sábado, 20 de fevereiro de 2016

Série House of Night

Título Original: House of Night
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Editora: Novo Século
Sinopse:
No primeiro volume da série House of Night, começa com a protagonista Zoey Redbird, que era uma garota comum, de 16 anos, até ser marcada pela Deusa Nyx. Esse mundo é igualzinho o nosso, mas os vampiros existiam desde antigamente e conviviam pacificamente com humanos até agora. A partir daí, sua vida muda completamente e ela tem que ir morar na House of Night, porque se não, seu corpo pode rejeitar a transformação, e ela irá morrer. Porém, ela era diferente dos outros calouros (vampiros antes de completar a transformação), pois sua marca de lua crescente era completa, e tem uma estranha conexão com a Deusa Nyx.
Zoey vai descobrir que mesmo não sendo mais humana, sua vida estará longe de ser fácil, pois terá que aprender a controlar poderes que nem sabia que tinha, mas agora, com novos amigos e uma nova vida a apoiando. O que ela não conta é com um novo inimigo misterioso e poderoso, que está mais próximo do que Zoey imagina.


Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze... DOZE. Doze livros!!! E cheguei ao fim, depois de 5 anos. Uffa.

Aprenda a confiar em si mesmo, e então os outros podem aprender a confiar em você.

A resenha não é de um livro, mas de todos, porque, sinceramente, vocês não vão querer resenha de 12 livros, principalmente pelos pontos que eu vou começar a citar aqui.
Comecei a ler a série em 2010, depois de ler a sinopse de Marcada e realmente me interessar. Afinal, estávamos naquela época adolescente em que vampiros estavam no auge - em compensação, agora, ouvimos "vampiro" e saímos correndo como eles correm do sol.
Eu realmente gostei do que li em Marcada, mas aí vamos lendo outros livros e a vontade é uma só: dar vários murros na cara da Zoey. E mandar ela decidir qual homem ela quer da vida (são MUITOS, sério. Meu Deus. Triângulo amoroso foi chutado aqui).

No essencial: é difícil eu tentar dizer pra vocês quem é bom e quem é mal, porque em 12 livros vocês podem imaginar quanta gente vai e volta pro lado negro da força, mas o inimigo principal é a Neferet, a Grande Sacerdotisa da Morada da Noite, que desde que a Zoey chega, o negócio já começa a ficar estranho. Outros personagens extremamente importantes só chegam mais pra frente, e outros que de início amamos, passamos a odiar e vice-versa.

Por exemplo, a Aphrodite é a típica personagem que no início é uma vaca, mas depois passa a ser amiga - mas isso não faz dela menos língua venenosa, e acho que é por isso que gosto tanto dela. Já a Zoey, que é nossa personagem principal... Bom, ela é chata do início ao fim. Sério. Não é aquele personagem que cresce e desenvolve durante os livros e enquanto supera os problemas. Pelo contrário. Conforme ela supera os problemas, ela só ganha mais e mais poder, e mais e mais insegurança - uma insegurança que atrapalha todas as vezes.

O que eu gosto muito da premissa dos livros, é a ideia da Deusa Nyx. Ela, no fim das contas, é a mesma Deusa para todos. Não só isso, mas o fato de misturarem as crenças Cherokee e também os poderes naturais dos vampiros, vindos dos elementos: água, fogo, ar, terra e espírito. Acho que foi isso o que mais me prendeu. Eles não são vampiros comuns, claro, e mais pra frente surgem os Vampiros Vermelhos, e esses sim parecem mais os clássicos vampiros. Pra algumas pessoas, esses poderes e esses círculos da magia foi algo ruim nos livros. Mas pra mim, foi o diferencial, a coisa legal.

Dizer que é necessário ter 12 livros? Não, não é. Nem um pouco. Tem livro que se passa em UM DIA. Qual é a necessidade disso? E todos tem mais de 300pgs, então imaginem só a encheção de linguiça.
Os livros poderiam ser muito bem reduzidos pra uma saga de, no máximo, 5 livros. E isso pra ainda ter bastante plot twist. Alguns personagens como a Zoey poderiam ser melhor construídos, e parar de serem tão insuportáveis.
O que faz a coisa ser melhor, é que o livro é em 3ª pessoa, com vários POVs. Só o POV da Zoey é em primeira pessoa.

Os livros são cheios de cenas e diálogos completamente desnecessários, que acho que foram escritos numa tentativa de desenvolver os personagens, mas que só faziam o leitor querer pular partes inteiras. Mas ainda há outras muito legais, falas que nos fazem rir, outras que nos fazem refletir, e cenas que queremos que não acabem simplesmente por adorarmos certos personagens.
Enquanto isso, alguns POVs pareceram tão forçados, como os da Neferet, que simplesmente se perderam: o ódio pelo ódio, e por que mesmo que há tanto ódio? Nós acabamos esquecendo, e ela fica só louca, e não uma psicopata do mal. Não que psicopatas não sejam loucos, mas sempre tem mais coisa por trás, e não só pensamentos de "blablabla ela acabou com meus planos mimimimi preciso destruir ela".

Gosto muito, por exemplo, de quando a horda de nerds está unida, mas ao mesmo tempo somos pegos patinando e com a Zoey sempre quieta sobre o que se passa na cabeça dela - o que acaba SEMPRE com ela fazendo alguma burrada. E depois de mimimi pelos cantos porque errou.

O último livro me agradou muito (eu dei uma leve chorada, ops), mas ao mesmo tempo eu achei a luta final muito fraca. Como vi um pessoal comentando: o que mudou do começo do livro pro final, na Zoey, pra que ela finalmente pudesse usar o poder que tinha para ganhar? A resposta: nada. Acho que simplesmente precisavam dar um fim logo e não fazer um 13º livro. E isso me chateou muito, mas ainda foi meu livro preferido.

Eu não acho que deva me prender à história nessa resenha, porque se não eu teria que fazer em partes - até a Neferet ser descoberta e depois, e ainda em subpartes, nas sub-histórias ou histórias menores. Entre eles, os romances da Zoey que realmente me irritaram muito (e meu preferido, no fim das contas, é o Heath).

Acho que todo mundo, ou pelo menos a maioria do pessoal, que leu os 12 livros tem uma relação de amor e ódio, exatamente por isso: a chatice da Zoey e sua falta de amadurecimento e a enrolação, quando poderíamos condensar mais a história. De modo geral, não é ruim, de verdade. Mas é preciso muita força e fé para chegar ao final. Sempre haverá essa relação de sentimentos conflitantes com a história, porque ela não é de todo mal.

Remember, darkness does not always equate to evil, just as light does not always bring good.


Nota: 3.5?


Sobre mim: Letícia Proença (Leeh), estudante de Medicina Veterinária na UNESP, até hoje não sabe como leva a graduação e a paixão por sites e livros lado a lado. Canceriana louca, gostaria de saber como aumentar as horas do dia para poder fazer tudo o que gosta.

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