segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ser Feliz é Assim

Nome: Ser Feliz é Assim
Título Original: This is what happy looks like
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Livro: Skoob
Sinopse:
A vida — assim como o amor — é cheia de conexões inesperadas e enganos oportunos. Uma ligeira mudança no curso pode gerar consequências surpreendentes. Afinal, às vezes, o desvio, o atalho é o verdadeiro caminho. A estrada que deveríamos ter escolhido desde sempre... Se pelo menos tivéssemos a coragem de fazer do coração nossa bússola.
Graham Larkin e Ellie O'Neill não poderiam ser mais diferentes. O rapaz é um ídolo adolescente, um astro das telas de cinema; uma vida calcada na imagem. O cotidiano constantemente sob o escrutínio dos refletores. Agentes, produtores, RPs, assessores... Já Ellie passou a vida escondida nas sombras, fugindo de um escândalo do passado enterrado em sua árvore genealógica. Mas, mesmo sem aparentemente nada em comum, os dois acabam se conhecendo — ainda que virtualmente — quando Graham envia a Ellie, por engano, um e-mail falando sobre o porco de estimação Wilbur. Esse primeiro contato leva a uma correspondência virtual entre os dois, embora não saibam nem o nome um do outro. Os dois trocam detalhes sobre suas vidas, esperanças e medos.
Então Graham agarra a chance de passar tempo filmando na pequena cidade onde Ellie mora, e o relacionamento virtual ganha contornos reais. Mas será que duas pessoas de mundos tão diferentes conseguirão ficar juntas? Será que o amor é capaz de vencer — mesmo — qualquer obstáculo? E mais importante... é possível separar ilusão de realidade quando o coração está em jogo?

Tudo começa a partir de um e-mail que caiu na caixa de Ellie, pedindo que ela cuidasse do porco dele. Mas o quê? E então, tocada em deixar o pobre animal abandonado, ela resolve responder informando do engano, que afinal nem foi tão engano assim, já que depois da resposta, eles continuam debatendo o assunto e trocando pequenos conhecimentos de si mesmos não só no dia, como também pelos outros meses que vem em seguida. Ellie não esperava criar um laço tão forte com aquele estranho que nem sabia o nome, mas se tornou uma rotina conferir a caixa de e-mail pra ver se tinha algo novo do tal GDL824@yahoo.com, assim como trocar ideias com ele sobre os temas mais bobos e de mais importância pra ambos.

Enquanto sua cabeça está lá longe, a de 90% dos moradores de sua pequena cidade estão no filme que está começando a ser gravado nos arredores. Todo mundo quer acompanhar e pegar autógrafo do tão famoso Graham Larkin, que faz o papel do personagem principal. Ellie não tem o menor interesse em nada disso, então imaginem só a surpresa que ela leva quando Graham aparece na sua casa, dizendo ser ninguém mais, ninguém menos, que o cara com quem ela vem trocando e-mails há tantos meses.

E talvez os fatos não fossem tão importantes quanto o restante da história: a sensação de expectativa que tomava conta dela enquanto os dedos pairavam no teclado do celular, ou a maneira como uma interrogação que pulsara em seu peito durante a noite toda podia ser substituída rapidamente por um ponto de exclamação assim que chegava um e-mail dele.

O que concluímos com tudo isso? Que está na hora de eu parar de ir com tanta ganância pra cima dos livros. Eu venho desejando loucamente esse livro desde seu lançamento, então quando finalmente tive oportunidade de lê-lo, tenho certeza que meus olhos até brilhavam. Li “A probabilidade estatística do amor à primeira vista” da mesma autora, e me apaixonei completamente pela simplicidade e a ternura que envolviam a história, então imaginei que esse livro não seria nem um pouco diferente. Erro meu, infelizmente.

Há muitas controversas nesse enredo. Acho que a relação mais entendível foi dela com Quinn, sua melhor amiga, que após um desentendimento logo no início, elas passam o livro todo praticamente sem se falar. A mãe entra em pânico quando descobre que ela está saindo com Graham, por conta de um segredo que as duas carregam e que já vazou uma vez, portanto elas não precisavam que esse tormento se repetisse. E Graham, bom... Eu consegui sentir o amor deles, o receio de arriscar ou não, afinal ele é um cara famoso, fácil de surgir boatos a respeito da vida dos dois. Mas... Eu senti falta daquele quê a mais, sabe? Cada capítulo tem o trecho de algum e-mail deles, mas eu não consegui acompanhar a relação deles crescendo, não percebi o sentimento deles aparecendo. Acho que a autora poderia ter incluído mais e-mails, mais situações que nos fizesse acreditar que tudo aquilo era real, que o apego entre eles era forte daquela forma.

Seu pobre coração-telescópio — aquela coisa frágil e preciosa guardada dentro do peito — provavelmente teria ficado melhor se nunca tivesse sido tirado da caixa.

As narrações intercalam entre Ellie e Graham, e isso foi positivo por saber mais a fundo os pensamentos de cada um. Nisso, também conhecemos mais a respeito de cada um, sobre seu passado, suas opiniões e como passavam o dia a dia. O lado negativo é que é um amontoado de palavras; muito texto e ás vezes pouco diálogo, e não sei vocês, mas chegando ao final eu já tava até pulando os comentários desnecessários, porque já tava cansando. E ainda tem outra coisa que me incomodou. O título é “Ser feliz é assim” ... É como, então? O livro não transmite essa felicidade palpável. Ellie é uma garota bem simples, e em nenhum momento eu vi ela comentando como se sentia bem, tirando a pequena lista que fez das coisas que a deixavam feliz, e ainda assim nem todos os itens da lista eles conseguiram concluir. Nem mesmo Graham consegue nos convencer do que é ser feliz, porque ele é um ator muito bem pago, rodeado de milhares de fãs, e ainda assim ele teve de procurar algo que o alegrasse de fato lá longe. E o final é daqueles completamente abertos que parece que nem a autora mesmo soube como terminar. Ás vezes finais abertos caem bem, combinam com a história, mas esse não foi o caso. Eu fiquei esperando pelo que afinal ela decidiria fazer, e me senti perdida quando isso não aconteceu, porque EU não sei definir um destino concreto pra eles. Poderia acontecer uma coisa, ou outra... Mas eu ainda não encontrei a felicidade em nenhuma das opções, porque sempre penderia pra um lado, e o outro acabaria sendo deixado de escanteio. Sei lá, infelizmente foi um livro que não cumpriu o que o título, sinopse, e todo o resto prometia.

Nota: 3

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

Um comentário:

  1. Oie. Não tinha ouvido falar sobre o livro, só que agora estou curioso para conhecer a história de Ellie e Graham.

    Apesar de ser narrado pelos dois personagens, espero que não seja uma leitura um tanto repetitiva.

    Parabéns! Ótima resenha!

    Abs,
    Jhonatan.

    http://leiturasilenciosaoficial.blogspot.com.br

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