terça-feira, 15 de março de 2016

Nunca Jamais - Resenha da trilogia completa

Título: Nunca Jamais
Título Original: Never Never
Autoras: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Série: Never Never
Editora: Galera Record
Ano: 2016 – Livro 1
Páginas: 192 / 158 / 140
Livro: Skoob - 1 | Skoob - 2 | Skoob - 3
Sinopse:
Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar.
Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

[NÃO CONTÊM SPOILERS]


Silas Nash e Charlie Wynwood são melhores amigos desde sempre.

Depois de um tempo, viram namorados.

E de repente, não se conhecem mais.

Não conhecem nem mesmo a si próprios.

Quem eles são?

Qual o nome deles?

Quem eram aquelas pessoas falando com eles no colégio?

O que estava acontecendo?

Charlie se esforça pra agir de forma natural, tentando pegar informações daqueles que, pelo visto, eram seus amigos. Se referiam a ela como Charlie, então esse devia ser seu nome. O menino quieto ao seu lado na cantina era seu namorado. Com uma boa olhada, ela percebe que ele parece tão desorientado quanto ela. E mesmo sentindo que estava ficando louca, ela partilha do segredo com o namorado, chamado Silas. Ela sentia que podia confiar ele. E é um alívio descobrir que ele também perdeu a memória, afinal, devia haver uma explicação, ela não podia estar enlouquecendo sozinha, era coincidência demais.

Silas e Charlie fogem do colégio e vão atrás de explicações. Ambos se lembram de coisas básicas, como dirigir, e até mesmo coisas sobre atores e filmes. Eles só não lembram a respeito de si mesmos, nem onde moram, se tem pais, irmãos. No decorrer, eles fazem descobertas que os assustam. Tanto sobre a relação dos pais, quanto com a personalidade, sobre quem eles eram de verdade, sobre a sequência de acontecimentos que abalou a amizade e o namoro deles.

Os dois ficam perturbados. Eles odeiam quem são. Falam de si mesmos do passado em terceira pessoa, como se estivessem falando de estranhos. Eles não conseguem confiar em mais ninguém, e se sentem seguros na presença um do outro. Durante dois dias, Silas e Charlie conhecem familiares e amigos, e descobrem coisas de suas vidas. Dois dias inteiros que reacende a agitação no peito, o sentimento familiar, a paixão.

Mas eles não sabem mais o que fazer. Estão ficando sem opções. A cartomante tirou uma carta branca do baralho, que nunca esteve ali. Silas e Charlie estão apavorados. Eles tentaram de tudo, e a sensação de que algo está muito errado continua crescendo.

Até que acontece.

E o primeiro volume acaba.

Isso deve ter sido o porquê de eu sentir uma necessidade inabalável para encontrá-la. Porque até este exato momento eu não sabia que Charlie não era a única que estava desaparecida. Quando ela desapareceu, parte de mim deve ter sumido junto com ela. Porque esta é a primeira vez que eu me sinto como eu — como Silas Nash — desde o momento que eu acordei ontem.

Não vou contar o que acontece, nem revelar as descobertas, porque a história é construída em cima disso, do passado deles, e estragaria totalmente a graça. Logicamente, as três partes poderiam estar inclusas num livro só. Cada parte tem em média de 100 páginas, sendo a primeira a maior, então é uma leitura rápida, ainda mais pela curiosidade que não colabora.

O segundo volume tem um ritmo mais calmo. O mistério prossegue, é uma parte mais intermediária, para relaxar o coração e poder seguir com tudo a frente.

Se existe uma definição para essa trilogia, é viciante. Li a primeira parte quando soube do lançamento no Brasil, depois não resisti e li o segundo em inglês mesmo, então tive de esperar loucamente pelo terceiro volume que ainda não havia saído. O suspense que ronda Silas e Charlie é esmagador. Vindo da Colleen, não podia ser diferente.

O terceiro volume vai direto ao ponto. Silas e Charlie têm em mãos artifícios que os ajudam a raciocinar e supor o que poderia estar havendo com eles. Silas tem uma ideia doida, e como eles não contam com muito tempo para pensar em outras conclusões, eles resolvem arriscar. O que eles poderiam perder com isso além do que já haviam perdido?

Não espere por um final devastador ou surpreendente. A resposta para o mistério é o mais clichê possível. Digo isso não para cortar a expectativa de vocês, mas como um alerta. Eu fiquei chateada sim quando descobri, tipo, sério mesmo que é isso? Fala sério. Mas pela qualidade da história e a escrita instigante da Colleen eu digo que vale a pena. É um livro bem diferente do que estamos acostumados, a proposta é ótima, e o suspense faz a ansiedade borbulhar do início ao fim. Foi engenhoso e uma boa aposta da autora. Só que, no final, me deu a impressão que nem ela mesma e a outra autora (percebi agora que ainda não comentei dela, e só pelo que provei, imagino que os livros dela também sejam muito bons) chegaram a um consenso do motivo para o apagão na mente dos personagens. Como se a ideia estivesse ali, então elas foram tecendo a teia até que se encontraram enroladas nela. Mas também posso estar enganada, afinal não acabou sendo algo descartável, só... Previsível demais. Você tem que seguir algumas crenças pra botar fé na razão de tudo aquilo. E vou me calar por aqui hahahah leiamm, adoraria saber o que vocês pensaram do final!

Nota: 5


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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