quinta-feira, 24 de maio de 2012

Confissões de um Turista Profissional


Nome: Confissões de um Turista Profissional
Autor: Kiko Nogueira
Editora: Novo Conceito
Livro: Skoob | Página
Sinopse:
Apesar de Kiko e Jota Pinto se parecerem um pouco fisicamente e andarem tão juntos que já são quase uma coisa só (os dois tem a mania insuportável de fazer uma vozinha macabra e fina que geme histericamente quando alguém conta algo tedioso), a maneira como conheci o primeiro é completamente diferente da maneira como conheci o segundo. O Kiko, eu conheci num bar da Vila Madalena, há uns 7 anos. Ele é primo de um amigo do amigo de um ex-namorado meu, que na época não era nada meu e nem estava na mesa porque eu ainda namorava o primo dele, que não era amigo de ninguém. Acho que é isso. Falei que eu escrevia e o Kiko se interessou em ler alguma coisa, daí mandei alguns textos e ele adorou. Começamos a trocar uns e-mails e nunca mais paramos. Hoje temos uma linda amizade. (intelectual, espiritual, fraternal) e um dá muita força pro outro: ele publica tudo o que eu escrevo e eu falo que ele aparenta ter 28 anos. Já com o Jota Pinto a coisa se “deu” completamente diferente. Nós nos conhecemos numa balada da Vila Madalena, há uns 7 anos. Ele é amigo de um primo do amigo de um ex-amigo meu, que na época era namorado, mas que nem estava na mesa porque eu o estava chifrando com o seu melhor amigo, que não era primo de ninguém. Acho que é isso. Falei que eu escrevia e o Jota Pinto se interessou em ler alguma coisa, daí mandei um material e ele achou tudo uma grande droga. Começamos a trocar uns e-mails nos xingando e nunca mais paramos. Hoje nutrimos um ódio especial um pelo outro (intelectual, espiritual, fraternal) e no que podemos atrapalhar a vida um do outro, atrapalhamos: ele não publica quase nada do que eu escrevo e eu simplesmente falo a verdade.


Em Confissões de um Turista Profissional, o autor nos apresenta várias crônicas sobre turismo de diversas formas. Crônicas críticas ou cômicas. Devo dizer que, em sua maioria, são críticas, mesmo que esteja apenas subentendida.
Se você não gosta de um livro de crônicas, não pegue este livro.
Mas, se você gosta, ou se está apenas sentado no ônibus, ou esperando ser atendido pelo dentista, leia. Você não vai se arrepender. É o tipo de livro que dá pra você abrir em qualquer página e ler aquela crônica. Elas tem, no máximo, 3 páginas, se não me engano. Todas curtas, mas muito boas.
Gostei muito de algumas, enquanto outras foram simplesmente indiferentes para mim. E mesmo durante uma crítica, às vezes o autor nos deixa uma dica para quando formos a tal lugar, se vale realmente ou não a pena fazer o que o mundo inteiro quer fazer; é aquela história: todo mundo quer ir no Louvre. E você realmente acha que vai conseguir ficar sentado analisando o quadro por 50 minutos? Na-ah, 3 minutos e olhe lá! Isso se um guia não te chutar para mostrar pro próximo grupo de turistas.
Não sei muito o que dizer de um livro de crônicas, afinal, cada crônica tem sua história. Mas a crítica até mundial que o autor faz em várias delas, eu achei muito importante, porque são coisas que ou a gente não imagina, ou realmente não percebe.
O livro é bom, principalmente, pra quem gosta de viajar. Porque eu, por exemplo, que nunca saí do país, simplesmente fiquei imaginando algumas coisas. E, claro, na vontade hahaha
Enfim, um livro curto para se ler em uma sentada (sabe quando eu disse pra você ler enquanto espera o dentista? Então, certeza que você lê o livro inteiro), e dar algumas risadas e concordar com algumas alfinetadas. Mas, claro, tem algumas coisas que são um pouco exageradas. Mas opinião, cada um com a sua, certo?
A diagramação é boa e tem uma ótima revisão, também. Apesar da capa parecer um livro de dicas para viagem...

Os turistas americanos são vítimas de um tipo de preconceito difundido mundo afora. Eles são, segundo crê muita gente, arrogantes; mal-educados; eles vestem bermuda e camisa floridas (...). E nós pensamos (...): por que eles são assim? E a resposta imediata, dita ou não em voz alta: porque eles são ricos.
Mas me ocorre um paralelo com outro personagem, que exerce um papel parecido, só que no Brasil: o paulista. Quem já não viu um paulista, naquele restaurante em Salvador, reclamar que o serviço está lento? (...) O paulista carrega dentro de si a responsabilidade inata de pertencer ao Estado mais rico do país. (...)
Para quem está recebendo os paulistas, fica aquela pergunta: por que eles são assim? A resposta: porque nós somos ricos. Os paulistas estão para o Brasil como os americanos para o mundo.


Nota: ★★★★☆

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