sábado, 12 de novembro de 2011

Perdida


Nome: Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Baraúna
Livro: Skoob
Sinopse:
Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...



Carol: Como você se sentiria estando longe das pessoas que mais ama, acostumada a viver ha tanto tempo com eles, e o principal: sem seu celular, sem tecnologia, e sem a vida que você estava tão habituada a ter? É nesta situação em que Sofia se encontra, num piscar de olhos.
Sofia não tem exatamente tudo que já pediu um dia. Para ganhar dinheiro suficiente para sobreviver, ela trabalha duro e atura o chefe que vive a atormentando. Com a morte dos pais, sua família virou apenas sua melhor amiga, que a considerava como uma irmã mais velha. Sua vida social foi jogada fora, raramente saindo para se divertir, consequentemente irritando profundamente sua amiga que o que mais quer é a felicidade de Sofia, obrigando-a a sair com ela para se divertir, algo que Sofia há tempo não sabia o que significava. Ao perder tragicamente seu celular, ela procura o mais depressa possível comprar um novo, mas, que desta vez, tenha todas as utilidades que ela mais precisava, um celular com praticamente tudo. A vendedora lhe entrega um completamente lindo, mas desconhecido. Apaixonada pelo telefone celular, Sofia acaba comprando, apesar de estranhar. Quando foi testá-lo, nem tudo saiu nos conformes. O celular teimava em permanecer desligado, e quando finalmente obedeceu seus comandos, uma luz irradiou o local, numa intensidade incomparável. Ao abrir os olhos, ela se encontrou num lugar totalmente diferente de onde estava, sendo mais exata, no ano de 1830. Para quem é louca por tecnologias, aderindo a agilidade e aparelhos práticos, a situação não agrada Sofia nem um pouco. Para piorar mais ainda sua ilusão - ou melhorar, na realidade - ela recebe ajuda de um cavalheiro chamado Ian, o tipo de homem de seus sonhos - ou livros, para melhor dizer - e que ela se recusa em acreditar que seja real. A princípio, ela surta completamente, preferindo fingir estar num sonho, do que ter de encarar aquela realidade cruel, onde não existiam banheiros, e sim casinhas; dentre diversas outras coisas que diferenciam MUITO dois séculos atrás, pro nosso.
Devo admitir que pelo começo, eu não gostei. Sofia não tratou muito bem todos que se esforçaram a ajudá-la, e nem ao menos tentou se conformar e procurar com paciência o motivo pelo ocorrido. Mas, com o decorrer, nós percebemos a diferença em suas atitudes, e compreendemos a razão dela ter agido de tal forma. Afinal, nem todo mundo aceitaria com tanta felicidade ter mudado de local, como uma máquina do tempo, ainda mais pra tanto tempo antes. Eu não tenho muito a reclamar, já que sinceramente considero ter nascido na época errada, haha. Mas, de fato, hoje em dia tudo é muito mais prático, estamos tão acostumados que caso deixasse de existir, com certeza enlouqueceríamos. Mas, por outro lado, os homens eram muito mais educados e cavalheiros, bem diferente do que é na atualidade, até raridade encontrar alguém assim.
O livro me lembrou muito o filme Click, cujo com um controle, se vai para o futuro. Com a diferença de que com esse celular, ela foi para o passado. Dei boas risadas com a personagem principal, cheia de gírias e se adaptando aos poucos com os costumes de lá. E, nem preciso comentar sobre Ian, certo? Muito menos, de QUANTAS vezes eu acabei chorando ao ler. Sabe aquele tipo de livro que você lê, e não sente a mínima vontade de parar? Bom, eu mal estava na metade, e já estava com vontade até de ler tudo de novo, se serve, haha. É o tipo de história que nós entramos, e viajamos completamente nela. É como se realmente vivessemos junto da personagem, todos os sentimentos e o nervoso para que tudo dê certo no final.
A Carina está totalmente de parabéns! Como prova, admito que este livro, se tornou o meu segundo livro favorito de autores nacionais. Da forma como ela escreveu, eu quis estar no lugar de Sofia, e viver toda aquela brilhante e linda história! E, aliás... Ainda quero.


