terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Luva de Cobre

Título: A Luva de Cobre
Título Original: The Copper Gauntlet
Autora: Cassandra Clare e Holly Black
Série: Magisterium - #2
Editora: Galera Record - Junior
Tradução: Rita Sussekind
Ano: 2015
Páginas: 300
Livro: Skoob
Sinopse:
Nesta fantasia urbana, um universo de magia coexiste com nosso mundo. Um universo repleto de intrigas, onde crianças aprimoram seus poderes em uma escola de magia chamada Magisterium, com Mestres que temem a volta do mago mais poderoso, e ambicioso, de todos os tempos, o Inimigo da Morte. Nesse volume, o aprendiz de mago Callum Hunt precisa encontrar uma antiga arma mágica roubada do Magisterium. A luva de cobre é capaz de arrancar a magia de uma pessoa e destruí-la completamente. Ao mesmo tempo, ele tem de decidir se conta aos amigos que, dentro dele, vive a alma do Inimigo da Morte, apenas à espera do momento perfeito para retomar sua escalada pelo poder


ATENÇÃO: Pode conter spoilers para quem não leu o PRIMEIRO volume

Carol: Esse livro é tão bom que nem sei por onde começar a resenha. A Leh devorou Desafio de Ferro e nem me esperou pra ler junto, e dessa vez eu que não aguentei. Comprei pela Amazon na Black Friday e achei até que não muito grosso pra um 2° volume, mas, bom, quem vê cara não vê coração né. E sabe aquela famosa praga do 2° volume? Esqueça, isso passa longe de Magisterium. Esse livro consegue ser mais surpreendente e inovador ainda que o de início.
- Existem três coisas que fazem um mago se destacar. Uma delas é a capacidade de controle, outra, a imaginação, e a terceira é o reservatório de poder. Um de nossos desafios é descobrir a resposta para sua pergunta. O que Aaron pode fazer até precisar do contrapeso para puxá-lo de volta? O que Call pode fazer? O que você pode fazer?
Callum Hunt está de volta em casa para as férias. Seu pai permanece insistente à ideia de Call não voltar mais para a escola, assim como seu ódio por ela parece ter sido cultivado mais ainda. Call está cansado de vê-lo tratando Devastação, seu lobo dominado pelo caos, como uma coisa, mas se sente na obrigação de agradar o pai, então respira fundo enquanto em sua cabeça só passa quanto tempo falta pra voltar às aulas.

Num dia, Alastair o leva ao cinema e deixam Devastação trancado na garagem. Ao retornar, Call não o encontra em lugar algum; ele tinha fugido. Mas Call não acreditava naquilo nem por um segundo e, na madrugada, ele o encontra chorando no porão, amarrado. Se os planos do pai pareciam assustadores de imediato, as algemas próximas ao lobo próprias para um garoto de 13 anos era mais desesperador ainda. Logo, Call descobre que o pai pretende usar uma luva especial, chamada de Alkahet, capaz de capturar a magia do caos de um Makar e destruí-lo por completo. Alastair queria seu filho de volta; o filho de verdade. Call era tão horrível assim? Alastair o odiava tanto por ter a alma do Inimigo da Morte a ponto de matá-lo?

Desamparado e profundamente magoado, Call foge com Devastação para a casa de Tamara, onde encontra Aaron que foi acolhido pela família. Call chega a se sentir rejeitado, mas entende o fato de Aaron ser um órfão e, principalmente, o Makar. Todos querem cuidar dele e tê-lo por perto. Ele tem que ser protegido, e proteger a todos ao seu redor, mesmo sendo ainda apenas uma criança. É um fardo grande pra carregar sozinho, por isso Call engole o orgulho e volta a enxergá-lo como seu melhor amigo de sempre. Ele não mudou nada, afinal. Só o que ele significa pra todos os magos.

De volta à escola, correm boatos de que alguém tentou roubar o Alkahet. Por ser um objeto precioso e que, de fato, estava exposto demais, os Mestres a escondem num local mais subterrâneo ainda construído por magos do metal, de forma a estar mais protegida. Seria seu pai que tentou roubá-la? Será que ele tivera mesmo a intenção de roubar? Call se sente perdido. Ao mesmo tempo em que se encontra sã e salvo dentro do Magisterium, ele sabe que o pai corre perigo quando, enfim, o Alkahet some. Não existem meio-termos; irão matá-lo assim que encontrá-lo, independente de Alastair estar com a luva ou não. E Call precisava avisá-lo.

Acompanhado por um Aaron e uma Tamara persistentes, eles (e Devastação, logicamente) se aventuram pelos corredores a fim de fugir da escola. Jasper os pega no flagra e, bom, digamos que é sequestrado pelos 3 antes que pudesse dar a língua pelos dentes pra alguém. Mesmo totalmente contrariado, Jasper os segue, sendo inclusive útil em determinados momentos.

A luva de cobre se concentra maior parte em toda a jornada que eles percorrem atrás de Alastair. Enfrentam desafios inesperados, elementos poderosos que deviam estar adormecidos no fundo do Magisterium, passam muito cansaço ao terem de usar da magia para sobreviverem, e também Aaron exercita seu papel de Makar mais do que nunca com Call como seu contrapeso, puxando-o de volta sempre que o sentia perdendo controle da própria magia. Além disso, há muitas surpresas pela trajetória, descobertas, e o melhor de tudo, a força da amizade.


