terça-feira, 29 de julho de 2014

Correr ou Morrer

Nome: Correr ou Morrer
Título Original: The Maze Runner
Autor: James Dashner
Série: Maze Runner
Editora: Vergara & Riba
Livro: Skoob
Sinopse:
Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.


O elevador sem luz oscilava para frente e para trás na subida, o que azedou seu estômago até lhe causar náuseas; um cheiro semelhante ao de óleo queimado invadia-lhe os sentidos, fazendo-o sentir-se pior. Teve vontade de chorar, mas as lágrimas não vinham; só lhe restava ficar ali sentado, sozinho, esperando.
- O meu nome é Thomas - pensou.
Essa era a única coisa de que conseguia se lembrar sobre a própria vida.

O livro se inicia exatamente assim. Thomas, um garoto que não faz a menor ideia de quantos anos tem, ou de como foi parar ali e muito menos tem recordações de sua vida, está preso num elevador, que permanece numa subida frequente por quase uma hora. Cansado de gritar por ajuda e entrar em desespero, ele espera ver aonde aquilo vai dar, até que a parte superior do elevador/caixa é aberta, e Thomas se depara com pelo menos uns quarenta garotos o encarando. Eles parecem estar contentes com a sua chegada, usando termos totalmente desconhecidos por Thomas, e dando-lhe boas vindas. Mas é tudo muito estranho. Ele não consegue entender como foi parar ali, e o pior de tudo era não recordar de absolutamente nada, além de seu nome. Logo ele conhece os “líderes” da clareira, nomeados Alby e Newt, que são receptivos (embora um pouco bruscos, principalmente Alby), e que prometem explicar tudo a ele no dia seguinte.

Thomas fica sob os cuidados de Chuck, um garoto fofo e gordinho de doze anos, que foi o ultimo a chegar antes de Thomas na clareira. Ele diz que Thomas aparenta ter dezesseis anos e faz o máximo possível pra ser agradável, até que eles ouvem gritos e Thomas não consegue ficar quieto sem saber o que está acontecendo. Chuck explica que quem está berrando é Ben, um garoto que foi atacado por ferroadas de grievers, seus grandes inimigos. Sempre que isso ocorre, eles passam pela transformação, um processo no qual algumas memórias retornam, o que significa que Thomas não é o único naquela situação. Na verdade, todos os garotos ali passaram pelo mesmo processo que Thomas: o elevador, a perda de memória. Há dois anos eles estão lá para encontrar uma saída. A clareira é protegida por muros que á noite se fecham, horário no qual os grievers costumam sair mais, e durante o dia, os runners correm pelo labirinto que há do lado de fora das paredes, afim de encontrar uma saída, mas por dois anos, tudo permanecia igual. Até que Thomas chegou.

Bom, os runners são literalmente corredores. Eles tem um mapa por onde cada runner corre por uma parte do labirinto, e quando volta, faz anotações, indicando se as paredes se moveram, ou se algo mais estranho apareceu. Também há outros cargos, como os Med-Jacks que são como médicos, e outros que cuidam da comida, da organização, etc. Além do detalhe que todos os garotos eram literalmente adolescentes, então não me perguntem como alguém podia ser denominado “médico” ali. E admitam: Qual a graça de um labirinto se há um mapa?

Após a chegada de Thomas, tudo muda radicalmente. Muitas coisas estranhas começam a acontecer, contando com a chegada de uma garota quase morta, que trazia um recado, lhes alertando que tudo estava prestes a mudar. E tudo só se intensifica quando Thomas quebra a regra número 1 da clareira: Não entrar no labirinto.

Falando assim, parece tudo muito simples e sem emoção, mas a questão é que acontece tanta coisa (afinal, são 400 e poucas páginas) que sinceramente estou com medo de entrar em algum detalhe maior e soltar spoilers. Então, vamos falar dos personagens!

Alby tem tanto um lado legal, quanto um chato. Ele tem um temperamento forte, às vezes consegue ser cabeça dura, mas ao menos é uma pessoa boa. Newt é um amor, a preocupação que ele sente com Alby sempre que o cabeçudo se machuca é muito tocável, e mesmo com todas as dúvidas e descrenças, ele foi capaz de confiar em Thomas desde o início.

Minho é um dos personagens que mais gostei. Ele é o líder dos runners e Thomas vivia quase que o perseguindo, pois desde que chegou na clareira, teve a sensação de que deveria se tornar um runner, que nasceu pra ser um. E quando ele teve a chance de salvar a vida de Minho e Alby no labirinto, não hesitou nem por um momento. Mesmo que fosse contra as regras, já que ninguém sobrevivia ao labirinto após o instante em que as paredes da clareira se fechassem.

