quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Trono de Fogo


Nome: O Trono de Fogo
Autor: Rick Riordan
Série: As Crônicas dos Kane #2
Editora: Intrínseca
Livro: Skoob
Sinopse:
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.


E o biscoito de doninha salva o dia!
Tá, tudo bem. Acho que essa não é a melhor maneira de começar uma resenha depois de tanto tempo sem escrever, mas é o que acontece quando a gente tá super animado com o livro. Principalmente se é um dos seus autores favoritos e o livro te surpreende.
Certo, a resenha de A Pirâmide Vermelha, quem fez foi a Carol. Mas vou fazer essa só pra criar o Caos. Parei.
Primeiro, vamos às minhas impressões sobre A Pirâmide Vermelha, pra não ficar muito estranho... Eu gostei, sim, muito! Mas achei o final um pouquinho fácil e a Sadie extremamente esperta pra idade e irritante. Tudo bem, tudo bem. Andei conhecendo umas crianças de 12 anos (não me soquem) realmente maduras, quer dizer. Uau. Sério, são pessoas que você fala "ah, você tem uns 15, né?" (afinal, não importa o quão madura a pessoa seja, no fundo, ela sempre vai reagir a alguma coisa como... bem, uma criança de 12 anos), e ela te responde que não. E você fica "oh-wait". Acho que com a Sadie foi meio assim, e é um tanto difícil aceitar ela com 13 anos agora, em O Trono de Fogo. Mas tô acostumando... Percy e Harry Potter começaram assim, não?
De qualquer maneira, eu gostei de Pirâmide Vermelha. Mas O Trono de Fogo? Uau, muito mais!

Atenção: se você não leu o primeiro livro ainda... Bem, pode ser que essa resenha contenha spoilers!

“Sometimes, it takes us a while to appreciate something new, something that might change us for the better.”

Nesse segundo livro da série, Carter e Sadie que ainda revezam para nos contar a história, começam já invadindo um museu. Típico da família Kane, convenhamos. Mas, dessa vez, eles estão juntos de Jaz e Walt, ambos iniciados na Casa do Brooklyn, junto com alguns mais, que atenderam ao chamado dos irmãos.
Acho que por já aparecerem nas primeiras cenas, isso mostra a importância deles, né? Jaz é uma garota muito fofa e poderosa, enquanto Walt é lindo com um ar misterioso. Não que os outros iniciados não sejam importantes, um deles, o pequeno Felix é muito fofo! Mas vocês entenderam.

- Certo... Então, quando Apófis escapar, ele vai tentar destruir o Maat, a ordem do universo. Vai engolir o Sol, mergulhar a Terra na escuridão eterna e, em outras palavras, arruinar bastante o nosso dia.
- E é por isso que precisamos de Rá.

Acho que esse quote explica muita coisa.
Bem, no primeiro livro, o inimigo era Set, mas os Kane conseguem fazer com que ele lute ao seu lado, contra seu mais novo arqui-e-poderoso-inimigo: Apófis, uma cobra que nada mais quer além do puro Caos. Agora, eles precisam das três partes do Livro de Rá, para tentar despertar o velho deus que é o único que pode realmente lutar contra Apófis. Tirando o detalhe de que ninguém nunca tentou/conseguiu despertá-lo, desde que ele refugiou sabe-se lá onde.
E é por isso que eles estão invadindo o museu: eles precisam pegar um artefato que esconde um pedaço do livro e precisam ser rápidos, pois eles possuem apenas alguns dias antes de Apófis se reerguer e o Maat ir para o buraco.

Você nos ensinou isso. Escolhemos acreditar no Maat. Criamos ordem a partir do caos, e beleza e significado a partir da aleatoridade. Isso é o Egito.

O ritmo de Trono de Fogo segue o do primeiro livro, mas esse possui um tanto mais de ação, na minha opinião, além de ser uma leitura com um toque de comédia - sério, eu ri muito o livro todo. E acho que é esse humor ácido da maioria dos personagens que deixou a coisa mais interessante. Vi um pessoal falando que sentiu falta de romance, mas, sinceramente, o que teve, pra mim, tava ótimo. Temos que lembrar a idade da Sadie, por exemplo.
Essa, aliás, que agora trava também uma batalha interna: uma paixão por Anúbis e Walt. Enquanto o pobre Carter ainda procura Zia, em dúvida se ela o reconhecerá ou não.
Aqui, também, somos apresentados a vários outros personagens e deuses. O personagem que mais me chamou atenção nesse (acho que no primeiro foi a Bastet) foi o deus dos anões, Bas. Sério, eu amei o Bas! Enquanto outros deuses eu simplesmente tinha vontade de dar um soco!

Os deuses costumam ser egoístas. Mesmo quando são úteis, sempre têm seus motivos pessoais. Por isso é preciso tomar cuidado ao confiar neles.

Agora... Uma das coisas que mais me faz amar não só essa série, mas os livros do Tio Rick é que os personagens são, sim, crianças. E muitas vezes vemos alguns pensamentos realmente infantis neles. Mais do que isso, são humanos. Mesmo os deuses... Deuses são egoístas e ambiciosos, tire da cabeça a imagem de seres bonzinhos, porque mesmo os bons têm seus defeitos. E os próprios Kane possuem momentos de dúvida, medo, incerteza e, bem, infantilidade (Oi, Sadie. Não adianta me xingar.)

"Now, you'll have to answer my questions."
"Oh, very well," Set said. "I like Brazil for the World Cup. I'd advise investing in platinum and small-cap funds. And your lucky numbers this week are 2, 13--"
"Not those questions!" Menshikov snapped.

Outro personagem que me surpreendeu e gostei um tanto, foi o Set. De alguma maneira, ele me lembrou o Hades de PJO! Acho que eles possuem o mesmo estilo e até que se dariam bem, viu? E, pois é, não tem como não comparar. Até porque aparece um romano que faz comparação de alguns deuses e o próprio Carter uma hora deseja que tivesse afinidade com um deus da água. Oi? Você acredita em coincidências?

Pra finalizar, o livro termina como um bom livro da série de Rick Riordan: O que vai acontecer agora, deuses? EU QUERO A CONTINUAÇÃO JÁ!
E ah, calma. Vocês tavam em dúvida quanto ao biscoito de doninha, né? Preciso postar esse quote!

- Quero um biscoito - Rá exigiu.
- De que tipo?
- Biscoito de doninha.
Agora vou dizer: esse pedido de biscoito de doninha provavelmente salvou o universo como o conhecemos.

E agora, um comentário final (juro, tá acabando) sobre o livro, mas essa é pra Intrínseca: o primeiro livro teve seis revisores e ainda tinha erro o suficiente pra me deixar bem incomodada. O segundo teve dois e eu devo ter achado, no máximo, um erro que me incomodou de verdade. Qualidade, não quantidade. Espero que mantenham a revisão e a diagramação desse livro em A Sombra da Serpente. Porque estou apaixonada.
Nem vou falar se recomendo, viu?

Nota: ★★★★★

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