sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

[DESAFIO DE GÊNEROS: Terror] Café Forte

Nome: Café Forte
Autora: Eliane Quintella
Editora: Independente
Livro: Skoob
Sinopse:
Miguel vê sua namorada aterrorizada por um demônio. Ele não acredita, acha que há alguém por trás de tudo e resolve descobrir quem é. Nessa jornada, o ceticismo de Miguel é colocado à prova e ele descobre muito mais do que podia imaginar.

Vou falar, gente, esse desafio foi mais difícil de completar do que eu imaginava. Não consegui ler os livros de gêneros correspondentes no mês certo (mas o que importa é leer~~~), e quase que não consigo nem concluir o desafio. Só falta o de dezembro, e se minha força de vontade cooperar vai dar certo. Mandem energias positivas pra mim, pessoal, por favor hahaha pois então, não era para terror estar aqui, e sim em outubro, mas eis que não consegui terminar o outro de terror que pretendia resenhar (chatinho, sim, mas um dia lá pelos meus 90 anos eu finalizo e venho aqui contar), então Café forte foi o escolhido pro gênero!

Conheci Café Forte através de algum dos blogs parceiros (que infelizmente eu esqueci de anotar qual foi, desculpa çç) e já pela capa foi amor à primeira vista. A resenha e a sinopse então me deram certeza que eu precisava ler aquele livro. Pena que acabou sendo totalmente diferente do que eu imaginava.

Miguel é um médico conceituado completamente apaixonado por Dora, sua namorada. As coisas entre eles andavam ótimas até ela começar a aparecer com machucados graves. Miguel ficava louco com aquilo, implorava pra que Dora contasse quem era o responsável, quem batia nela, porque tinha que haver alguém por trás. Mas Dora dizia que era o demônio. Era ele quem a feria e deixava mensagens alertando as mortes que estavam próximas de ocorrer.

Sempre cético, Miguel nunca acreditou. Por mais explicações que Dora desse, ele insistia em descobrir o causador, que certamente não era um demônio. Mas será que realmente não é? Será que Dora é quem diz ser? No meio de muito mistério e uma avalanche de dúvidas, Dora passa a se consultar com Lara, melhor amiga de Miguel e psicóloga, que começa a suspeitar de pontas soltas contadas por Dora.

As revelações são o que dá força ao leitor em seguir em frente. Até então, a leitura pra mim foi extremamente arrastada, e por vezes cheguei a cogitar largar. O começo é ameno, os eventos de terror pelo qual esperamos não acontecem, e irrita o tanto que Miguel idolatra a namorada, chamando-a de Anjo o tempo inteiro, como se a autora precisasse forçar aquela imagem, ter certeza de que o leitor entendeu, só que essas frases e situações repetitivas cansam e muito. E isso se iguala em todo o resto da obra. Enquanto de um lado as descobertas surpreendem, as recapitulações de tudo que já entrou na nossa mente faz tempo desgasta e eu me encontrei até pulando algumas páginas porque já sabia tudo aquilo.

Café forte é uma história boa, sim, mas peca em detalhes bobos que definitivamente poderiam ter sido melhor idealizados em prol de satisfazer o próprio leitor. Um livro não precisa ter quase 500 páginas pra ser considerado bom, assim como frases sucintas, sem tantos diálogos, são suficientes pra prender a atenção.

Nota: 3



Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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