sexta-feira, 11 de maio de 2018

O Navio dos Mortos

Título: O Navio dos Mortos
Título Original: The Ship of the Dead
Autor: Rick Riordan
Série: Magnus Chase e os Deuses de Asgard - #3
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 368
Tradução: Regiane Winarski
Livro: Skoob
Sinopse:
Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses.
Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

[NÃO CONTÊM SPOILERS]

#1 - A Espada doVerão
#2 - O Martelo de Thor
#3 - O Navio dos Mortos

Neste terceiro e último volume, Magnus Chase está encarregado de uma tarefa nada fácil: impedir (ou atrasar) o Ragnarok, que consiste na destruição dos nove mundos. Para isso, Magnus e seus amigos terão que alcançar o Navio dos Mortos antes que ele entre em alto-mar. E lá vamos nós pra mais uma aventura repleta de perigos, desafios e humor.

É difícil falar sobre o último livro de uma trilogia sem soltar spoilers, então a resenha acabará sendo breve. Magnus Chase é filho do deus da cura, Frey, e após morrer heroicamente, foi enviado para Valhala, onde criou uma forte amizade com o pessoal do seu andar. Desde então, junto com o anão e o elfo que acompanhavam Magnus antes mesmo de sua morte, eles passaram por diversas situações inusitadas que nos faz nos aproximar mais e mais dos personagens e da mitologia nórdica.

Nesse volume, Magnus, Blitz, Hearth, Mallory, Mestiço, Sam, T.J e Alex viajam com o barco dado de presente por Frey, tão amarelo que eles o apelidaram de Bananão. Antes de chegar ao Navio dos Mortos, eles precisam combater um dragão do anel e enfrentar gigantes para pegar o raro hidromel de Kvásir para que Magnus seja capaz de vencer Loki no campeonato de insultos. No percurso, novos obstáculos aparecem e os botam em mais enrascadas.

- Heróis nunca estão prontos, não é? - disse ela. - A gente só tenta fazer o melhor possível.

Eu sempre esqueço como são deliciosos os livros do tio Rick quando fico um tempo sem lê-los. Eles são mágicos, repletos de ação, planos e, acima de tudo, união. Acho que o que ficou mais claro nesse livro foi a força da amizade que eles criaram. Estão sempre juntos, seja a equipe num todo ou em grupos, mas jamais sozinhos. Além disso, os personagens tiveram um destaque maior individualmente, cada um contando com mais detalhes a sua história de vida/morte.

Mas dentre todos, Rick está de parabéns pela construção de dois personagens em especial. Alex é transgênero, uma hora é ela, outra hora é ele, e essa representatividade é muito significativa. Magnus tem uma certa queda por Alex, e chega a pensar sobre como ele se sentia gostando de um garoto, mas no fim não importava, porque ele não enxergava como ele ou ela, apenas enxergava como Alex. Outro personagem é o Hearth, que é surdo e usa apenas a sua linguagem e os demais personagens o acompanham para incluí-lo nas conversas. Em certas partes, Rick inclusive descreve como é o gesto usando as mãos. E além disso, todo o seu sofrimento relacionado à família e a coragem que possui para fazer o certo é tocante e admirável.

Mas não dava para culpá-lo. É como eu sempre digo: Chocolate primeiro, destruir o mundo depois.

Num geral, O Navio dos Mortos é um livro maravilhoso repleto de aventura e humor que fecha a história de Magnus Chase com chave de ouro. Mas como todos sabem, é o tio Rick, então certamente para nossa felicidade não iremos nos despedir tão cedo de Magnus e seus amigos! Pra provar isso, o nosso querido Percy e a Annabeth aparecem logo no primeiro capítulo do livro. E ah, só um aviso: Vocês vão ficar com MUITA vontade de beber hidromel com essa trilogia. Muita mesmo!

Nota: 5


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 22 anos, biomédica e autora do livro O Poder da Vingança. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

Nenhum comentário:

Postar um comentário