sábado, 30 de junho de 2012

Menino de Engenho


Nome: Menino de Engenho
Autor: José Lins do Rego
Editora: José Olympio
Livro: Skoob
Sinopse:
1920, na Paraíba. Após a morte da mãe, o menino Carlinhos (Sávio Rolim) é enviado para o engenho Santa Rosa para ser criado pelo avô e pelos tios. Lá ele testemunha a chegada de um novo tempo, com o advento das modernas usinas de açúcar e as transformações econômicas e sociais pelas quais passa a produção canavieira, mudanças que irão afetar a vida de todos. Quando ele cresce e vai para o colégio, já não é mais o garoto ingênuo e inocente que chegou no engenho.


Eu tive que ler Menino de Engenho pra apresentar num seminário do colégio e, honestamente, sempre achei que livros antigos fossem chatos e cansativos demais para serem lidos, embora nunca tivesse realmente lido um, apenas tive essa conclusão pelos comentários de outras pessoas. De fato, ainda permaneço com a minha opnião, mas agora sei que há exceções, como por exemplo, Menino de Engenho!
Lógico, não é uma história que nos faça amar de corpo e alma, mas nos envolve bastante, e tem uma escrita bem natural, nada absurdo sem pé nem cabeça. Quando eu e meu grupo nos reunimos para fazer a parte escrita, tinha que dar a nossa opinião sobre a obra. E após tantas citações boas, nós paramos e nos perguntamos: O que eu não gostei no livro? E não me veio nada em mente, assim como até agora, não vejo um lado em que possa reclamar. Isso é, porque eu me incorporei naquela época. Se você for ler, com a mente do que acontece hoje em dia, totalmente ao passado que ainda tinha até a escravidão... Você definitivamente odiará, mas é totalmente necessário ver com o lado crítico das épocas passadas, para ser uma opinião justa.
Já para avisar, esse é mais um resumo do que uma resenha, ok? Até mesmo para quem se interessa, mas não tem muita vontade de encarar a leitura.

Menino de engenho conta a história de um garoto chamado Carlinhos, de apenas quatro anos, que perdeu sua mãe em uma situação trágica, onde seu próprio pai a matou por ciúmes e um amor paranóico, fora da realidade. O menino, apesar de novo, sente a falta da mãe e se põe a chorar toda noite em que ela não está com ele para lhe fazer dormir.
Seu pai era um homem bom com ele, sempre brincava com o filho como se tivessem a mesma idade e atendia a seus pedidos, mas o temperamento nervoso o levou a cometer loucuras, a ponto de ser levado ao presídio.
Sua mãe, por outro lado, era doce e carinhosa de tal forma, que o menino não precisava de brinquedos quando estava com ela. Apenas sua atenção era suficiente para mantê-lo feliz. A morte dela o tornou num menino céptico e atormentado, modificando seus atos que, talvez se ela permanecesse viva por um tempo maior, não seriam iguais.
Três dias após a tragédia, o levaram para o engenho de seu avô materno, para morar com ele. Tio Juca foi buscá-lo na estação de trem, depois o levando a cavalo ao engenho. O menino ia reparando em cada detalhe, considerando tudo novo, e bonito. Ele sempre ouvira bastante sobre o engenho pela sua mãe, mas como seu pai tinha divergências com seu sogro, nunca fora possível visitar o engenho.
Foi uma festa para a casa inteira a sua chegada. Ele foi muito bem recepcionado por todos, principalmente sua tia Maria, que era meiga como sua mãe, e seu avô, cujo lhe deu a bênção.
No dia seguinte, Tio Juca o levou para o Poço das pedras, onde ele tomou banho, e seu tio o ensinou a nadar. Ele estava encantado com absolutamente tudo, e esse deslumbramento só aumentou quando ele foi à fabrica, e admirava nada mais além do mecanismo do engenho.
Passados alguns dias, o menino já estava se acostumando ao engenho. Havia chego também três primos mais velhos que ele, sendo dois meninos que não paravam quietos. Com eles, o menino fazia coisas proibidas, e conseqüentemente recebia bronca de sua Tia Maria, que não queria que ele seguisse o mesmo caminho.
A Tia Sinhazinha tinha uns sessenta anos, irmã de sua avó, e morava há um tempo com o cunhado. Ela vivia resmungando, botando defeitos onde nada tinha, e sendo arrogante sem grandes motivos. Todos sofriam na mão dela, e a odiavam com todas as forças.
Já a prima Lili, parecia uma boneca de porcelana, magrinha e pálida, estava sempre quieta, e distante das brincadeiras dos irmãos. Mas o menino não era rude como seus primos, e com o tempo ele foi criando um carinho imenso por ela. Um dia ela amanheceu vomitando e com febre, mais pálida do que de costume. No dia seguinte quando ele acordou, recebeu a triste notícia que ela tinha morrido.
Com a morte de Lili, sua Tia Maria o proibiu de continuar saindo com os primos, e passou a lhe ensinar as letras. Mas o menino queria aproveitar a vida, se divertir, não ficar preso a tais letras que nem entravam em sua cabeça.

Numa tarde, seu avô recebeu um bilhete avisando que António Silvino ia os visitar. Todos ficaram em pânico, mas nada aconteceu, além de o menino perder todo o prestígio que tinha por ele, ao descobrir sua verdadeira arrogância.
Uma vez quando Carlinhos estava jogando o pião na calçada uma vez, ocasionalmente o brinquedo caiu em cima do pé da Sinhazinha, e ela se enfureceu, enchendo-o de tapas com o chinelo de couro. Ele chorou o dia inteiro, e revoltado, imaginava as punições mais cruéis para a velha Sinhazinha.
Em todas as noites de verão, os meninos e os donos de engenho ficavam ansiosos esperando pela chuva a encher o rio e molhar as plantações. Mas naquele ano, a quantidade de chuva foi tanta, que destruiu muitas das plantações e fazendas, além de muitas famílias desabrigadas e passando fome, algumas até morrendo pela cheia. A chuva foi tanta, que quase atingiu a casa do avô do menino, e preferiram ir para a casa de um velho chamado Armâncio, onde permaneceram por alguns dias até conseguirem voltar para a casa.
Colocaram o menino para aprender letras na casa do Dr. Figueiredo, onde foi recebido com muitos agrados por sua professora Judite, morena e bonita, que lhe beijava toda vez em que ele chegava. Depois o mandaram para outro professor com os meninos, embora ele tivesse mais atenção e certa exceção. Não brigavam com ele, tinha um copo separado para beber água, e por incrível que pareça, os meninos não tinham raiva dele por isso. Outro professor que o menino teve, foi Zé Guedes, cujo lhe ensinava sobre coisas mais fáceis: Histórias de amor, sua e dos outros.

Muitas e muitas coisas ainda aconteceram na vida de Carlinhos, e o mais surpreendente, é saber que essa história, é a autobiografia do autor. Eu fiquei completamente em choque, mas então o livro passa a ficar até mais interessante, haha. Eu não me arrependo por ter lido Menino de Engenho, a não ser pela parte de apresentar que eu sou horrível... Mas se vocês tiverem de um dia escolher um livro antigo, da época literária, ou mais especificadamente do Modernismo para ler... Taí minha indicação!


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