terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Mão Esquerda de Deus


Autor: Paul Hoffman
Série: Left hand of God
Editora: Suma
Livro: Skoob
Sinopse:
"Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino". O cenário da trama é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, esses milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal.
Entre os jovens está Thomas Cale. Não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali. O que se sabe é que Thomas tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. Essas poderosas habilidades serão colocadas à prova quando ele e dois amigos testemunham um brutal assassinato entre os corredores labirínticos da prisão. A visão do crime dá início a uma perseguição desesperadora e, finalmente fora dos muros do monastério, Cale irá compreender a extensão da crueldade dos lordes e a verdadeira origem de seu poder.



De fato, A Mão Esquerda de Deus, apesar de Thomas Cale ter 15 anos, não é exatamente para um público jovem, ou por exemplo, para o que amantes da leitura tem procurado ultimamente. Eu reparei que têm estado em busca mais livros sobrenaturais, com aquele romance clichê básico de sempre, do que livros diferentes, com tortura, sangue, fortes e pesados. Acho que às vezes algo tão leve enjoa, dependendo do quanto que já lemos. Eu ando no clima de algo mais aventuroso e sério. Esse livro, é com certeza, um desses.
Thomas Cale vive num Santuário de Redentores, onde diversos garotos são levados para lá, assim como ele, novos e normalmente sem ter noção do motivo de estarem sendo levados para esse lugar misterioso e visivelmente assombrado. Durante o decorrer do livro, percebe-se até que a maioria desistiu de se questionar a razão de estarem lá, já que nunca obteram respostas. O Santuário é como uma prisão - ou sinceramente, até pior. Eles não podem, em qualquer circunstância, sair do local (a não ser que queiram ser mortos torturosamente), e devem seguir todas as regras e obedecer o que lhes mandam. Caso contrário, é sofrimento na certa. E eles aprenderam isso da pior forma, sem encontrarem grandes soluções para escapar.
Lá, eles são treinados fielmente para lutar, embora cada um tenha sua habilidade especial e seja treinado para cada uma determinadamente (mas acima de tudo, a luta). Mesmo já sofrendo consequências quando feito algo errado, por mais que eles nem entendam, Thomas Cale, Henri Embromador e Kleist decobrem que há algo mais sombrio do que se pode imaginar por trás dos Redentores. Quando Thomas Cale, o garoto com incríveis dons para matar, jamais visto antes, assiste um dos Redentores matando uma pobre garota, para salvar a outra que está presa e desesperada, ele o mata, sem menor dificuldade. Só após o ocorrido, e quando seus amigos já estão com ele, Cale percebe o erro que cometeu, além do fato de que nunca se fora visto garotas no Santuário, então como elas poderiam estar lá? Os quatro enbarcam numa jornada fugindo do Santuário, e passando por diversos perigos, sem reparar que a cada vez que acham estar seguros, eles entram em mais perigo.

"Ele parece tão tranquilo quanto uma casa mal-assombrada até o demônio que mora nela acordar" Kleist e Henri Embromador sobre Thomas Cale.


As cenas são bem fortes, principalmente no começo. Não tem ninguém ali com bom humor afim de defendê-los ou poupar suas vidas, se há dois, é milagre. E ainda assim, a ironia e sarcasmo reina na conversa. Provavelmente só um homem que aparecerá, irá conseguir arrancar de Cale boas risadas, e ensinar-lhe um monte de lições. Afinal, a vida nunca para, ela sempre encontra um modo de nos ensinar mais e mais lições, sempre nos fazendo sofrer juntamente. Mas como ninguém é de ferro, apesar da violência, da arrogância, da luta entre o bem e o mal, Cale se apaixona de forma devastadora, trazendo o ar de romance para o livro. Mas como eu disse, não algo clichê, e sim por ter a violência, torna em algo bem mas emocionante.

"A vida é uma viagem na qual nós nunca sabemos para onde estamos indo. Você vê um novo destino no caminho, depois outro melhor e assim por diante, até o local a que pretendia chegar inicialmente cair no esquecimento. Somos como alquimistas" IdrisPukke.



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