Gally, que é aquele personagem que a gente odeia desde o segundo que resolve dar o ar das graças. Suas atitudes são muito medíocres e sem grande razão, embora no final tudo faça um pouco mais de sentido. Tem Teresa, a garota que trouxe o recado, e que por um milagre dos deuses sobrevive após um tempo em coma, e logo mostra ter uma forte ligação de Thomas, como se eles já se conhecessem, mas nem um nem outro se lembra. Já assistiram Procurando Nemo? Então, peguem a Dori e juntem com 40 garotos que não fazem a menor ideia de quem são. Dá um filme e tanto, ein? É hospício na certa, hahahahah. E então há Chuck, que nem preciso falar nada, né? É uma fofura, e embora Thomas seja meio grosso e rude com ele às vezes, é perceptível o carinho que ele sente pelo pequeno garoto.

Thomas levantou-se para caminhar ao redor da habitação pequena, com um intenso desejo de manter sua promessa.
- Chuck, eu juro - sussurrando para o nada - Eu juro que eu vou te levar de volta para casa.

Thomas é um bom personagem. Ele tem bravura, coragem e inteligência: Quer mais o que? A gente sofre junto dele todo o desespero, confusão, alegria, todas as emoções são colocadas de forma bem evidente e nos faz pensar junto dele ao tentar encontrar uma bendita saída daquele lugar. Afinal, porque diabos colocaram todos eles ali, em primeiro lugar? Com que intuito? Era uma tentativa de jogos mortais/jogos vorazes, por acaso?? Todos sempre tiveram certeza de que haviam criadores por trás daquilo, e que os grievers eram produtos deles para forçá-los a tentar encontrar uma saída do local, mas a cada descoberta que ele vai fazendo, mais o quebra cabeça em nossa mente vai se encaixando.

A história é muuuito boa, isso eu concordo plenamente. Mas, ela tem muitos furos, e isso me deu nos nervos no final. Por exemplo, eles ficaram dois anos naquele lugar, e nunca treinaram para se defender dos grievers! Eles tinham milhões de armas, mas em nenhuma parte no livro fala sobre terem aulas de treinamento durante o dia para estarem preparados caso houvesse alguma luta ou invasão. Algo que também fiquei encafifada, porque durante o dia tinha sim grievers vagando pelo labirinto, mesmo que em menor quantidade, e ainda assim eles nunca entravam na clareira. E me respondam: Porque??? No livro não fala nada disso!

Outra falha é que enquanto na clareira tem uns 40 garotos, se o autor se atem em 10, é muito. Ele fala bastante só de personagens específicos, e o resto é como se não tivessem vontades próprias ou conflitos ou vontades. E o que dá a entender é que eles foram escolhidos para estar ali por serem os mais inteligentes, mas não sei aonde, porque às vezes eles fazem umas coisas tão imbecis que me deu vontade de estapeá-los por um bom tempo. E aliás, porque só tinha bando de homem ali?? Fora outros mil detalhes que não vou comentar porque é spoiler, então tive que ficar surtando com o bloquinho de notas porque também nenhum amigo meu leu pra que eu pudesse explodir.

Mas é como eu falei. A história é MUITO boa, eu adorei, tem bastante ação, e deixa o leitor aflito pra que eles consigam logo se livrar de tudo aquilo, mas esses furos bobos me irritou. Eu entendo, já que quando a história é grande, tem detalhes que acabam escapando, mas são detalhes que o leitor nota e julga facilmente.
Ainda assim, eu total indico a leitura. Além de ser maravilhoso, o filme vai sair em setembro! E pelas imagens, parece ser bem fiel ao livro, principalmente o labirinto. Ah, que labirinto mais lindoo! Quase chorei de emoção quando vi, ahaahahahah. E pra completar, o ator que vai fazer o Thomas é o Dylan O’Brian, que faz Teen Wolf, e que por acaso, eu AMO ele, é um ótimo ator, então com certeza fará excelentemente o papel do Thomas! Então, chega de blablabla, e vou deixar solta a pergunta de Minho à vocês:

- Nada de 'hums' por aqui. Você está pronto ou não?
Thomas olhou para Minho, encarando-o com o olhar. – Estou pronto.
- Então vamos correr.

Nota: 5

Sobre mim: Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Santos e cursa faculdade de Biomedicina. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

Nenhum comentário:

Postar um comentário