terça-feira, 14 de junho de 2016

Invocadores do Mal

Título: Invocadores do Mal
Título Original: Ghost Tracks
Autora: Cheryl A. Wicks
Editora: Pensamento
Ano: 2016
Páginas: 280
Tradução: Humberto Moura Neto e Martha Argel
Livro: Skoob
Sinopse:
A médium clarividente Lorraine Warren e seu marido, o respeitado demonologista Ed Warren, estudaram, por mais de meio século, fenômenos paranormais ao redor do mundo. Seus casos inspiraram os filmes Invocação do Mal, Amityville e Annabelle. Esta obra reúne as cinco décadas de experiência em investigação de campo desse casal, juntamente com as suas perspectivas histórica, científica e religiosa, para revelar que até mesmo o que é considerado paranormal não pode ser ignorado, tem padrões de comportamento previsíveis e pode ser mensurado cientificamente. Por meio de milhares de palestras, estudos de caso e análise de cartas de clientes, eles revelam o que é conviver com fantasmas, poltergeists e infestações malignas, como investigá-los e solucionar seus mistérios.
Ed e Lorraine Warren são um casal peculiar. Se casaram jovens, tiveram uma filha, e se dedicaram ao longo de mais de 50 anos ao paranormal.



Lorraine é uma clarividente comprovada. Ela enxerga a áurea das pessoas, detecta energias ruins, os locais exatos onde tragédias ocorreram e a história por trás delas, assim como possui a capacidade de se comunicar com espíritos.

Já Ed é um demonologista leigo reconhecido, ou seja, ele estuda o mal e demônios, mas não é um padre, embora seja completamente religioso. Quando criança, Ed morou numa casa assombrada, o que contribuiu para o seu conhecimento acerca do assunto.

"Os fantasmas fazem todo o sentido...", disse Lorraine, na extensão do telefone, "... depois que você os entende. Pode ser muito frustrante para ambas as partes quando tentamos descobrir do que necessitam e o que estão tentando nos dizer."

Nesse livro, Ed e Lorraine contam resumidamente suas histórias de vida e ensinam o leitor a identificar os sinais sobrenaturais e a como interpretá-los. Ao longo dos anos, o casal deu diversas entrevistas e palestras, e o livro é basicamente como se estivéssemos numa palestra, um intensivão do desconhecido. Aprendemos sobre os espíritos e como distingui-los, se são aparições de transição, aparições de crise, fantasmas, poltergeists, demônios ou outras criaturas.

Esse caso também ilustra como as energias e entidades paranormais parecem estar sempre a nossa volta, em todos os lugares. Nosso comportamento, nossas atitudes, razões e crenças - e os das pessoas ao nosso redor - desempenham um importante papel no tipo de coisa que atraímos e no que podemos liberar sem querer.

Para elucidar as diferenças, Ed e Lorraine apresentam Estudos de casos. Em suas investigações, o casal levava junto câmeras e gravadores para registrar a ocasião. Através desse material eles puderam montar os casos repletos de detalhes ricos. Essa foi sem dúvida a minha parte favorita. Me senti uma estudante de parapsicologia tentando desvendar o que assombrava a casa. Inclusive, o livro é estruturado por um sumário. Em cada capítulo o casal foca em um estado espiritual específico e por fim relata os estudos de caso, geralmente 3 deles. Portanto, a cada explicação temos três histórias diferentes vivenciadas pelos Warren.


Muitas dessas histórias foram adaptadas para livros e filmes, alguns dos quais eu conheço e por sinal adoro, então imaginem a euforia ao descobrir que de fato são reais e foram resolvidas pelos Warren. Alguns desses filmes famosos são: Horror em Amityville, Evocando Espíritos, A casa das almas perdidas, Invocação do mal (1 e 2) e Annabelle. Se já ouviram falar de algum desses, aposto que só conheceram o casal por Invocação do mal, um filme de grande sucesso cuja continuação estreou nos cinemas semana passada (dia 9).


