quinta-feira, 13 de outubro de 2011

The Lonely Hearts Club


Nome: Lonely Hearts Club - Porque ninguém precisa de um namorado para ser feliz
Autora: Elizabeth Eulerg
Editora: Intrínseca
Livro: Skoob/ Submarino
Sinopse:
Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?



Já faz um tempinho que li esse livro na saraiva, mesmo. De principio, eu até estava gostando, principalmente pela capa (já que todos no blog AMAM The Beatles) e a proposta também. Porém, acho que tem uma parte no livro que peca muito, e irei expor minha opnião.
Ao contrário do que podia imaginar, o livro não é baseado por exemplo em músicas do Beatles. É citado somente algumas vezes, já que é das canções deles que Penny retira as forças para seguir em frente após várias decepções amorosas, e tomar decisões para acabar com aquele sofrimento.
Penny Lane é uma garota com 16 anos, completamente orgulhosa pelo nome que seus pais lhe deram, uma homenagem a banda que ela mais ama nesse mundo. Sem sombra de dúvidas, toda garota quer ter aquele amor que dure para sempre, ou que pelo menos, não a machuque profundamente. Porém, a última desilusão de Penny foi de tamanha intensidade (ainda mais por ter ocorrido justamente com seu melhor amigo de infância), que ela decide mudar radicalmente. Ela percebeu que, para ficar sofrendo por homens que não a merecia nem um pouco, poderia muito bem se virar sozinha, além de ser feliz sem depender deles. Com essa idéia, ela criou um clube, onde concretizava sua revolução de que garotas não precisavam de um namorado para ser feliz, o "The Lonely Hearts Club", que significa basicamente "O Clube dos corações solitários". O objetivo maior era como uma promessa, criando assim o clube para ter algo em que se prender para cumprir: Ficar sem namorar os idiotas do colégio até a formatura. Isso é, se eles não conseguissem a conquistar antes disso, haha. Assim, ela teria paz, aproveitaria a vida com as amigas, já que namorados na maioria das vezes as afastam, e ainda por cima, não ficaria se preocupando com eles.
Mas como qualquer clube não funciona direito com somente um membro, ela conta a idéia para as amigas, e as convida para fazerem parte também. Assim, ficariam mais unidas que nunca, e não teriam a necessidade de uma ficar consolando a outra por decepções ou coisas do tipo. Entretanto, quando menos Penny espera, ela se vê com um GRANDE grupo no grupo, cujo vai se espalhando cada vez mais o boato pelo colégio, e as garotas pelo visto parecem se interessar bastante na proposta. Assim, Penny consegue formar um grande elo entre todas, fazendo várias reuniões onde elas se divertem, comem pizza, aulas, além de compartilhar problemas. Elas acabam esquecendo completamente dos garotos e se sentindo completamente bem e livres.
Mas nem tudo é como ela imaginava. E aí, é a parte que na minha opnião, peca muito. O diretor do colégio, vendo tal situação, chama Penny e seus pais para discutir o assunto, alegando que todas as garotas estão excluindo os garotos, e isso está causando uma grande confusão no colégio, tudo por culpa de Penny e seu Clube.

Primeiro, temos de encarar que a vida não é assim. Ainda mais nessa idade, não dá pra simplesmente criar um clube para aquelas que acham que é melhor viver sem os homens. Mas devemos encarar também que é somente um livro, discutir isso é a mesma coisa que se irritar por não ter vampiros na vida real. Mas achei um pouco de exagero isso entre o colégio e ela.
Obviamente, também tem romance na história. Penny pode ter criado o clube, mas isso não significa que seu coração tenha obedecido seus planos, e escolhido não se apaixonar. É legal o fato de que com isso, as garotas passam a preservar mais a amizade uma da outra, sempre apoiando, e não disputando e brigando por garotos. Elas aprendem o valor de uma amizade verdadeira.
O livro é bom, sim, até tranquilo de se ler. Mas acho que pra mim faltou algo a mais pra deixar a história totalmente emocionante, da forma que eu esperava...

Nota: ★★★☆☆


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