segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dexter: A Mão Esquerda de Deus


Nome: Dexter: A Mão Esquerda de Deus
Autor: Jeff Lindsay
Série: Dexter #1
Editora: Planeta
Livro: Skoob
Sinopse:
Dexter Morgan é um educado lobo vestido em pele de ovelha. Ele é atraente e charmoso, mas algo em seu passado fez com que se transformasse numa pessoa diferente. Dexter é um serial killer. Na verdade, é um assassino incomum que extermina apenas aqueles que merecem. Ao mesmo tempo, trabalha como perito da polícia de Miami... Em Dexter, a Mão Esquerda de Deus, o livro que deu origem à aclamada série de TV, o adorável matador depara-se com um concorrente de estilo semelhante ao seu, encanta-se e incomoda-se com ele, prevê seus passos... A escrita requintada de Jeff Lindsay nos faz mergulhar na mente de um dos personagens mais ambíguos da história da literatura de suspense. Nunca o macabro foi tratado com tanto refinamento e leveza. Dexter Morgan é uma obra-prima.


Depois de muito enrolar, eu assisti a 1ª temporada de Dexter. E só depois fui ler o livro... E, bom. Tem toda aquela história de 'não-julgue-um-livro-pelo-seu-filme' e tudo mais. Quer dizer, acho que em 99,9% das vezes o livro é melhor que o filme. E, de alguma maneira, achei que isso se aplicaria às séries também. Mas ah, que decepção.
Tá, calma. Antes que os fãs venham com as foices e os pedaços de pau, não é que eu não tenha gostado do livro. É só que eu preferi a série. E como eu esperei demais do livro, ele não conseguiu atender minhas espectativas.
Bom, vamos começar do começo, vai.

Dexter é um profissional em borrifos de sangue, ou seja, só de ver uma mancha na parede, ele consegue determinar onde a vítima estava, como ou com o que foi assassinada e tudo mais. Muito foda, apenas. Mas mais do que isso... Dexter é, também, um assassino. Acho que a maioria do pessoal já conhece a história, mas não custa nada dar uma pincelada, né?
Tendo passado por algo muito traumatizando em sua infância - algo que ele nem se lembra -, Dexter criou um monstro dentro de si, o Passageiro das Trevas, que domina nosso protagonista e o faz cometer terríveis assassinatos. Porém, antes que ele pudesse de fato assassinar algum inocente, Harry, seu pai adotivo, lhe ensina a ser um assassino profissional. Afinal, quem melhor do que um policial para treinar um assassino? Contudo, Dexter não simplesmente mata qualquer um: ele precisa se certificar de que aquela pessoa cometeu algum terrível crime para matá-la. E não, ele não se sente um herói por isso. Na verdade, ele não sente nada.

Seja lá o que me faz ser do jeito que sou, deixou um buraco vazio por dentro, incapaz de sentir.

Em A Mão Esquerda de Deus, ele e sua meia-irmã, Debbie, a única pessoa que lhe restou (alguém que ele poderia realmente amar, se um dia ele fosse sentir algo), estão investigando o caso de um cruel assassino de prostitutas. E Dexter não estaria no caso se não fosse porque sua irmã lhe pediu ajuda, visto que ela quer trabalhar na Homicídios, como detetive; isso porque não há sangue nas vítimas, elas foram simplesmente drenadas.
Esse tipo de assassinato fascina Dexter, fazendo com que ele crie uma espécia de vínculo com o serial killer, no seriado conhecido como Ice Truck Killer. E, de alguma maneira, o serial killer conhece O Passageiro das Trevas de Dexter.

Portanto, eu gosto da querida Deborah como posso. Não deve ser amor, mas fico contente quando ela está feliz...

Bom, até aí, tudo é muito parecido com a série, certo? Mas é no desenrolar do livro que a coisa muda. E foi aí que eu achei que o seriado ficou melhor. Puxa, eles adicionaram certas coisas que realmente aproximaram Dexter e o Ice Truck Killer ainda mais, que puseram à prova o autocontrole dele, muito mais do que no livro. Por isso eu acabei me decepcionando um pouco com o livro, achei o vínculo dos dois bem superficial, se comparado à série. E mesmo o final... Bom, o final me decepcionou, mas me animou ao mesmo tempo. Juro que aquela morte final me fez pensar em como seriam os outros livros e isso me instigou a continuar lendo e não desistir.
Mas, em geral, eu achei a leitura um pouco chata, porque o Dexter pensa demais. Mais ainda do que no seriado. Só que são certas coisas que, não sei, poderiam estar modificadas para a leitura fluir melhor.

Gosto muito de serial killers e de livro sobre serial killers. Quer dizer: eu amo livro com detetives, imaginem como eu amo um livro em que o protagonista é o próprio assassino? Acho que foi por isso que apostei fichas demais num livro que se tornaria apenas mais um que eu gostei bastante, mas que poderia ter sido muito melhor explorado. Tudo bem, tudo bem. É só o primeiro, e é por isso que quero ler os outros. Ver o que Jeff fará de Dexter agora.
Pra finalizar, sobre a diagramação: esse foi um dos pouquíssimos livros que li da Editora Planeta e com certeza não foi o que me agradou mais, em termos de trabalho da editora. Encontrei muitos erros de digitação e falta de travessões. Mas uma coisa que me incomodou muito, também, foi o fato de que em um momento eles falam South Miami e depois estão falando Miami Sul. Outra coisa que me incomodou, foi o espaço de margem, que eu achei um tanto quanto exagerado.
Enfim não foi um dos melhores trabalhos deles, porém, como adoro toda a ideia de dexter, eu daria um 3.5, mas vamos arredondar para 3 aqui, ok? :D

Nota:  ★★★☆☆

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