Incrivelmente, até Jasper passa a ser um personagem admirável, embora ainda irritante. Mas Call continua sendo nosso personagem máster. Todo o esforço que ele faz para manter a verdade sobre quem ele é longe, evitando magoar os amigos, com medo de perdê-los; toda a dor que sente pela perna mais curta que a outra, e ainda assim se impulsiona a ser corajoso e continuar correndo; todo o amor que tem pelo pai, mesmo teoricamente ele tendo planos ruins para Call. Toda a resistência e bravura que ele mostra é surpreendente. Acredito que num geral todos os personagens cresceram, mas Call continua se destacando. Aaron pode ser o Makar, mas nada nele mudou; nem na sua bondade ou sua determinação. Tamara continua sendo a gênia do grupo e dando aquele toque feminino ao livro de às vezes ser um pouquinho dramática, às vezes mandona, às vezes fazendo papel de mãe. E Devastação, tem como não amá-lo?? Só tô no aguardo do meu lobo dominado pelo caos chegar embrulhado no natal hahahah. Outros personagens que simpatizo muito é a Célia, o Alex e o Mestre Rufus. A Célia é aquela menina divertida que está sempre com um sorriso no rosto; o Alex tem aquele ar superior que me conquistou desde o livro anterior; e o Mestre Rufus, com toda a dedicação, preocupação e confiança que tem pelos alunos.

Esse volume é fantástico. Todas as revelações e aflição do final dá um gostinho de “quero muito mais”. Tem uma pegada bem do estilo dos livros do Rick Riordan, e quem já leu ao menos um dele sabe do que estou falando. As aventuras na estrada, as coisas loucas que surgem querendo arrancar a cabeça deles. Sério, é demais! E pra quem é viciado nos livros das duas autoras como eu, consegue sentir a diferença na escrita. Não na forma de escrever, mas tem um quê diferente, que alega a junção de ideias com palavras. A Cassandra costuma enrolar mais as cenas; a Holly gosta de ser mais direta. Nisso, existe um equilíbrio. Elas se contrabalanceiam. É a Makar com o seu contrapeso.

- O fim está mais próximo do que você imagina – repetiu o lagarto. Em seguida, correu pela formação rochosa para o teto da caverna.

Leeh: Invadi a resenha da Carol que não me esperou pra ler, só porque eu li o livro numa setada de sofá, e ela disse que eu não espero. Oras, bolas.
Não me prolongarei muito na resenha, porque a Carol contou tudo, mas vou deixar aqui minha impressão.

Depois de como terminou o primeiro livro, não tinha como Luva de Cobre começar de outra maneira se não comigo aos berros. Quem, quem faz isso com o personagem principal, além da Holly e da Cass? Juntar as duas é maldade com os leitores.
Esse segundo livro é emoção do início ao fim, sendo que ele é um pouco menor (míseras 300 páginas, que maldade). Como a Carol disse, lembra muito os livros do Rick, por causa dos monstros e das lutas que eles têm, o tempo todo tendo que esconder o mundo mágico dos trouxas. Outra coisa que eu gosto dos livros delas, é que elas fazem bastante referência à séries, por exemplo. Isso é muito legal.


Os personagens aqui já se mostram por inteiro, não só aquela primeira impressão que o primeiro livro deixa. Aqui eles são postos a prova: quem realmente é confiável e quem não é; os verdadeiros amigos, e os amigos de conveniência. Além de, claro, surgirem novos inimigos ocultos que nos deixam pensando quem quando onde porque SOS.

Eu fico, sinceramente, imaginando como seria um livro Rick-Cass-Holly, eu acho que infartaria. Porque, mesmo sendo um livro considerado infanto-juvenil, há muitas coisas que nos fazem refletir, e umas frases que são quase um tapa na cara. É difícil demais pensar nos personagens como crianças de 12 anos. Em PJO tive esse mesmo problema, aqui tenho de novo... Mas tudo bem!
Espero, ansiosamente, pela continuação e apenas imaginando o que elas farão com nossos personagens e para quem ainda não leu: LEIAM. Extremamente necessário. Mesmo quem não goste muito da escrita da Cass, como a Carol disse, a Holly contrabalanceia. Tudo no tom certo.

Infelizmente, na edição, encontrei alguns errinhos básicos de revisão como trocando "quando" ou "quanto" e até um "caminharão" no lugar de "caminhando", porém, nada que uma segunda edição não resolva. De resto, tudo perfeito! Adoro a capa, a cor das páginas e o tamanho das letras, sem deixar a vista cansar.

Call estava começando a se preocupar com a possibilidade de não existirem mocinhos. Só pessoas com listas de Suseranos do Mal mais compridas ou mais curtas.

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

Sobre mim: Letícia Proença (Leeh), 21 anos, estudante de Medicina Veterinária em Botucatu, até hoje não sabe como leva a graduação e a paixão por sites e livros lado a lado. Canceriana louca, gostaria de saber como aumentar as horas do dia para poder fazer tudo o que gosta.

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