quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Como (quase) namorei Robert Pattinson


Nome: Como (quase) namorei Robert Pattinson
Autora: Carol Sabar
Editora: Jangada
Livro: Skoob
Sinopse:
"Quando abro os olhos, ali estou eu. Deitada de bruços na areia da praia. E Robert Pattinson está passando óleo bronzeador nas minhas pernas". Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs do Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela faz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. Mas, após um incidente com seus únicos (e insubstituíveis!) livros da saga, Duda entra em verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente. O que ela não esperava era conhecer Miguel Defilippo, seu vizinho na ilha de Manhattan, que é a cara do ator Robert Pattinson! Apaixonante, lindo, rico, misterioso e ambíguo, Miguel acaba se tornando um desejo mais inacessível para Duda do que o próprio astro de Hollywood. Uma história cheia de humor, aventuras e reviravoltas, para você chorar de rir!


Peguei esse livro emprestado com a Juh não muito por opção. Ela praticamente obrigou eu e a Mari (que por acaso, amou o livro, além de devorá-lo pelo que eu saiba, quase num único dia) a lermos, pelo tanto que ela gostou, e falava maravilhas da história. Minha primeira impressão foi: grande. Sério, eu nunca tinha lido um livro tão grande, ao menos não nas minhas mãos, só pela internet. E, ainda assim, consegui lê-lo num dia só, de tamanha curiosidade que fui criando ao decorrer dos acontecimentos.
Para aqueles que odeiam a série Crepúsculo, ou os atores, de fato, não vai gostar nem um pouco. apenas pelo fato de envolvê-los bastante. Caso contrário, acho que não é nem necessário ter lido o livro para entender o que ocorre.
Duda é uma garota completamente viciada na série Twilight. E, se sua obsessão é grande pela saga... Imagine só por Robert Pattinson, o ator que faz o personagem de Edward Cullen? Ela é totalmente declarada apaixonada por ele.
Sabe aquele cantor, ou ator, ou... Sei lá, todo mundo tem um ídolo, aquele que nós costumamos titular de 'herói'. E assim era Robert para Duda. Ela o idolatrava, sabendo cada detalhe de sua vida, de seu corpo, defeitos, gostos, preferências, onde ele estaria, era o que costumamos de chamar de stalker (O que, combina muito com a Juh. Quem sabe é por isso que ela se identificou tanto. Brincadeirinha). Porém, o problema é que ela tem 19 anos, e não liga para absolutamente ninguém, além de Robert. Sua vida é totalmente centrada a sonhar com ele, ver fotos, vídeos, viver por ele, quase. E com isso, ela não dá chances para outros homens, que sempre são facilmente atraídos por ela, embora ela não dê atenção.
Surpreendentemente, tudo irá mudar. Duda vai para um intercâmbio em Nova York, com a irmã, prima e a amiga, e promete passar por muuuuuitas aventuras. Lá, ela conhece um espanhol muy sexy, que é seu colega de classe. Ela tenta de tudo para que seja apenas uma amizade natural entre homem e mulher, mas parece que a atração não deixará isso ser possível. E, também, conhece seu vizinho, o homem praticamente mais lindo que já viu. É lógico, é a total cópia de Robert Pattinson! Como poderia ela não gostar? Tão chocada com o que se depara, achando estar tendo uma ilusão, já que cada traço era idêntico, ela desmaia em seus braços... E a partir daí, a aventura doida de Duda prossegue, porque né, já começou há muito tempo, e ela nem fazia idéia disso.

Agora, vamos para as partes que pra mim incomodaram um pouco. No começo, a obsessão da Duda é... DEMAIS! Tipo, tudo bem, quem nunca foi assim na vida? Eu admito que eu mesma já fui assim um dia. Eu lia fics com o cantor que eu adorava, tinha todas as fotos, tinha visto já todos os vídeos, sabia tudo sobre sua vida... Mas passou depois de um tempo, mas de Duda parece que é infinito. Certo, não criticarei por esse lado, e sim pelo que, tudo bem, ela poderia ter uma obsessão, só que acabou dando ênfase ~demais nisso, e eu me irritei bastante no começo onde o mundo dela girava ao redor de Robert, e comentava algo sobre ele o tempo inteiro. Sério, pelo menos pra mim, cansou bastante isso. Só quando ela conhece Miguel, o sósia de Robert, é que ela para um pouco com isso, e começa a ver tudo por um lado diferente, acho que até consegue esquecer da existência de Robert por uns minutos.
Mas, calmem-se, não vou falar mais nada de ruim, pois não há o que dizer. Fora isso, o livro é maravilhoso. A capa é perfeita, linda mesmo, bem desenhada, sendo até bem engraçada. Na parte de trás, tem um pouco de cada capa da série de Crepúsculo, o que eu achei que ficou bem criativo. Além de que, a autora se tinha a intenção de fazer a história se fazer com Crepúsculo, conseguiu. Alguns até podem se desanimar com esse comentário, mas não, eu digo pelo lado bom! Porque ela conseguiu montar uma história, que pelo meu ponto de vista, é até melhor que Crepúsculo em si, haha! Pablo (o amigo espanhol dela) é compreensivo, e não parece estar sempre naquela raivinha de 'você ama ele, não eu'. Pode até ter um momento assim, mas passa, pois ele parece até mais... Adulto. E Miguel, awn, é um amor de pessoa! Todo preocupado, teimoso, terrivelmente encantador. O fato de parecer, só muda por não ter vampiros e lobos, e ser melhor por ser baseado apenas na vida real, o que realmente poderia acontecer, não fantasias. Quando eu descobri o mistério de Miguel, meu deus, como eu surtei. Até preferi desistir de ler, porque eu fiquei mais deprimida do que lendo Lua Nova, hahaha, mas a Juh me incentivou e quase me empurrou de volta a leitura, é lógico, e não me arrependi. Foi drama a parte de quase desistir, ok? É só que, poxa! Porque, Miguel? çç
Ah, não posso esquecer de comentar: Lifehouse e Bon Jovi como trilha sonora? Não poderia ter escolhido músicas melhores, Carol! Foi uma escolha brilhante, não tem como não se apaixonar mais ainda pela história assim, haha. Aliás, eu devo parabenizar a autora não só por isso, mas sim por sua escrita. Sério, a cada linha que eu lia, eu ficava tipo... Cara, não é possível essa autora ser brasileira. Porque escreve exatamente como as internacionais. Não me pergunta qual a diferença, eu só noto alguns detalhes, e que a Carol acertou em cheio, dando um toque de mistério na história, e não monótono. Digo, depois da parte da obsessão da Duda passar, mas fazer o que? É a mesma coisa, não posso julgar Stephenie Meyer por Bella ser ~TÃO dramática, cada personagem tem sua característica, e querendo ou não, são eles que fazem da história, independente de ser boa ou não, marcante.
Bom, acho que é isso. Fui quase ameaçada de vida ou morte para ler, e valeu a pena. Queria eu, agora, quase namorar um Robert Pattinson, hahaha

Nota: ★★★★☆

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