Muito provavelmente vocês estejam se perguntando “Será que é verdade mesmo? Que provas você tem pra me convencer disso?” Bom, nenhuma. Mas o livro tem, e várias. Eu sou daquelas que dou risada na cara do “Baseado em fatos reais” no início de praticamente todos os filmes de terror. 90% deles sem dúvida são fraude, mas o que Ed e Lorraine descreveram, nem a mente mais produtiva seria capaz de inventar. E por essa observação, considero esse mero livro mais assustador que qualquer outro.

Amityville me fez tremer na base pela sinceridade de George, o pai da família da história que foi entrevistado por Ed. Ele deixou claro que o dinheiro lucrado com o lançamento do livro foi todo direcionado ao autor, enquanto eles continuaram na mesma pobreza de quando compraram a casa, mais o temor das lembranças de brinde. Uma horrível chacina ocorrera naquela casa, e por isso o preço estava vantajoso. Um dos estudos de caso é sobre Amityville, e é o único em que temos fotos de autoria própria de Ed e Lorraine no dia em que a investigação foi realizada.


A boneca Annabelle também é citada em uma das passagens, o que nos leva ao Museu de Ocultismo criado pelo casal. Lá estão guardados todos os itens e objetos maléficos encontrados pelo casal e, dentre elas, está a boneca.

E vocês devem estar pensando, “que gente doida de se envolver com coisas tão perigosas”. Tudo o que Ed e Lorraine fizeram foi ajudar. Por longos anos eles estudaram os fenômenos paranormais e ajudaram vítimas a se livrar do mal. Desde o inicio os Warren levantam os dois pontos principais para embarcar nessa jornada e se proteger: Fé e não mexer com o que não se deve. Os Warren possuem uma fé absoluta em Deus, são católicos que crêem e oram. Eles não alcançariam nada disso se não acreditassem num poder maior olhando por eles. E também somos alertados frequentemente da distancia que deve ser mantida de fontes obscuras como magia negra e tabuleiros Ouija. Não se deve brincar com essas forças, isso é interpretado a eles como um convite. Aquele que não se envolver com o desconhecido e tiver posição sobre o livre-arbítrio, está protegido. Ainda assim, na maioria dos casos relatados, o ceticismo das pessoas eram a maior ruína delas. Demoravam tanto a aceitar que algo não-humano estava realmente acontecendo que passavam anos sem procurar ajuda. Por isso, os Warren ressaltam que independente da religião, de como seu Deus é chamado, o importante é crer. Ao menos nessas horas.

 Há aqueles que protegem seu livre-arbítrio e o respeitam nos outros. Mas há quem deseja controlar os outros por meio de manipulação, mentiras e ameaças. Fanáticos e déspotas, bem como demônios, caem nessa última categoria. Eles querem controle absoluto... a qualquer preço.

O livro foi cedido em parceria com o Grupo Editorial Pensamento. A edição ficou ótima, encontrei só algumas falas sem o fechamento das aspas, mas nada que incomode. No final, há um glossário com a definição de algumas palavras que aparecerem no decorrer do livro, e há também notas.

Invocadores do mal foi uma surpresa totalmente positiva. Embora goste do filme, não achava nada de muito diferente da maioria dos outros de terror, mas agora eu tô é preparando loucamente uma maratona com todos esses filmes que falei pro final de semana.

O livro foi escrito por Cheryl A. Wicks, editora da revista da Sociedade de Pesquisas Psíquicas da Nova Inglaterra, fundada pelos Warren, e eles tiveram participação na produção da obra, que foi publicada originalmente em 2004. Infelizmente, Ed morreu em 2006 e Lorraine se aposentou, mas permanece dando visitas guiadas pelo Museu do Ocultismo.



Para quem não é chegado no assunto, imagino que não seja uma leitura fácil, mas certamente totalmente válida. Entendam que as investigações dos Warren foram extensas e que existe nesse livro um conteúdo abundante. É muito mais que apenas uma história de terror, é um relato de todas as experiências e da importância de se proteger.

E para os fanáticos por terror, sim, é demais! Toda a descrição de comportamento e condições que provocam os fenômenos paranormais são esclarecedoras (e empolgantes). Sou uma expert em entidades malignas agora #sqn #pegaosalgrosso

Junte-se a nós na busca pelo sobrenatural e nas investigações de casos de fantasmas, para compreender melhor o que desencadeia os estranhos acontecimentos que costumam ocorrer durante a noite.

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 21 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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