quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Divergente

Nome: Divergente
Título Original: Divergent
Autora: Veronica Roth
Série: Divergente
Editora: Rocco
Livro: Skoob
Sinopse:
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Ler Divergente foi como ler Jogos Vorazes. No início é confuso de entender, mas com o tempo nos adaptamos com aquele mundo e passamos a compreender melhor o que cada facção representa.
Beatrice faz parte da Abnegação, conhecida por seu altruísmo. E esse já é um grande problema. Diferente de seus pais, ela não é nem um pouco altruísta.

Quando os adolescentes completavam dezesseis anos, eles podiam escolher para qual facção eles gostariam de seguir. Poderiam permanecer na que estavam, ou ir para que mais se identificavam. Beatrice poderia continuar se esforçando, e mentindo ao fingir ser da Abnegação para continuar com sua família, mas aquilo estaria errado. Ela não conseguia imaginar uma vida pacífica com os termos que exige a facção dela. Da mesma forma que não tinha certeza de qual devia escolher, e acabou optando pela Audácia. E, de fato, eles faziam coisas bem perigosas.

Junto dela, haviam alguns jovens das outras facções: Franqueza, Erudição e Amizade. Todos eles são conhecidos por “iniciados”, e antes de se tornarem membros de verdade da Audácia, eles precisam passar por testes. Os que não conseguirem passar, morrerão ou se tornarão sem-facção, que é basicamente um morador de rua, o que era considerado algo horrível para todos.

Logo que o estágio dos testes começam, Beatrice (agora Tris, o nome que escolheu. Afinal, facção nova, vida nova, nome novo, tudo novo) faz amizade com Christina, Al e Will, mas embora tenham se aproximado muito, eles tem que lutar entre si também para conseguir avançar nos testes. Logo de início, conhecemos um dos líderes da Audácia, chamado Eric, um homem que aparenta ser bem novo, mas que deixa todos claramente intimados. Ele é um dos responsáveis por treinar os iniciados, e quem o ajuda nessa tarefa é Quatro, um rapaz que sabe como ser bravo e ameaçador, mas também transmite calma e bondade a eles.

Também há Peter, que com seus amigos Molly e Drew, fazem de tudo para se mostrarem ser superiores a todos, e vivem perturbando Tris e qualquer um que vá melhor nos testes do que eles. Mas acreditam que eu adorei o Peter desde o momento que ele apareceu? Ele é um idiota, sim, e podem me julgar, mas eu torci pra que ele permanecesse vivo porque sem ele não teria a mesma graça, haha.

Um calor se espalha pela minha bochecha. O que vai acontecer quando essa tensão ceder?
Mas ele só fala, “Cuidado, Tris.”
Meu estômago afunda como se eu tivesse engolido uma pedra. Um membro do Destemor na outra mesa chama o nome de Quatro, e eu viro para Christina. Ela levanta uma sobrancelha.
“O quê?” eu pergunto.
“Eu estou desenvolvendo uma teoria.”
“E é?”
Ela pega o hambúrguer dela e fala, “Que você tem um desejo de morte.”

O livro tem várias passagens que dão aflição. De verdade, senti meu coração na mão e bem apertado em algumas situações, e acho que eu não teria coragem de passar por tudo que eles são submetidos. Mas esse é o cargo da Audácia, então eles tem que fazer o papel deles.

O tema principal da história é essa. As provas pelos quais eles tem que passar pra provar a coragem e bravura que carregam, as facções que não se dão inteiramente bem, e Tris fazendo várias coisas imprudentes. No começo do livro, eu gostava de Tris. Ela era uma boa personagem, e era compreensivo suas escolhas, mas com o decorrer dos testes, ela se tornou alguém diferente. Alguém que certamente eu não aprovo determinadas decisões. Sei que pra fazer parte da Audácia, você tem que ser até meio coração frio, mas ela acabou sendo demais. Houveram situações onde os amigos precisaram dela, aqueles amigos que se preocupavam de verdade com ela, e ela parecia estar nem aí. Chegou a um ponto onde a única pessoa que ela se importava inteiramente era Quatro, e aquilo pra mim foi muito incompreensível, visto tudo o que a família e amigos fizeram por ela.

E outro fato é que eu sofri bastante com o final. Já adianto que há muitas mortes desnecessárias, e que me deixaram mais mal do que a própria Tris. É uma história muito boa, e a escrita da autora faz com que consigamos nos sentir vivendo o mesmo que os personagens. Alguns aspectos não me agradaram muito, como eu comentei, a Tris ás vezes me dando nos nervos, mas né, faz parte.

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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