com foco maior em Oliver e Micah. Sabrina, a namorada de Oliver, aparece bem pouco. O mais atrativo em Artistas dos Ossos é a cena em que eles desenterram o corpo, todo o pavor que cerca a situação. Além disso, é como se as pessoas da cidade tivessem conhecimento do que acontecia, mas preferissem esconder isso. Até falar neles trazia azar. Era uma lenda na qual todos evitavam se lembrar da existência. Um Voldemort “você-sabe-quem” da vida.

Para quem está acompanhando a trilogia, pode ter certeza que você vai gostar do mistério em cima desses artistas, e como eu disse antes, recomendo ter ele e Catacomb já a postos!

- Não uma bruxa, não. Mas não há nada errado em temer o desconhecido.

Nota: 4

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 21 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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