quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A minha alma está a(r)mada


Nome: A minha alma está a(r)mada - Lições de vida que o rock nacional me ensinou.
Autora: Sérgio Pavarini
Editora: Thomas Nelson Brasil
Livro: Skoob | Saraiva
Sinopse:
Questionador por natureza, músico por vocação e cristão por opção (ou seria o contrário?), Sergio Pavarini é um daqueles autênticos cidadãos do universo blogueiro que não têm papas nos dedos - quando não está dedilhando o sintetizador Kurzweil, dispara seu tirocínio, tiro a tiro, mirando o teclado de seu notebook em direções tão diversas quanto a urgência do afeto a um doente terminal, a desesperança com mandatários daqui e dalém ou as firulas do idioma. Apesar de certeiro, Pava não curte papo reto; tudo é enviesado entre claves e notas. A música amarra e se entranha nas sinapses como uma trilha sonora permanente. É assim que pequenos trechos do melhor do rock brasileiro pontuam crônicas, histórias vividas, percebidas e testemunhadas por um cara que adora provocar. E se você quer um conselho, aceite essas provocações e revide da melhor maneira: pensando.



Eu vi esse livro na Saraiva e, sinceramente, só peguei pra ver por causa das cores e do título. Ei, eu gosto de coisas coloridas, tá?! Melhor que aquelas coisas cinzas, depressivas. Erw. Mas não só isso, o subtítulo também me chamou muita atenção. Quer dizer, quem me conhece, sabe que eu ADORO rock nacional. Principalmente o das antigas!
E foi eu começar a ler o livro pra me apaixonar.

Vivemos tempos brochantes. Sério mesmo. Recebemos, em apenas um dia, a mesma quantidade de inforamação que um homem levaria a vida inteira para obter na Idade Média. Um clique no Mickey Mouse é suficiente para abrir janelas do mundo, e o resultado pode ser ilustrado por uma das palavras que aparece com mais frequência na twittosfera: tédio.

Não dá pra dizer que o livro tem um tema específico. É como se o Pavarini tivesse decidido blogar em um papel, como ele disse.
Mas tem uma boa parte do tempo que ele fala de Igreja. Mas não de uma maneira chata... Quer dizer, nós, blogueiros, estamos acostumados a ler blogs, não só de literatura, mas pessoais, também, em que as pessoas metem o pau criticam muito alguma coisa, né? Então.
O livro é bem fino, mas o suficiente para abordar temas como: interação social, bullying, Igreja, preconceito, trabalho, politicagem e experiências pessoais do autor.
E, bom, o que eu gostei de quando ele fala da igreja, é que ele não fala como todo mundo nos dias de hoje fala. Só metendo o pau, criticando, e dizendo que é 1merd*. Até porque, como vemos na sinopse, ele é cristão. Então ele aborda o tema sabendo o momento certo de criticar e de falar bem.
Sobre os outros assuntos, em todos ele adiciona a experiência própria para falar e dar exemplos, o que deixa o assunto muito mais real, e às vezes podemos até nos identificar, ou lembrar de alguém que já passou por coisas parecidas.

Além disso, em todas as páginas encontramos quotes de músicas brasileiras que encaixam perfeitamente com o que está sendo abordado no momento. NX Zero, Lulu Santos, Legião Urbana, Fresno, Ira!, Titãs, Cazuza... Me vejam surtando e cantando a cada quote de música. Pois é!
Eu sei que essa resenha não vai ser muito grande, mas é porque esse não é como os outros livros que dá pra gente contar a história e explicar o tema de maneira tão fácil... Mas tô tentando, calmaí!
O livro tem várias ilustrações em preto e branco bem legais, e a abertura dos capitulos ocupam as duas páginas. A diagramação é bem legal, como dá pra perceber na foto, o livro é daqueles estilos quadradinhos, então, dentro, temos duas colunas de escrita, e não como um livro normal que é uma só.
O que me conquistou pra caramba foi o estilo da escrita do Sérgio. É de um verdadeiro blogueiro. Com piadinhas podres, pegadas legais, cortes e nada nem muito formal, nem muito "eaí, manow". E também, eu concordei com a maior parte das coisas que ele disse...

Sempre me perguntaram se nossa nação tem jeito, minha resposta é otimista: tem, desde que as mudanças comecem em mim e em você. Encaremos o desafio da mudança, cumprindo a inspiração do hino nacional: "Verás que um filho teu não foge à luta." A terra adorada agradece.

Gostei muito desse quote. Porque se tem outra coisa que me irrita além de gente que só sabe reclamar, é gente que só sabe reclamar do Brasil. Reclamando de barriga cheia e nem levanta o dedo pra tentar mudar alguma coisa.
Enfim, por mim, eu quotaria(?) o livro inteiro.
Sei que minha resenha ficou meio vaga, mas é realmente difícil de falar de livros assim. Tudo que posso dizer é que gostei de verdade do livro, e sou a favor de todos vocês lerem. Por ter apenas 96 páginas, é super rápido de ler, ainda mais com essa escrita estilo blog dele :3

Nota: ★★★★☆

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