quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Hey, queridos leitores da Caverna! Feliz nataaal! Que vocês ganhem muitos livros, ou dinheiro, que dá pra comprar livro, então dá na mesma, e que vocês não estejam proibidos que nem eu de gastar com isso, porque to sofrendo aqui. E lógico, que encham bastante a pança, porque comida nessas datas é o que há!

Bom... Cada um tem uma visão de como seria o seu Natal perfeito, certo? Sempre sonhei em ter um igual aos de filme. A neve caindo no meio da imensidão escura da noite, a lareira aquecendo o interior da casa, o boneco de neve acenando pela janela. Pensando nisso, fiquei na vontade de escrever um conto. Ou, como chamaria há uns 4/5 anos, de shortfic. Fui viciada no mundo das fanfics por um longo tempo, então tudo era motivo pra escrever uma, ainda mais quando envolvia as minhas amigas virtuais. A gente se trocava fics de natal, aniversário, ano novo, exceto páscoa, porque já éramos saco sem fundo que vivíamos comendo, então pelo amor né, mercado iria a falência de chocolate UHAUH Enfim, uma shortfic é simplesmente um texto pequeno, mas que traz um significado, traz um pedaço curto de uma história, como se fosse apenas um trecho. Não estava muito inspirada no momento, então me perdoem por ter ficado bem simples e talvez sem o tanto de emoção que eu desejava passar :(


“Sabe a parte que acho mais linda do Natal? A que abrimos os presentes. Não existe nada mais gratificante que o brilho no olhar ao abrir o pacote e se deparar com aquilo que esteve desejando por tanto tempo, independente do tipo de presente. Seja um brinquedo, uma bijuteria, dinheiro, ou um mero gesto de amor.

Era 24 de novembro, véspera de Natal. Tive de ir ao shopping pra comprar o presente que faltava, e pelo qual eu não conseguia me decidir de forma alguma. Nada parecia bom o bastante, e aquela seria minha última tentativa. Devo ter conhecido todos os esconderijos do lugar até me conformar que não tinha saída. Ou eu parava de ser cabeça dura e comprava a coisa que mais se aproximasse da minha ideia, ou comprava uma caixa de bombom. Chocolate é sempre um presente garantido, não importa a época do ano. Quem não fica feliz com chocolate? Talvez os alérgicos, mas até eles devem ter vontade de sair saltitando com o gosto.

Mas eu ainda não tinha me dado por vencida, então sentei num banco e fiz o que vivo praticando: Observar. Não é ótimo poder relaxar os ombros e perceber que você não é o único perdido nesse mundo insano? Deixar seus próprios problemas de lado, e assistir as filas gigantescas nas lojas, ou a alegria transbordada de quem finalmente conquistou o que almejava? Talvez eu esteja parecendo um stalker, mas não é isso. É só que gastamos tanto tempo lidando com nossos dilemas internos, que assistir tal diversidade de reações te faz se sentir descontraído. Faz com que se sinta mais... Humano.

Alguns casais passavam de mãos dadas e se encarando; outros absortos, cada um em seu respectivo mundo. Pais corriam atrás de seus filhos desobedientes que derrapavam pelo piso com seus balões; outros precisavam forçá-los até mesmo a andar. E foi quando notei que não estava sozinha. Olhando para o lado, estava uma menininha com seus olhos redondos e grandes e cabelo preto liso, usando um vestido verde distribuído por flores rosa. Ela me olhava de um jeito desafiador, ao mesmo que curioso. Algo brilhou em sua cabeça, e levantando o olhar, encontrei uma tiara repleta de purpurina e enfeitada com uma pequena estrela. Reunindo as informações que havia acabado de coletar só de analisar o cotidiano das pessoas, eu soube qual era o presente perfeito. A moça que estava próxima à menininha, e que até então eu não havia reparado, puxou a mão da filha para irem embora. Ela me deu um tchauzinho gracioso, e tentei retribuir, mas havia uma multidão passando entre nós. Foi quando eu soube, também, que ela era o anjinho que caiu exatamente quando eu precisava.

Chegando em casa, senti aquele ar familiar. Minha mãe cozinhava e, como sempre, o cheiro maravilhoso de dar água na boca exalava pela cozinha inteira. Meu pai, por sua vez, tagalerava e bebia uma taça de vinho, enquanto Spike, nosso cachorro, balançava o rabo ansioso, implorando pra que brincassem com ele. Já eu, enchi uma caneca com capuccino e corri pra lareira da sala, esquentando as mãos bem perto das chamas que de vez em quando soltavam faíscas. Aquela sensação era tão aconchegante, que mal notei quando meu irmão chegou de viagem com sua esposa e seu filho pequeno de três aninhos. Não demorou muito pra que corrêssemos lá pra fora e montássemos bonecos de neve, além de claro, muita guerra de bola de neve. Antigamente, admito que me queixava muito por minha família ser pequena. Apreciava aquelas reuniões cheias de bagunça, falatório, e repleto de gente até não ter mais espaço. Mas com o passar do tempo, eu percebi que a falta disso não tornava o meu Natal menor do que de qualquer um. Na verdade, se tornou bem óbvio que cada um curte o natal da forma que prefere, desde famílias gigantescas, até pequenas, a dois, em reuniões com os amigos, ou até mesmo sozinho trancado no quarto só com um livro ou o Xbox. Eu passei a amar aquela nossa pequena comemoração, porque eu tinha ali exatamente o que precisava. As pessoas essenciais em minha vida.

Na hora de abrir os presentes, revelei o meu tão misterioso presente ao filhinho do meu irmão. Toda essa dor de cabeça pra presente de uma criança? Sim, isso mesmo. Não é desde criança que nossos sonhos são construídos? Porque não incentivar um pouco esses desejos desde já? Então, lá vai. Eu lhe dei um balão em forma de estrela. Sério mesmo? Ugh, é! E ele amou. Ficou fazendo-o voar de um lado pro outro. Eu lhe disse para toda noite, antes de dormir, segurar a estrela bem apertado, e pensar no que gostaria de fazer ou ser. Seja no dia seguinte, no próximo ano, ou muitos e muitos anos pela frente, quando já estiver velhinho. O importante era fechar os olhos e pedir aquilo com toda a força, que então papai Noel realizaria seus desejos, se ele continuasse sendo o menino bem comportado de sempre.

Ele assentiu sem pestanejar, e perguntou onde estava meu presente, já que todos haviam ganhado os seus, menos eu. Falei que talvez meu presente estivesse atrasado, e apesar do olhar desconfiado, ele voltou a atenção pra estrela que já parecia amarrotada, mas que ainda assim o deixava encantado.

Quando a campainha tocou, ele me olhou entusiasmado, e falou:

- É o papai Noel! Ele trouxe o seu presente!

Abri um sorriso gigantesco, dei um beijo estalado na bochecha de meu sobrinho, e corri, escancarando a porta. E lá estava meu presente, de braços abertos, carregando uma montanha de amor e saudades. Eu não poderia desejar nada melhor.”



Acredito que essa imagem condiz bastante com o texto. E olha que só a encontrei na página da Liz Climo depois de já ter escrito!

É isso povo, feliz natal! :)



Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

Um comentário:

  1. Carol, feliz natal! Vc escreve tão bem, amei o conto! Queria escrever algo pro natal tbm, mas n tive nenhuma ideia diferente, rs.
    Beijos
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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