sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Eleanor & Park


Nome: Eleanor & Park
Título Original: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Livro: Skoob
Sinopse:
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eleanor & Park é uma história tão singela, mas tão tocante! A primeira coisa que pensei ao ver a capa foi em Eduardo e Mônica, e embora tenha um desenrolar bem distante da música, não deixou de me envolver e devorar o livro em pouco tempo.

A cidade onde Park mora é aquela típica onde todos se conhecem desde sempre, e pessoas novas são raridade. O fato de se conhecerem desde criança é o único motivo que faz com que Park consiga ouvir músicas no seu discman e tente abafar os berros das conversas dos outros alunos no ônibus, sem que o atormentem, já que ele não chega a ser um perdedor, mas também não é o maior popular do colégio. Apenas tolerável por todos. E num dia específico, entra no ônibus uma garota nova e completamente estranha, detalhe que faz com que ninguém ceda espaço no banco para que ela sente. Irritado com a situação, Park deixa que ela se sente ao seu lado, mas não deixa de ter a mesma opinião que todo mundo: Ela é muito estranha! Cheia de pulseiras e colares, Eleanor vestia roupas largas de garoto que a faziam parecer maior do que já era. Mas digamos que Eleanor não tinha muita grana pra sair gastando em roupas que se ajustassem perfeitamente ao seu corpo – e, além disso, nem queria.

Havia algo nas canções daquela fita. Eram diferentes. Causavam um aperto no peito e na barriga. Havia algo de excitante, e algo de angustiante. Faziam Eleanor se sentir como se tudo, como se o mundo, não fosse o que ela pensava ser. E era uma coisa boa. Era a melhor coisa de todas.

O mundo de Eleanor vive de cabeça pra baixo. Com quatro irmãos e tendo que suportar o padrasto horrível que tinha, ela voltou pra casa após ter sido expulsa pelo mesmo, e sido obrigada a morar com conhecidos por um ano. Seu padrasto é um homem nojento, que só sabe beber e descontar na família, principalmente na esposa, que tenta manter a situação toda em controle, enquanto os filhos se trancam no quarto e choram a noite toda. Eleanor já tinha problemas suficientes em casa, e não precisava arranjar mais no colégio, mas foi exatamente o que acabou conseguindo, graças à todos parecerem se satisfazer em tirar sarro da cara dela. Todos, menos o mestiço que sentava com ela no ônibus. Com o tempo, Park foi percebendo que Eleanor lia os gibis que ele levava pra ler no ônibus, e isso acabou aproximando os dois. Conversa aqui, troca de palavras lá, Eleanor e Park criaram uma amizade que os levava a passar bastante tempo juntos, e quando isso não acontecia, eles sentiam uma saudade tão grande que não era possível nem existir algo assim. E é com essa base que se desenvolve a história e o amor de Eleanor e Park. Simples, acolhedor, sincero e até mesmo ingênuo.

– Só me dê um beijo de adeus – ela sussurrou.
Adeus por hoje, ele pensou. Não para sempre.

A escrita da autora é um ponto que conta muito pra história fluir com facilidade. Narrado pelos dois personagens, nos é apresentado bem claramente os pensamentos de cada um, e principalmente as características bem marcantes deles. E mesmo a Eleanor tendo os milhões de problemas em casa (que inclusive são muito bem retratados), eu achei a história bem tranquila de se ler, e certamente ao chegar no final, nós temos basicamente uma outra visão da vida. Eu, pelo menos, fiquei parada por um tempão refletindo e chegando a diversas conclusões, haha. É uma leitura que com certeza vale a pena cada segundo!

Nota: 4


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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