terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Oitavo Pecado


Nome: O Oitavo Pecado - Em nome de uma paixão
Autora: Adriana Vargas
Editora: Bookess
Livro: Skoob
Sinopse:
O que se faria por amor? Um anjo caído em busca de seu grande amor... Alguém terá que pagar por isso... Somente o mais forte sobreviverá. Henaph nasceu com a missão de guardar o Jardim, porém, ao se deparar com o seu Mestre de ensinamentos, Deus Hermes, que a prepararia para a sua missão, abdicou de tudo, até mesmo de sua imortalidade para viver este grande amor, cometendo o Oitavo Pecado, em nome de uma paixão, porém, ao conhecer Minos, o rei de Creta, se envolve em um instigante triângulo amoroso; nas malhas de uma paixão proibida, que a obrigará a fazer uma escolha entre o verdadeiro amor, ou volta da imortalidade. Entre a missão e a paixão, Henaph precisará fazer uma escolha... O que ela escolherá?


Primeiro, eu gostaria de agradecer a Adriana que, além de autora, é organizadora do booktour do CNA, e teve muita paciência com minha demora para ler o livro. Além dos problemas de faculdade, problemas pessoais resolveram meter o bedelho na minha leitura e danou-se tudo. Ou seja, demorei mais que o esperado pra ler. E quando eu expliquei pra Adriana, ela foi super compreensível e muito fofa. Então, muito obrigada por me aguentar sempre, *-* HAUHAHUA

Ok, sem mais enrolações, vamos ao livro.
Eu comecei a ler O Oitavo Pecado sem ter muita noção do que esperar do livro. Quer dizer, além da sinopse, eu não sabia nada sobre a escrita da Adriana ou sobre o tipo de livro que era aquele... Se tinha mais drama, mais romance, mais violência ou qualquer coisa. E eu acho bem legal começar uma leitura sem muitas expectativas. Porque não tem coisa pior que pegar um livro achando que vai ser O livro e se decepcionar.
Mas olha, sinceramente, mesmo se eu tivesse esperanças com o esse livro, eu ainda teria me surpreendido.
Logo no início somos apresentados a Henaph, a protagonista, quando ela ainda não tinha forma exata, apenas vivia no interior do Criador com seus pensamentos, andando para lá e para cá, imaginando como seria poder criar um mundo, assim como seu Pai fazia. Então, quando Henaph 'nasce', ela tem como missão guardar o Jardim do Éden. Porém, podemos perceber que desde o início ela tem muitas vontades próprias, além de ser incrivelmente curiosa. Mas, pior que isso, Henaph é extramamente egoísta. E é quando, após falhar em uma de suas missões de proteger o Éden, ela conhece o deus Hermes, enviado para guiá-la, prepará-la para uma missão.
Todavia, Henaph se apaixona por Hermes. Mas um anjo não pode se apaixonar. Não sem cair. E é quando ela se entrega a essa paixão, que Hermes é obrigado à levá-la ao reino de Creta, onde um amigo seu reina, para poder deixar Henaph protegida. Em Creta, ela descobre criaturas novas e aprende a realmente interagir com as pessoas; além disso, ela conhece o príncipe, Minos, por quem cria um carinho muito grande. Não, mais que isso... Henaph se apaixona por ele. Mas Minos é prometido para uma princesa, e ela tem Hermes, para quem se entregou.
Eu sinceramente não diria que é um triângulo amoroso... Mas quem sabe um quadrado... Ou um pentágono, dependendo do ângulo que você vê. Ok, parei de brincadeiras. Mas é sério, chega uma hora que a coisa dá um nó e você já não sabe o que fazer. Quem sabe matar metade dos personagens pra que um dos 2 fiquem juntos. Será que é uma opção? n HUAHAUHA
E é aí que a criatividade incrível da Adriana entra. Porque ela desenrola a trama toda de uma maneira que eu realmente não imaginei que poderia acontecer. Ok que lá pela metade do livro eu achei que fosse aquilo, mesmo, e que a Henaph estava cega pelo seu egoísmo e sua paixão.
Não me identifiquei com ela porque, bom, primeiro, ela é um anjo, e depois ela é muito cheia de vontades, e de querer, e de ficar cega por seu egoísmo. E não pense você que ela sai impune dessa de ser um anjo egoísta, ok.

Eu gostei muito da escrita da Adriana. Quer dizer, você demora um pouco pra pegar o jeito, já que o livro é narrado em primeira pessoa, mas os personagens se tratam na segunda pessoa, e a escrita dela é muito lírica. Com palavras que às vezes eu tinha que ler duas vezes, ou voltar um parágrafo porque me perdia. Quer dizer, pra quem está acostumado com essa linguagem coloquial e de YA, etc, ler um livro como esse pode ser um baita de um baque. Mas ela sabe escrever dessa maneira mais sofisticada e poética.
Outra coisa que gostei, é que ela não se prende a uma religião. Por exemplo, mistura o Grande Criador com deuses menores, deuses gregos e tudo mais. Até criaturas místicas.
Enfim, se você não consegue ler livros com uma linguagem um pouco mais sofisticada, esse livro não é para você. Agora, se você não tiver esse preconceito e quiser aprender bastante com uma anjinha, eu recomendo!



Nota: ★★★★☆



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