domingo, 23 de março de 2014

Simplesmente Ana

Nome:Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Livro: Skoob
Sinopse:
Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.


Olha... Eu não sei dizer ao certo se gostei ou não desse livro. Vi muitas resenhas por aí a respeito dele e, aliás, foi por conta de uma delas que eu fiquei morrendo de vontade de lê-lo. Mas... Acho que estava esperando demais da história, e acabei me decepcionando ao ver tanto potencial não ser aproveitado da melhor forma possível.

Ana é uma mulher simples, que mora em BH e cursa faculdade de Direito. Tem apenas uma amiga que considera verdadeira, que se chama Estela, e um paquera, Artur. O único detalhe da sua vida digamos que “fora do normal”, é que ela não conhece seu pai, e não faz menor ideia de quem é. Sua mãe sempre disse que ele fugira quando soube da gravidez, mas isso não condiz muito com a mensagem que recebera no Facebook, de um cara estranho, alegando ser seu pai. E pra piorar mais ainda a situação, ele não é um cara qualquer, e sim um REI. Leram bem? Um rei. De outro país. O pai de Ana, a mulher de 20 anos que tinha conseguido se conformar com a falta de um pai, e parado de procurar por ele. E, inclusive, a versão dele, é que ele não fugiu. Na verdade, a mãe dela que fugiu, por temer que ele não fosse aceitá-la em seu reino, já que, afinal, ele era um rei, e ela apenas uma moça como várias outras do Brasil.

Após esclarecer tudo o que aconteceu realmente, o Rei convida Ana pra conhecer a Krósvia, para que possa apresentar devidamente sua filha ao povo. Animada e com um pouco de receio com a novidade repentina, ela aceita o convite e embarca na viagem com o pai. Mas o que Ana não imaginava, é que além do castelo enorme e incrivelmente lindo, ela também conheceria um homem incrivelmente lindo, e particularmente arrogante à primeira vista. Esse homem, por acaso, é filho do primeiro casamento da falecida esposa do Rei.

Ana demora um pouco pra conseguir se adaptar com tudo, principalmente com a imprensa que vai à loucura quando recebe a novidade de uma herdeira do Rei, e de certa forma, Alex, o homem incrivelmente lindo e arrogante, a ajuda com a adaptação, passando as tardes com ela e mostrando os locais da cidade, assim fazendo com que eles acabem se aproximando de uma maneira que Ana realmente não esperava e nem queria. Não importava o quanto ele fosse naturalmente gentil com ela, Ana sentia que ele não gostava dela pelas ironias que ele vivia usando. E, mesmo se gostasse, isso não jamais faria diferença... Porque ele tinha uma namorada.

Falar de saudade era tão ruim quanto sentir. Mas pior ainda era sentir saudade de alguém que provavelmente não retribuiria esse sentimento. Portanto, quando a falta de Alexander apertasse de meu lado do Atlântico, seria a saudade mais solitária do planeta.

Sabe só aquelas histórias que te parecem... Razoáveis? Eu sei que nenhum personagem é perfeito, mas tem aqueles que acabam encantando a gente, mas no caso desse livro, não teve nenhum.

A Ana se mostrava uma mulher forte e crescida, mas às vezes ela tinha uns pensamentos tão infantis que era de espantar. Ainda mais no final, quando a resposta era tão óbvia, e ainda assim ela conseguiu fazer um drama todo em cima de uma coisa que na base da conversa dava pra ser resolvida. Eu sei que a autora fez isso pra exatamente dar uma balançada nas coisas e uma emoção maior, mas achei que ficou muito sem sentido e desnecessário.

O Alex... Sei lá o que pensar dele. Tinha horas que ele realmente era fofo, mas acho que o que acabou estragando a imagem dele era a forma como a Ana interpretava as coisas que ele falava. Coisas bobas, que ela podia só retrucar brincando também, mas ela teimava em levar a sério e tornava a situação meio... Chata. E pra acrescentar, ainda tinha a namorada dele, Laika, que a princípio conseguia ser suportável, mas depois ela mudou tão drasticamente, ficando exageradamente mesquinha, de um jeito que você se pergunta o que diabos ele tava fazendo com ela, afinal.

E além do fato de que o foco principal do livro seria a relação dela com o pai, o que não é mostrado tanto assim. Enfim, a história tem um grande potencial, sim. Mas poderia ter sido construída de uma forma bem melhor!


Nota: 4

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 18 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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