sábado, 21 de setembro de 2013

Cidades de Papel

Nome: Cidades de Papel
Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Livro: Skoob | Orelha de Livro
Sinopse:
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Quentin e Margo são vizinhos e amigos de infância. O livro começa narrando quando eles saíram para brincar uma vez e encontraram um homem que suicidara. Muito tempo se passara desde aquele dia, agora os dois estão prestes a se formar no ensino médio e, apesar de ainda morarem um do lado do outro, não são mais exatamente amigos. Margo é popular, muito bonita e famosa por suas aventuras; já Quentin anda com os "nerds", a turma que toca na banda, apesar de ele mesmo não tocar, mesmo assim Quentin ainda nutre uma paixão não correspondida por Margo, sendo fascinado por ela.
Até aí é uma história super batida que você encontra na fanfic mais próxima, mas o livro não fica só nisso. Em uma bela noite, Margo aparece na janela de Quentin, dizendo que precisa de sua ajuda e os dois saem pela cidade de madrugada, pregando peças nos antigos amigos de Margo, de quem ela está com raiva pois descobriu que o namorado estava a traindo com uma de suas amigas. Após grandes planos e uma noite aventurosa, Margo se despede de forma enigmática e Quentin vai para casa descansar por poucas horas até ter que acordar novamente. Quando vai para a escola, descobre que Margo não está lá. Nem em casa. Conhecida por suas fugas, ninguém realmente se importa por ela estar desaparecida no início. Até mesmo Quentin simplesmente presume que ela foi para uma nova aventura, dessa vez sem inclui-lo. Quanto mais tempo passa, entretanto, ele começa a suspeitar que talvez seja mais do que uma de suas típicas escapadas. Junto com seus amigos Ben e Radar, e a amiga de Margo, Lacey, Quentin começa a seguir algumas pistas deixadas para trás por Margo, tentando encontrá-la de alguma forma, com medo de que ela tivesse alguma intenção mais perigosa daquela vez.
"Que coisa mais traiçoeira é pensar que uma pessoa é mais do que uma pessoa."

Amo os livros de John Green e fazia tempo que eu estava querendo ler "Paper Towns", e estava mesmo esperando lançarem no Brasil, então fiquei felicissíma quando vi para vender. O livro é escrito brilhantemente, com várias citações maravilhosas, a minha preferida sendo essa aí de cima.
Algo que me irritou no início do livro foi que me pareceu que Quentin sofria um pouco da síndrome da síndrome do "Cara Legal" (Nice Guy™), só que esse sentimento passou ao longo do livro, o que foi um alívio. Entretanto, Quentin ainda assim idealiza completamente Margo, achando que ela é uma pessoa perfeita e maravilhosa. O objetivo do livro era desconstruir o mito da "Manic Pixie Dream Girl" (não sei a tradução para o termo, desculpa), que seria essa garota idealizada pelo personagem principal masculino, cheia de peculiaridades que são vistas como positivas, e está lá só para dar um significado maior para a vida do protagonista, o ensinando a viver livremente e etc, na minha opinião, John conseguiu realizar esse objetivo muito bem e, mesmo se eu não soubesse de ante-mão do que se tratava, eu teria concordado. Ao longo do livro, percebemos que Quentin não conhece realmente Margo, e ela, aos poucos, vai se tornando mais do que uma personagem unidimensional, ganhando sua própria personalidade e revelando que, no fim, ela é uma pessoa igual a todo mundo.
"Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota."

Eu amei o livro e só não dei cinco estrelas por questões comparativas, afinal, dos livros do John, continuo gostando mais de "A Culpa é das Estrelas" e "Looking For Alaska", mas achei melhor do que "O Teorema de Katherine". Talvez eu gostasse um pouco mais se tivesse seguido um caminho um pouco mais "obscuro", mas então iria se parecer muito com LfA. De qualquer forma, o livro é ótimo, genial, e recomendado a todos.
Nota: 4

Sobre mim: Flávia Crossetti, 18 anos, carioca. Estudante de Psicologia, leitora compulsiva, viciada em séries, escritora de fanfic e feminista nos tempos vagos.

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