terça-feira, 19 de julho de 2016

Séries #013

Stranger Things: Após um dia jogando com seus melhores amigos Mike, Lucas e Dustin, Will chega em casa e é capturado por um monstro. No dia seguinte, a mãe, que estava trabalhando na hora em que tudo aconteceu, vai à delegacia comunicar o desaparecimento. A cidade em que vivem é pequena e pacífica. O último desaparecimento acontecera muitos anos atrás, e ao passar dos dias sem sinais de Will, a população começa a ficar alarmada. Algo estava profundamente errado. Hooper, o delegado, se dedica ao máximo à busca, seguindo todas as pistas, mas se sente num beco sem saída. Joyce, a mãe de Will, por sua vez, alega estar conseguindo se comunicar com ele através da eletricidade, além de ter visto um monstro se projetando da parede. Todos acreditam que Joyce está enlouquecendo devido ao trauma, mas a história muda quando Nancy, irmã de Mike, vê o mesmo ser sem rosto. Nancy é o tipo de garota certinha que pra se adaptar ao mundo do namorado, Steve, toma atitudes contrárias do que ela realmente é, deixando sua melhor amiga, Barbara, incomodada. Enquanto Will prossegue sumido, Mike, Lucas e Dustin não descansam à procura do amigo. Numa das buscas, eles encontram uma garota de cabeça raspada no meio da chuva, mal-vestida e claramente perturbada. Mike a leva para casa e a trata com tanto carinho e cuidado, como um amigo de verdade, que ganha a confiança de Eleven, o nome que a menina diz ter. Ao longo do tempo, os três descobrem que Eleven tem habilidades e consegue controlar as coisas com a mente, o que a torna uma grande aliada a encontrar Will.

Quando assisti ao primeiro episódio, eu pensei “ok”, mas não fiquei animada em acompanhar o resto. Algumas cenas deram susto, mas o resto foi arrastado. Depois vi tanta gente comentando e mega empolgada com a série que acabei resolvendo voltar a assistir e, bom, eu vi os sete episódios num dia só *sem vida*. A primeira temporada foi lançada recentemente na Netflix e conta com oito episódios que variam de 40 a 55 minutos de duração. Séries curtas são empolgantes já que dá pra finalizar em pouco tempo, mas se ela é boa, quando acaba a gente chora e se sente órfão, querendo mais e mais. Eu geralmente faço cara feia pra séries com 50 minutos, mas essa chegava aos 40 e eu sentia que mal tinha se passado 10 minutos. Todos os personagens são carismáticos, a caracterização dos anos 80, com sua trilha sonora e ambientação, foi sensacional. As crianças são extraordinárias, sempre dando um toque leve e engraçado com suas atrapalhadas, até por causa da inocência e lealdade delas. Acho que a interpretação deles é o maior atrativo da série, nota 10 pra todos, atores excelentes, um grande futuro de sucesso nas costas! Nancy, Steve e Jonathan, irmão do Will, considerado esquisitão no colégio, são os adolescentes com papéis mais importantes que crescem cada vez mais ao longo dos episódios. E já os adultos, toda a determinação em encontrar o garoto e desvendar os mistérios de quem estava por trás da criação daquele monstro, e destaque pra Joyce, o desespero e sofrimento por ter Will de volta em casa foi totalmente comovente. Os irmãos Duffer fizeram um trabalho incrível com essa série, as cenas tensas na proporção certa, suspense envolvente, nada de enrolação, repleto de referências. Simplesmente arrasaram. E vocês precisam assistir pra já!




Containment: Um vírus mortal e devastador chega ao hospital de Atlanta, obrigando o governo a tomar medidas necessárias, como a disposição de um cordão, afim de manter o vírus dentro daquela área. Ninguém entra, ninguém sai. A população do lado de fora se rebela, ansiando pela proteção e saúde dos parentes do lado de dentro, enquanto os que estão sadios dentro do cordão imploram pela sua libertação. Acontece que o vírus se propaga através de fluídos como sangue, suor, saliva, e demora até 48 horas para aparecer os sintomas. Ninguém pode garantir que as pessoas dentro do cordão ainda não se infectaram, e por isso precisam permanecer em quarentena. Inicialmente foi contido ao hospital, mas o paciente infectado foi liberado antes da detecção da gravidade do vírus e, com isso, uma série de infectados surge, oficializando a epidemia. Os médicos que restaram saudáveis estão trabalhando em cima de um tratamento, principalmente o doutor Victor Cannerts, que reporta todos seus avanços ao governo. Alex Carnahan foi o policial escolhido para manter a população sob controle, mas sua própria namorada, Jana, está dentro do cordão, o que o deixa numa posição complicada. Além disso, dúvidas a respeito de seus superiores começam a surgir, o fazendo se questionar se realmente deveria confiar no que diziam, ou se existia sujeira por debaixo dos panos. Alex também é o responsável por mandar Jake para dentro do cordão a fim de levar o paciente zero ao hospital, o largando no meio de um tormento. Jake, apesar da raiva, permanece exercendo seu papel de policial nas ruas do cordão, sendo ele um dos poucos policiais de restou. Quando não está tentando manter a paz, ele está com Katie, uma professora que trouxe a classe de crianças para um passeio justo naquele dia, inclusive seu filho.

Containment foi criada para ser uma mini-série e por isso não foi uma surpresa ter sido cancelada logo na primeira temporada. A história é boa, há explicações plausíveis para o vírus e sua disseminação, e uma quantidade boa de personagens, o suficiente para se apegar. Além dos já apresentados, temos também uma garota grávida que tem a loja da mãe dominada por uma gangue enquanto o namorado tenta atravessar o cordão para ficar ao seu lado, temos alguns amigos de Jana, e também um investigador que instiga a curiosidade de Lex por descobrir as mentiras do governo. Além da proposta ser interessante, a série conta com bastante ação, surpresas, relações sendo fortalecidas e aquele medo do personagem que gostamos ser infectado. Uma série bem indicada para fãs de ficção e para quem quer se distrair com uma bela visão, porque que pedaço de mal caminho o Jake é, viu... hahahaha.



Sobre mim: Carolina Rodrigues, 21 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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