quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Simplesmente o Paraíso

Título: Simplesmente o Paraíso
Título Original: Just Like Heaven
Autora: Julia Quinn
Série: Quarteto Smythe-Smith - #1
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 272
Livro: Skoob
Sinopse:
Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente

Honoria Smythe-Smith fora uma criança curiosa. Aos seis anos, corria atrás do irmão Daniel e seu melhor amigo, Marcus Holroyd. Além de Daniel, Honoria possuía mais cinco irmãos, mas como a maioria era mais velha e, inclusive, já estavam casados, sobrava para Daniel, de doze anos, aturar a insistência de Honoria. E a garota era teimosa. Batia o pé e gritava por atenção até que eles cedessem e a levassem para pescar junto.

Marcus, por sua vez, tivera uma infância solitária. Ele mal vira a mãe cinco vezes antes que ela falecesse, e o pai considerou que o filho estava numa idade boa para conversar somente aos dez anos, quando se tornou um pouco mais próximo dele, mas somente para ensinar o filho a como comandar o lugar. Logo, foi enviado ao colégio, onde teve a sorte de encontrar Daniel. Tímido, sem saber como se comunicar da forma certa com as pessoas, aprendeu o que significava o amor de família com Daniel, que sempre que possível o levava para a casa dos Smythe-Smith.

Foi ali que conheceu e construiu uma amizade com Honoria.

Mas a garotinha havia crescido.

Com 21 anos, Honoria estava desesperada por um marido. A primeira temporada de bailes já havia acabado, e sabia que precisava se casar na segunda. E Honoria tinha o candidato perfeito em vista. Gregory Bridgerton. Ela não estava apaixonada nem nada pelo rapaz, mal haviam trocado poucas palavras, mas ela estava sem opções, e ele era uma opção completamente viável.

No entanto, Marcus estava dificultando a tarefa. Daniel fora exilado da Inglaterra para a Itália após se meter em intrigas, e fez com que Marcus prometesse que cuidaria de Honoria e afastaria todos os pretendentes que não estivessem à sua altura. Marcus odiava comparecer aos bailes em Londres, mas o fazia em honra à promessa que fez ao melhor amigo, e também por se importar com Honoria. Desde a partida de Daniel, eles se encontraram poucas vezes, mas ela ainda permanecia em sua mente.

Um dia, Honoria vai com as primas Sarah e Iris à Cambridge visitar sua amiga Cecily. Por acaso, a propriedade de Marcus é vizinha à de Cecily, e Honoria se vê de volta às conversas descontraídas e confortáveis que tinha com Marcus, agora Lorde Chaterris. Ele continua a zombar da irmã caçula de Daniel, e tudo transcorre naturalmente, como se nunca houvessem se distanciado. Honoria sempre se referiu a ele como um irmão, mas depois que as primas demonstram interesse no rapaz, ela começa a vê-lo com outros olhos. E quando recebe uma carta alertando que Marcus está em péssimas condições, gripado e com uma grave infecção, ela não pensa duas vezes antes de convocar a mãe e sair rumo à casa do Lorde Chaterris. Ela nem mesmo sabe o que fará lá, como poderá ajudá-lo, mas não se importa. Marcus não tem pais, não tem família, e não deve ficar sozinho num momento daqueles. Ela não queria deixá-lo sozinho. Queria estar lá por ele, queria ajudá-lo, queria desesperadamente que ele melhorasse. Sem ele, ela se sentia vazia. Será que estava começando a se apaixonar pelo melhor amigo de seu irmão?

HONORIA SMYTHE-SMITH:
a) É verdadeiramente uma má violinista.
b) Ainda se incomoda de que a chamassem de Percevejo quando era uma menina.
c) NÃO está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão mais velho.
d) Todas as alternativas anteriores.

MARCUS HOLROYD:
a) É o Conde de Chatteris.
b) É infelizmente propenso a torcer um tornozelo.
c) NÃO está apaixonado pela irmã mais nova de seu melhor amigo.
d) Todas as alternativas anteriores.

JUNTOS ELES:
a) Comem enormes porções de bolo de chocolate.
b) Sobrevivem a uma febre mortal e a pior noite musical do mundo.
c) Apaixonam-se desesperadamente.

Julia Quinn é simplesmente a rainha dos romances de época. Quando soube que a editora Arqueiro lançaria a nova série da autora, eu já tive a certeza que podia contar com quatro histórias magníficas de tirar o fôlego. Pelo primeiro volume, posso ver que eu estava certa. Julia Quinn acertou em cheio mais uma vez!

O Quarteto Smythe-Smith, ao contrário do que eu e muitos outros imaginavam, não fala sobre Honoria e seus irmãos. Na verdade, além de Daniel, pouco é citado os seus outros irmãos. A família Smythe-Smith instituiu, em anos passados, a apresentação de um musical, o que virou uma tradição. A cada ano, quatro garotas da família tocam para a platéia. Mas o problema é que elas tocam muito mal. E ainda assim a tradição prosseguia. Dessa forma, a série conta a história das integrantes do musical. Honoria, suas primas Sarah e Ingrid, e mais uma mulher, que não contarei quem é para não estragar a surpresa, mas que fará par com Daniel.

Em algumas partes, personagens conhecidos como Gregory e Colin Bridgerton, assim como Lady Danbury, fazem aparições importantes. É uma sensação muito boa e nostálgica encontrar os nossos Bridgertons inseridos, mesmo que indiretamente, na história.

Quanto ao casal, só tenho elogios. Marcus é um homem recluso e sério que mantêm sua barreira erguida. Os únicos que conseguiram quebrá-la foram Daniel e Honoria, e por eles se conhecerem desde criança, é uma relação bonita, sem tantas desavenças e provocações como em outros livros do gênero. O carinho com o qual Honoria cuida de Marcus é tocante, e apesar do jeito inseguro de Marcus, ele não luta contra o que está sentindo.

Simplesmente o Paraíso é uma obra leve, romântica e completamente envolvente. O tipo de livro que você pega pensando que irá apreciá-lo com calma, e quando se dá conta, já está terminando e ansiando pelos próximos volumes. A editora Arqueiro também está de parabéns pela edição e pela capa elegante.

Nota: 5









Sobre mim: Carolina Rodrigues, 21 anos, biomédica. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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