quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A Cura Mortal

Nome: A Cura Mortal
Título Original: The Death Cure
Autor: James Dashner
Série: Maze Runner - #3
Editora: Vergara & Riba (V&R)
Livro: Skoob
Sinopse:
Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.

[PODE CONTER SPOILERS]

Eu queria fazer essa resenha dizendo como o último volume dessa série conseguiu alcançar minhas expectativas, mas apesar da minha nota, infelizmente não é verdade. Isso também não significa que o livro é ruim; não, longe disso. É só que A Cura Mortal supostamente devia ser o melhor livro da série, mas a realidade é que não chega nem aos pés dos dois primeiros livros (ou do segundo, que pra mim foi o melhor).
Após Thomas e seus amigos terem sido resgatados pelo CRUEL, ele passa três semanas trancafiado em um quarto branco, sem poder contatar ninguém, nem mesmo Teresa ou Aris mentalmente, recebendo só as refeições regularmente, e sem nem ao menos poder tomar um banho. Depois que o Homem-rato finalmente o libera, Thomas encontra seus amigos que, para seu alívio, estão completamente bem, exceto por Brenda e Jorge que não estão no local. E a grande notícia que recebem é que os membros do CRUEL vão devolver a eles suas lembranças, e também tirarão o dispositivo que permite que controlem o cérebro deles. Para muitos essa é uma notícia maravilhosa, mas Thomas, Newt e Minho se recusam, desconfiando de haver algo errado naquilo, então eles tentam planejar qualquer esquema para fugirem, e graças a ajuda de Brenda, que descobrem por fim trabalhar pro CRUEL, eles conseguem fugir e ir para Denver, uma das poucas cidades onde o Fulgor ainda não se disseminou. E a partir de então, qualquer coisa que eu for falar, vai acabar virando spoiler, mas é basicamente isso. Acontecem várias coisas na cidade, eles passam a analisar mais de perto as atitudes dos Cranks, descobrem novas artimanhas que o CRUEL está planejando com a fuga deles, até mesmo pra convencê-los a voltar, e inclusive, um personagem do primeiro livro retorna, alguém que eu nem lembrava direito mais da existência, e que foi um pouco difícil, pelo menos pra mim, botar fé nele.

-Tudo bem, então - concordou o homem. - Sigam-me. Mas lembrem-se: se alguma parte do corpo de vocês for arrancada devido a um encontro desafortunado com um Crank, aconselho-os enfaticamente a deixar essa parte do corpo para trás e correr na velocidade com que o diabo fugiria da cruz.A menos que seja uma perna, claro.

Andei vendo muitos comentários negativos a respeito desse volume, e em um ponto eu concordo. Eu não sei o que deu na cabeça do autor, mas praticamente os personagens perderam muitas das suas qualidades. Grande parte do livro nós acompanhamos a trajetória de Thomas, Minho, Brenda, Jorge e Newt, até que consigam encontrar a outra parte do grupo, mas Thomas faz umas coisas que dá uma vontade absurda de bater a cabeça dele na parede e gritar pra que ele volte à realidade, ou melhor, volte a ser ele mesmo. Tá certo que o Thomas faz mesmo coisas imprudentes, que aliás fazem parte do Experimento, e graças a isso o qualifica como o melhor dos indivíduos analisados, mas houveram cenas que foram simplesmente desnecessárias determinadas atitudes, como ficar parado feito estátua vendo um Crank que havia tomado a Benção sendo preso, como se aquilo fosse mudar alguma coisa pra ele! E tá, tudo no final acaba tendo um motivo, mas foi apenas... falhas que o autor encontrou pra poder acrescentar o que ele desejava, e se não fosse por isso, acredito que aquelas partes nem existiriam. Além disso, alguns personagens ficaram bem ausentes nesse livro, como o Aris e o Caçarola, e... todos os outros Clareanos e as pessoas do grupo B. Eu sei que o foco não eram eles; afinal, foram bem apresentados e descritos no segundo livro, mãas a presença deles ali passava quase despercebida.

E então nos encaminhamos a outro fato que odiaram, mas eu achei válido. Thomas continua o livro inteiro com aquela birra dele com a Teresa, sem conseguir acreditar numa palavra sequer dela, enquanto já está mais do que claro que ela fez o que fez só para protegê-lo. Mas acho que Thomas é um pouquinho orgulhoso, porque embora a trate educadamente, ele parece que nunca vai conseguir perdoá-la. E, com isso, a aproximação dele com a Brenda se torna cada vez maior. Não tenho muito o que reclamar, pois eu nunca gostei da Teresa, e simpatizei com a Brenda logo de cara, mas o desfecho dessa relação entre os três por um lado me surpreendeu, e por outro já era de se esperar. Ainda assim, achei criativo. Nunca havia visto uma decisão do tipo em outros livros.

Quanto ao CRUEL, bom... Desde o início, por todos os testes que elaboraram, dava-se a entender que era um laboratório inteligente e altamente tecnológico. Mas convenhamos que o que demonstraram nesse livro, principalmente em termos de segurança, e da fuga dos grupos, é que de fato o foco e conhecimento deles se restringe somente às pesquisas. Mas eu não acho que o CRUEL seja ruim. Entendo o objetivo deles, e às vezes é necessário fazer alguns sacrifícios menores pra alcançar um benefício maior; afinal, não é isso o que acontece com os próprios ratinhos de laboratório? Não tem que milhares morrerem, durante anos, pra se obter uma cura?

Enfim, não achem que a série inteira foi estragada por esse livro. Não, pelo amor! É uma ótima história, criativa e extremamente diferente, além de nos envolver fácil. Adorei o desfecho, só não gostei que a partir das últimas cem páginas, eu fiquei numa aflição gigantesca o tempo inteiro, com medo do que poderia acontecer, porque né... O James adora matar gente, então não custava muito explodir o planeta inteiro de uma vez. Então, continuo dizendo: Essa série é maravilhosa, e sem sombra de dúvidas, virou uma das minhas favoritas!

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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