sábado, 23 de julho de 2016

Sanctum

Título: Sanctum
Título Original: Sanctum
Autora: Madeleine Roux
Série: Asylum #2
Editora: Vergara & Riba (V&R)
Livro: Skoob
Ano: 2015
Páginas: 384
Tradução: Alexandre Boide
Sinopse:
Visões. Vozes. As lembranças do verão passado, vividas no alojamento Brookline do New Hampshire College, são as mais aterrorizantes da vida de Dan, Abby e Jordan. Uma experiência traumática que eles querem esquecer. Porém, seguir em frente não será uma opção. Alguém quer manter vivo aquele terror. Os três jovens estão recebendo cartas anônimas com palavras enigmáticas e fotos de um antigo parque de diversões. Para dar fim nesse pesadelo, eles irão se disfarçar de candidatos e voltar por um fim de semana ao campus do NHC. E, ao chegar lá, eles vão descobrir que aquele parque das fotos não só é real como também voltou a funcionar. Agora, a capa pista que tentam desvendar, Dan e seus amigos descobrirão segredos ainda mais sombrios do que haviam imaginado. Além de correrem muito mais perigo. Para se salvar, eles não poderão perder o controle.

Depois de Asylum, Dan, Abby e Jordan voltaram às suas respectivas vidas, acreditando que finalmente estavam a salvo. Os acontecimentos no alojamento Brookline ainda os traumatiza, e eles sabem que, na realidade, eles estão longe de estarem seguros.

Abby e Jordan parecem distantes, demoram a responder os trilhões de e-mails de Dan, mas ele não desiste. Eles foram os melhores amigos que Dan fez em muito tempo, e não abriria mão deles por conta das circunstâncias. Tudo o que Abby mais quer é só virar a página, mas eles não tem muitas opções, e essa observação se concretiza quando Abby e Jordan recebem, cada um, uma foto com escritas no verso. Sem remetente, a carta claramente os assusta e os deixa alarmados. No mesmo período, a mãe de Felix resolve ligar para Dan, implorando por sua ajuda. Felix nunca mais foi o mesmo depois de Brookline e, internado, ele berra diariamente por um único nome: Daniel Crawford. O nome tanto de Dan, como do diretor do New Hampshire College.

Dan visita Felix, na intenção de ajudá-lo, mas o efeito é inverso. Felix fala tantas coisas incoerentes que o leva a uma onda de dúvidas. E a única conclusão a qual chega é que precisa voltar para o campus da faculdade. Precisa descobrir o que ainda existe por trás dos experimentos loucos que o diretor realizava. E Abby, que anda ouvindo a voz da tia Lucy, e Jordan, mesmo relutantes, topam a viagem.

- Vá atrás deles, Daniel. Você vai ver. Você vai ver! – Felix se recostou de novo na cadeira, cobrindo o rosto com as mãos. Um choro reprimido escapou de seus lábios. – Perdão, Dan. O que nós fizemos com você... Um horror. Terrível. Não sei se isso pode ser desfeito.

Eles se disfarçam como candidatos e logo criam um elo com seus monitores Micah, Lara e Cal. Eles se mostram interessados na programação que os monitores montaram, mas sempre que possível, escapam para ir atrás dos endereços fornecidos por Felix, a fim de encontrar naquelas casas abandonadas pontos que liguem o quebra-cabeça. E o parque de diversão nas fotos que receberam? Também existe. E está funcionando.

Algumas vezes, situações sinistras os forçam a mudar de ideia, a desistir e fugir o quanto antes possível, mas Dan sabe que não podem. Eles não chegaram tão longe para nada, mesmo que estivessem recolhendo informações e não conseguindo fazer nada a respeito delas. Eles sabiam que estavam se metendo em algo maior que eles mesmos, mas não esperavam por uma organização como os Scarlets, que dará bastante trabalho para eles se preocuparem durante o livro todo. E se a loucura na realidade não é suficiente, os sonhos também são tenebrosos. Nos pesadelos de Dan, ele é Daniel Crawford, e na realidade, um garotinho de blusa listrada vive o perseguindo, para qualquer direção que olhar.

Honestamente, eu dei essa nota pela escrita magnífica da autora. É leve, divertida, séria, promovendo assim uma leitura fácil e instigante. Quanto a história em si, deixou a desejar. Nos sentimos enérgicos a continuar, a acompanhar as descobertas, em raciocinar junto dos personagens, mas é tudo muito previsível. O final, então, deu a impressão que a autora cansou e apressou a resolução do caso para pouquíssimas páginas. Depois de um livro inteiro de mistério (porque é isso, suspense, nada de terror), nós esperamos mais empecilhos, dificuldades, agonia, não o término bobo que acabou sendo. Juro que parei e pensei “Sério? Só isso?”. Pelo menos ainda temos o terceiro e último volume que aliás já foi lançado.



Além disso, tem as imagens. Isso é mais uma questão particular, mas não gostei delas. O livro é caro porque tem uma boa quantidade de fotos, e a editora teve todo um trabalho para deixá-lo impecável, até mesmo nas partes em que as fotos são de cartas, de forma que também traduziram para o português. Isso eu admiro muito, mas a escolha de fotos não foi da melhor. Me lembraram muito American Horror Story e o Orfanato da Srta. Peregrine. São macabras no sentido de estranhas, não de botarem medo. E ainda mais se tratando de um parque de diversão, mais pendendo pra circo, dá pra se imaginar as imagens bizarras que dá para construir. É minha opinião só, achei as do primeiro volume bem mais aterrorizantes. Mas de resto, não deixo de afirmar que é uma série ótima, vale super a pena a leitura!

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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