terça-feira, 19 de maio de 2015

Elevador 16

Nome: Elevador 16
Autor: Rodrigo de Oliveira
Série: As Crônicas dos Mortos
Editora: Faro Editorial
Livro: Skoob
Sinopse:
Estamos em 2017.
Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que passaria a uma distancia segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer...
Mas não podiam estar mais enganados.
No dia em que o planeta estaria mais visível, enquanto todo mundo se preparava para observar o fenômeno a olho nu, um grupo seguia para um compromisso chato: trabalhar num sábado na empresa de processamento de dados, pois estavam com muitos projetos atrasados.
Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele pára entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes, nem celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero, tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos, mas eram olhos vazios, olhos do mal...
Este livro conta uma história que ocorre no exato momento em que o nosso mundo se transforma. Traz personagens que vivem o intenso evento cósmico que mudaria a Terra para sempre.

Vai dizer que essa capa não te dá arrepio? Vi no Desbravadores de Livros e não resisti à tentação.

Esse é o conto que deu início à série “As Crônicas dos Mortos”, e nele conhecemos Mariana, uma empresária que acaba de descobrir estar grávida. Totalmente atordoada, ela tem que aturar suas amigas, Joana e Mayara, tagarelando, mas ao menos dessa forma ela pode fugir de encarar seu namorado, que trabalha no mesmo local, e que por acaso não vai ficar nem um pouco contente com a notícia da gravidez, já que há um tempinho eles vêm brigando e a beira do término.

Mas aquele não é um dia normal. Todo o mundo (exceto eles que estão atolados de trabalho em pleno sábado) está esperando a passagem do planeta vermelho Absinto, recém descoberto, pela Terra. O único problema é que ninguém estava esperando pelo que viria a seguir.

Tirando um tempo pra almoçar, 16 empresários pegam o mesmo elevador, incluindo Raul, o namorado de Mariana. E de repente, o elevador para. Não, esse não é o pior; O pior é que 10 dessas pessoas simplesmente desabam, desmaiadas. Mariana e o restante tenta acordá-los, mas de nada adianta. E na dúvida do que fazer, sair pela pequena abertura por cima ou não, eles acabam por descobrir que esse é o menor de seus dilemas. Quando Raul acorda, com os olhos brancos e parecendo completamente diferente e selvagem, eles caem na real do quão grave é a situação.

Ninguém sabe ao certo como um zumbi se comporta. Às vezes eles são repetitivos, previsíveis, como mecanismos programados para fazer sempre a mesma coisa, no mesmo horário e do mesmo jeito.
Mas eles também podem surpreender com um comportamento completamente inesperado; e, quando isso acontece, o resultado costuma ser catastrófico.

Pode ser apenas um conto, mas é muito bom! No decorrer das páginas, nós vamos conhecendo melhor Mariana e o quão forte e corajosa ela é (e sem coração, pra ser sincera). Além disso, o autor não teve piedade em poupar os personagens, então se apegar não é uma boa ideia. Os zumbis foram caracterizados tão bem e coerentes ao que imaginamos que dá pra se assustar de verdade. E o melhor é que tudo acontece em São Paulo, então as coisas se tornam muito mais reais por se passar no nosso país. Em determinados momentos me senti jogando Left 4 dead, só senti falta das armas e da pancadaria na cabeça haha.

Uma tática usada super bem pelo autor foi não revelar muitos detalhes. Nós temos uma leve noção do porque de aquelas pessoas terem “se transformado”, mas nada específico, então leva a nossa curiosidade pra desvendar o mistério que circunda a relação daqueles acontecimentos com o planeta vermelho próximo ao máximo. E por um lado é maldade, viu, agora eu tô looouca pra ler “Vale dos Mortos”, que é o primeiro volume!

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 20 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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