terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Seleção

Nome: A Seleção
Título Original: The Selection
Autora: Kiera Cass
Série: A Seleção
Editora: Seguinte
Livro: Skoob
Sinopse:
Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Confesso que esse é um dos livros que nunca tive muito interesse em ler, mas após me falarem com tanto entusiasmo que era maravilhoso, eu resolvi arriscar. A questão é que não me contaram antes que tinha um triângulo amoroso na história. E com toda certeza, se eu soubesse antes, não teria lido.

Illéa é um país ainda jovem, dividido por castas. Vai desde a casta 1, a mais rica, até a 8, a mais miserável. América e sua família pertencem à casta 5, e mesmo com todas as dificuldades financeiras, são bem felizes juntos. Cada casta basicamente corresponde a um tipo de serviço, e a dela é a que se dedica à arte e música. Embora não possam se comparar ao nível da 8, ainda assim eles tem que fazer um grande esforço pra economizar e comem pouco, mesmo que todos os membros da família trabalhem, menos o irmão mais novo de América.

Quando sua família recebe uma carta, a mãe de América vê todas as soluções de seus problemas ali. É uma carta que foi entregue a todas as famílias que tenham alguma mulher entre dezesseis a vinte anos, para se candidatarem a casar com o príncipe da casta 1. Portanto, todas que quiserem participar, irão passar por uma Seleção, onde o príncipe terá contato com elas, e no final, ele decidirá com qual quer casar. Ou seja, a família da moça consequentemente ficará rica também e subirá de casta.

A família inteira de América fica a perturbando pra que ela se inscreva, mas ela definitivamente não quer. Além de estar adaptada ao meio que vive, ela tem um motivo muito mais importante pra não querer participar. Ela namora escondido há dois anos com Aspen, um garoto de casta 6. O problema é que normalmente as famílias não permitem que a filha case com um homem de casta menor que a dela, mas Aspen é um bom rapaz, que aliás até já estava juntando dinheiro para o casamento e trabalhando pra sustentar a própria família, então de qualquer jeito a família de América teria que aceitá-lo. Isso é, se Aspen não a convencesse a se inscrever na Seleção, pois ele jamais se perdoaria se ela deixasse aquela chance escapar, a chance de dar uma vida melhor aos seus pais, por causa dele. E por não querer magoá-lo, ela acaba topando, sabendo que aquilo não daria em nada e que seu destino era casar com Aspen. Até que ela é sorteada para, de fato, participar da Seleção. Já dou um aviso prévio: Aspen é um amor. Completamente fofo, eu não sei se teria coragem de largá-lo pra tentar conquistar um príncipe que nunca vi na vida não, haha.

América e as outras trinta e quatro Selecionadas vão para o palácio da família Real do príncipe, onde vão morar até que ele decida qual delas será sua esposa. Logo no início ela conhece Marlee, uma garota super extrovertida e animada que de imediato se torna uma amiga, e não uma rival. E o grande fato é que América conseguiu fazer amizades tão facilmente porque ela simplesmente não se importava com as garotas suspirando pelo príncipe ou disputando pela atenção dele. Ela só estava interessada em voltar e ter Aspen de volta. Mas sabendo que isso não tinha como acontecer, ela passou a conversar naturalmente com Maxon, o príncipe, sem intenção alguma. E, com isso, ela explicou toda sua história e deixou claro que não pretendia ser sua princesa, mas que gostava da companhia dele, então eles fizeram um acordo. Já que América não queria nada com ele, mas ao mesmo tempo precisava muito do dinheiro que estava sendo enviado à sua família, ela o ajudaria a escolher a esposa perfeita, contanto que pudesse ficar por mais um tempo lá. E ele topou. Mas quem disse que a gente manda no coração? Mesmo sem querer, o sentimento de ambos acaba se tornando algo bem além de uma amizade, e pra piorar a situação toda, Aspen é recrutado pra ser um dos guardas no palácio, podendo vê-la diariamente.

Bom... É uma história boa, sim. Os personagens são bons, eu adorei a América e a relação dela com o Maxon, adorei ele também e o pânico que fica quando vê mulheres chorando e não sabe o que fazer, hahaha; Mas ainda assim, é uma história parada. Se concentra só nessa base mesmo, e fica nisso o livro inteiro. Tem os rebeldes pra dar uma ação no livro, que costumam invadir o palácio e roubar coisas, mas eu achei aquilo muito estranho. Como diabos um rei e uma rainha se submeteriam a terem responsabilidade pela segurança de trinta e poucas garotas, sabendo que esses rebeldes sempre invadiam sua própria residência? E se algo acontecesse a alguma delas, por causa deles? Já não é ruim o suficiente pra eles viverem naquela situação? Sério, isso não ficou legal não.

E tem o bendito triangulo amoroso, né. Pelo menos eu confesso que me irritei menos do que esperava, ela não fica tãao indecisa o livro inteiro, e dá pra entender seus motivos. Mas eu realmente não gosto dessas coisas, e o final me convenceu até a não ler o segundo livro, porque sei no que tudo aquilo vai dar. Ambos gostando dela, ambos disputando por ela, blablabla. Não suporto mais isso D:

Enfim... É uma história boa, mas não acho que seja boa o suficiente pra atrair tanta atenção não. A escrita da autora é o que torna tudo possível, pois é leve e a leitura passa rapidinho. Mas as cem primeiras páginas demoraram pra me conquistar, então... Caso você goste de história de princesa e coisas do estilo, com certeza irá gostar de A Seleção, pois é bem do tipo Diário de uma princesa, e todos os outros livros/filmes que você conheça relacionado a princesas e príncipes haha.

Nota: 4

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 18 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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