terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cidade do Fogo Celestial


Nome: Cidade do Fogo Celestial
Título Original: City of Heavenly Fire
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais
Editora: Galera Record
Livro: Skoob
Sinopse:
ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

[PODE CONTER SPOILERS]

É tão difícil dizer tudo o que senti com esse livro. Tudo o que essa série significa pra mim. Sou um pouco suspeita a falar, porque essa série é a minha preferida desde sempre, desde que me conheço fã assídua de livros, e chegar à última página de Cidade do Fogo Celestial foi um baque, por saber que, enfim, a história chega ao fim.

Sendo sincera, embora o sexto volume seja um dos maiores da saga inteira, ele não conta muita coisa de novo. Clary e seus amigos continuam na batalha contra Sebastian, que agora tem uma arma maior: Os próprios Nefilims. Ele passa a invadir todos os Institutos existentes, e força os habitantes a tomar do Cálice Infernal, transformando-os assim em Crepusculares, ou seja, eles ainda são caçadores de sombras, com todas suas habilidades e treinamento pra combate, mas perderam sua alma, sua essência, que os fazem ser quem são de verdade, e então só obedecem às ordens de Sebastian, sem remorso algum pelo mal que causam. Por outro lado, Jace é uma das únicas armas possíveis para matar Sebastian, já que ele carrega o fogo celestial, mas como alcançar Sebastian, se Jace nem consegue controlar o fogo que corre em suas veias?

Dentre todas as guerras que ocorrem no decorrer do livro, há duas mortes que realmente me marcaram, porque não estava esperando nem um pouco por aquilo, e eu realmente gostava dos personagens. Mas calma, podem voltar a respirar, que não é nenhum dos principais. E eu sei que isso já se torna um spoiler, mas é uma tarefa bem difícil fazer resenha do ~último livro de uma série sem soltar spoiler. Basicamente tudo pode ser um spoiler, haha. Mas retornando, entendo que essas mortes de certa forma foram até necessárias, mas podia ser outro alguém, tipo... a Maia! Não consigo engolir ela, argh.

E do Sebastian, já nem sei direito o que falar. Todas as estratégias dele são muito bem planejadas, até mesmo o motivo de ele conseguir se transportar pra Idris (onde todos os caçadores de sombras ficam alojados, já que os Institutos foram invadidos, e Idris é o local considerado mais seguro para eles, tendo milhões de defesas contra demônios e qualquer força que tente atacá-los, embora nem isso seja suficiente para deter Sebastian), e de ninguém conseguir rastreá-lo em qualquer lugar. E entendo também a obsessão que ele tem em garantir a presença de Clary ao seu lado, em desejar ser amado, embora não admita isso, só que... É muito exagerado. Às vezes parece que ele a ama como uma paixonite, e não como uma irmã, e isso chega a dar nos nervos. Ele é um personagem muito bem construído (aliás, TODA a história é, com seus fatos e detalhes se encaixando sempre perfeitamente), mas só não destrói o mundo inteiro porque tá sendo controlado por mãos muito bondosas, que no caso é da Cassandra. Se não, honestamente ele não teria motivos para evitar todo o desastre.

Cidade do Fogo Celestial se desenrola com a presença de todos os personagens que já conhecemos durante a série inteira. E quando digo todos, é todos mesmo. Como Sebastian pretende atacar não só os Caçadores de Sombras, e sim todos os que se aliarem a eles, todos os seres – feiticeiros, vampiros, lobos, fadas – se reúnem e participam dessa história que se torna inesquecível justamente por tantos personagens marcantes em um lugar só. Até mesmo o Irmão Zachariah e Tessa Gray aparecem (da série das Peças Infernais, que por acaso, também amo!), assim como Emma Carstairs e Julian Blackthorn, que serão os principais da próxima série de Cassandra, e são encontrados num dos Institutos invadidos, sendo eles um dos poucos integrantes que conseguiram escapar das mãos de Sebastian e seus seguidores. Tudo está interligado em seus mínimos detalhes, e eu acho essa relação tão perfeita! Eu adoro como a autora conseguiu criar um mundo extraordinário escondido no nosso próprio, e relacionou séries diferentes, uma decorrente da outra, as famílias e ancestrais tão bem caracterizados, e quando eu achava que não podia ficar melhor, todos resolvem aparecer no mesmo livro. É emoção demais pro meu coração de shadowhunter hahahah.

Aliás, quanto à Emma, eu só tenho uma reclamação. Acho que uma das maiores dificuldades dos autores é em construir seus personagens, ainda mais quando há muito deles numa saga. As pessoas tem características individuais que é fácil de ser notado na vida real, mas no papel, é complicado encontrar um detalhe que marque cada um dos personagens, pra que eles tenham uma determinada forma de agir, exclusiva deles. E com isso, uma coisa que eu percebi de cara, é que a Emma é uma versão mais nova da Clary. Sério, gente, elas são tão parecidas, que quando a Emma se rebelava e entrava em confusão, eu via a Clary ali, não uma personagem nova, e isso infelizmente pecou um pouco, porque a Emma é importante pro desenvolver da história inteira, é uma das principais, então se a Cassandra tivesse fugido um pouco das atitudes tão típicas da Clary, daria pra levar mais a sério e naturalmente.

Fora isso, acho que não tenho muito mais o que comentar. Desde o primeiro livro, Clary e Jace foram meu casal principal, eu completamente amava ver as cenas deles. Mas desde Cidade dos Anjos Caídos, eu passei a analisar melhor a Izzy com o Simon (que nos primeiros livros eu definitivamente não gostava, e hoje não entendo como um dia isso aconteceu), e ah deus, eles são tão fofos juntos! Aquele clima de nada definido, mas o sentimentos de ambos meio escondido, e que se surpreendem quando resolvem confessar o quanto se gostam. Eu torcia e sempre me empolgava quando aparecia uma cena deles no livro, e juro que to tentando me conter pra não soltar spoilers, mas o final me deixou com o coração na mão. Infelizmente, até cheguei a pensar que preferia que a série tivesse terminado em Cidade de Vidro, pois eu preferia mil vezes mais do que se deu nesse. Mas não sei porque subestimei a Cassandra, e me arrependo profundamente por isso. O epílogo de Cidade do Fogo Celestial é incrivelmente lindo, e o detalhe que me fez odiar o final, ela conseguiu tornar no mais sensato e belo sentimento. Definitivamente, não havia final mais adequado do que aquele. E por isso, eu venho dizer que a saga de Os Instrumentos Mortais terminou, mas nossa paixão e aventura com os Caçadores de Sombras e todos os seres do Submundo acabou de começar!

Nota: 5


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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