segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lázarus


Nome: Lázarus
Autor: Georgette Silen
Editora: Novo Século
Livro: Skoob
Sinopse:
Mistério, romance, alta tecnologia, sangue e morte passam a cercar a vida de Laura Vargas, museóloga brasileira, após ela aceitar um surpreendente e inesperado convite para assumir o cargo de curadora de arte no The City Museum of Art and Gallery, em Bristol, sudoeste da Inglaterra,a cidade natal da família de seu pai. Disposta a começar uma nova vida ao lado da filha adolescente, Cinthia, Laura se surpreende ao descobrir que nem todos são aquilo que aparentam ser e que a eternidade é muito mais do que um conceito, ou uma simples palavra, quando ela encontra o Lázarus e recebe dele o seu “dom”. Agora, Laura precisa fugir de seus perseguidores, interessados em obter a “cura” milagrosa para todos os males, o dom ofertado pela misteriosa criatura lendária, e que se concentra em seu sangue. Orelha do livro: “Olhei meu reflexo na janela do ônibus, para a estranha que me observava.O verdadeiro nome que eles procuram nunca pisou em solo brasileiro nos últimos meses, nem mesmo voltou de Bristol ou esteve por lá. Estava perdido talvez para sempre. Em meio aos pensamentos não percebi a pequena senhora ao meu lado cair no sono, com seu rosário nas mãos, a Bíblia ainda aberta e a luz interna acesa. Num gesto de déjavú, retirei lentamente a Bíblia de suas mãos para fechá-la e apagar a luz para que ela pudesse descansar. Mas assim que toquei no livro, meus olhos caíram para a página que ela estava lendo. Era o evangelho de João 11:12. Dito isso exclamou com voz forte: 'Lázaro, vem para fora!' O que estivera morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus então lhes disse: 'Desamarrai-o e deixai-o ir'. Aressurreição de Lázaro. Um forte estremecimento me tomou. Olhei para a mulher amamentando seu bebê tranquilamente. Sim, o nome que eles procuram não será encontrado. Mas não é meu verdadeiro nome o que importa. Para eles só uma coisa interessa: a cura.”


Bom dia, Hangoverianos! Hoje estou aqui para resenhar para vocês o último dos livros do Booktour do Selo Brasileiro, então, gostaria de ressaltar mais uma vez (pela última vez, haha) que foi uma oportunidade maravilhosa que tive de poder ler tantos livros ótimos (e nacionais), que talvez, se não fosse o Booktour, eu nunca teria lido. No final do post, deixarei para vocês os links de todos os livros que foram resenhados por mim para o Booktour, caso alguém tenha perdido algum e tenha interesse :)

O livro que resenharei nesse post para vocês é Lázarus. Como consta na sinopse, ele conta a história de Laura - uma mãe solteira - que, ao receber uma ótima proposta de trabalho de um museu na Inglaterra, abandona tudo no Brasil e se muda para Bristol com sua filha e lá assiste sua vida mudar de cabeça para baixo ao conhecer o maravilhoso Robert Fevré.

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia. (Shakespeare)"

No geral, o livro é muito bom. Desde o início, o livro é intrigante e a leitura te prende. A descrição dos cenários e das emoções dos personagens é feita com perfeição; frequentemente, me encantava com os cenários, e me sentia exatamente como o personagem durante o livro. Por exemplo, em uma cena de confusão, sentia-me confusa também, tamanha a perfeição da descrição. A grande pesquisa que a autora fez fica muito evidente, e acho que ela atingiu o efeito desejado: só serviu para dar “recheio” a esse livro maravilhoso. As cenas de lutas são muito bem descritas, o que é essencial para esse gênero literário. Os personagens são bem elaborados e muito encantadores, com destaque ao Robert e a Clementine, que viraram meus favoritos. A Laura, personagem principal, também é muito bem elaborada, mas eu fiquei com um pouco de vontade de socar ela mais para o final do livro (O que é muito normal - os personagens literários tem muita sorte de não existirem pois se existissem, eles teriam sérios problemas com olhos roxos toda vez que passassem no meu caminho - Brincadeira!).

Deixando um pouco de lado as qualidades, o livro também tem alguns pontos negativos. Não constumo comentar sobre a divisão dos capítulos no livro - acho que é uma decisão pessoal do autor e esses tem suas razões para dividí-los assim - porém, eu achei que talvez os primeiros capítulos poderiam ter sido divididos um pouco diferente. Eu também achei o prefácio um pouquinho revelador demais, acabando um pouco com a surpresa (Por exemplo no prefácio fala que David era apaixonado por Laura, e ela só acaba descobrindo mais para a metade do livro, apesar dele deixar claro em algumas partes para o leitor e é só a Laura que não consegue ver haha).

“Não posso afirmar nada sobre o céu ou o inferno, mas penso na existência como alguma espécie de milagre. Cada um deve fazer o melhor com aquilo que lhe foi dado.”

Para ser honesta com vocês, achei o começo do livro muito parecido com outras sagas vampirescas. Não gosto de comparar livros, porém é meio inevitável. Até a parte que começa a falar sobre o Lázarus, eu respondia para as pessoas que me perguntavam o que eu estava achando do livro: “Um pouco clichê”. Mas garanto a vocês que logo depois que Laura se transforma, a história da um Up que faz você esquecer que estava achando o livro clichê. Georgette dá uma reviravolta em todas as histórias, e me conquistou de vez. Georgette escreve muito, muito bem; e toda a parte dos clãs e das regras do mundo vampiresco, bem como o mundo medieval descrito pela autora é muito viciante e bem feito.

O livro é narrado em primeira pessoa, e a narração é muito bem feita. A única coisa a respeito disso que eu gostaria de ressaltar é que as mudanças de Ponto de Vista, apesar de dar uma mobilidade muito grande a leitura e acrescentar informações cruciais, acabou me confundindo um pouco.

Desde o começo, Lázarus me deixou super intrigada e eu adorei o desenrolar da história. Devido aos pontos negativos que citei acima, não virou um dos meus livros favoritos, mas com certeza recomendo aos fãs do gênero pois gostei muito da letiura. Há muitos pontos positivos, que fazem a leitura valer a pena.

“Mas você, Laura, você é como uma brasa constante que a menor brisa faz crepitar de intensidade e iluminar a escuridão para o viajante. Você queima em mim, Laura, e eu não posso, nem quero, mais ficar sem essa luz.”


Nota: ★★★☆☆

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