Leeh:
Sabe quando você lê um livro, gosta pra caramba e fica enrolando e enrolando, enquanto mata seus neurônios pensando no que vai escrever na resenha dele? Então.
Sofia vive sozinha numa metrópole, acostumada com as mordomias da tecnologia e louca por novidades tecnologias; mas o principal: não sabe viver sem seu celular. Ela nos é inicialmente apresentada em sua falta de sorte, indo para o trabalho, num dia daqueles em que não deveríamos nem ter levantado da cama, e tudo o que queremos fazer é voltar a ela o mais rápido possível, antes que mais alguma coisa dê errado.
Ela é o tipo de pessoa que já desistiu de achar aquela coisa de "tampa da minha panela" e "metade da minha laranja", não acredita muito no amor, a não ser naqueles de seus livros (eu bem sei que ela aceitaria um Mr. Darcy). E por conta disso, sua melhor amiga que namora sério já há algum tempo, sempre a leva para festas tentando fazer Sofia encontrar alguém. Não que realmente dê certo.
Porém, como tudo tem um porém, as coisas começam a complicar quando Sofia acidentalmente mata seu celular afogado e é obrigada a comprar outro no dia seguinte. Afinal, como viveria sem seu amado e querido celular? Quando acorda pronta para ir conseguir um novo bebê, ela começa a perceber que a cidade está quieta demais, mas não liga. Quando chega na loja, a atendente totalmente estranha a convence de comprar um celular super hi-tech, raríssimo e, o mais incrível, estava numa promoção maravilhosa!
Mas, como tudo que vem barato demais e cheio de marketing DEMAIS tem defeito... O celular insisitia em não querer ligar, não importando o que Sofia fizesse. Até que finalmente, quando resolve aparecer alguma luz nele, ela vem extremamente forte, a ponto de cegar Sofia por alguns instantes e a fazer tropeçar na porcaria de uma pedra que sempre tem no nosso caminho.
E, quando nossa protagonista olha para os lados, se vê num lugar totalmente diferente: mato demais! E o pior, em seguida aparece um cara lindo em cima de um cavalo branco. Ela só podia estar delirando, certo? Errado.
Agora Sofia se encontra presa no século XIX, um lugar onde ela não pode nem usar suas próprias roupas sem matar alguém de vergonha e com seu celular aparecendo desligado - pra variar.
A partir de então, Sofia embarca numa aventura tentando descobrir uma maneira de voltar para o seu século e, enquanto isso, aprende como viver em 1830. Será que uma garota tão hi-tech, cheia de gírias e de uma cidade grande conseguirá sobreviver em um lugar onde as pessoas insistem em a chamar de Senhorita Sofia?
Bom, eu não conseguiria, sério. Eu sou hiperativa demais pra isso, preciso estar o tempo todo fazendo alguma coisa, checando e-mails... Sofia virou minha heroína HAHAHA. Brincadeira, gente, não sou uma viciada em tecnologia :( acho.
Perdida superou qualquer expectativa que eu tinha pro livro, com certeza. A escrita de Carina é incrivelmente leve e fácil, sem ser superficial. Na medida certa, principalmente para um livro em primeira pessoa, narrado por uma garota (paulista, certeza) como Sofia.
Sabe aquele livro que você começa a ler e não quer parar mais? Pois é. Apesar de suas quase 500 páginas, você realmente não sente passar, querendo mais e mais do livro. E definitivamente dá uma vontade louca de reler quando a gente acaba.
Eu chorei em uma parte do livro, que achei incrivelmente linda! Sou chorona, sim.
Eu adorei a Sofia; no começo dá vontade de bater um pouco nela, pela maneira como ela trata o pessoal que tenta ajudar ela, mas dá para entender seu ponto. Mas claro, que não podemos deixar de falar dele. Ian. Ah, Ian! Minha nova paixonite, com certeza. Um cavalheiro do século XIX, extremamente educado e romântico, além de ser um artista e um homem de família. Mãe, pode casar?
Claro que não podemos esquecer de outros personagens que são super importantes e muito cativantes, também. Como a Elizabeth, irmã do Ian. Ou o Storm, um lindo cavalo negro indomável.
Bom, vou parar de falar porque já tá grande, mas é o seguinte: eu ri, eu chorei, eu me apaixonei e eu me aventurei com esse livro. Com certeza foi para os meus favoritos!
E ah, minha mãe leu também (afinal, ela disse que ~precisava~ ler, já que eu não parava de rir no começo do livro) e disse que ADOROU! Ou seja, quero ver todo mundo lendo, ok?

Ps: tava quase esquecendo de comentar! No final (sim, só no final porque sou lerda) entendi a capa. E aaaaaah, que coisa linda :( *vários corações* é realmente o tipo de capa perfeita para o livro.

Nota: ★★★★★


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