sexta-feira, 25 de março de 2011

Halo


Sinopse:
Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade : Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e colocar toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta : será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?


A conclusão que cheguei lendo Halo? Não se deixe ser influenciado por críticas negativas. Nem sempre elas batem com seu gosto. Ou seja, somente provando para ter uma própria opnião. Eu, por exemplo, admito não ter desistido, mas desanimado MUITO de ler Halo após tantos comentários ruins, mas hoje me arrependo pela demora. Mesmo porque, só para vocês terem uma noção, quando essa resenha for postada, provavelmente eu ja tenha acabado o livro. Entretanto, no momento, estou na metade e diante de tantas informações e emoções, resolvi compartilhar um pouquinho aqui - o que dá não ter amigos que leram o mesmo livro pra surtar com você, assim tendo de se controlar para não soltar spoilers, haha.

Bethany e seus irmãos, Gabriel e Ivy, são escolhidos para descer à terra no intuito de resolver alguns problemas humanos, como conflitos intensos, entre outras coisas. A melhor forma que eles acharam, foi começando pelo colégio, onde Bethany seria estudante e Gabriel professor de música, não sendo esta a primeira vez que ele e Ivy vinham a terra com uma missão. Já Bethany, tinha um contato profundo com os humanos, ela podia quase sentir como eles, e era a mais jovem dos irmãos. Inocentemente, ela acaba vendo aquela missão não só como uma tarefa, e também como uma diversão, criando consequentemente laços de amizade com algumas pessoas do colégio, e principalmente com Xavier, um garoto do colégio cujo havia encontrado anteriormente pescando, e que também já sofreu muito por sua ex-namorada, assim não permitindo que nenhuma garota se aproximasse dele novamente.

Comemos em silêncio a princípio, e a tensão era palpável. Ivy olhava de mim para Xavier e sorria exageradamente, enquanto Gabriel partia a comida com raiva, como se imaginasse que as batatas em seu prato fossem a cabeça de Xavier. Percebi que Xavier lançava um olhar fixo para o prato, como se os legumes que ainda restavam pudessem revelar o significado dos mistérios do Universo. Tentei cutucar Ivy por baixo da mesa com o pé, esperando iniciar mais comentários da sua parte, mas, sem querer, acertei a canela de Xavier. Ele reagiu com um sobressalto, dando um pulo na cadeira e quase derramando a bebida.


É o primeiro livro que eu leio com o pov sendo do anjo em si. Ao contrário da maioria dos livros que o anjo é o personagem misterioso que está sempre disposto a salvá-la de problemas, em Halo, nós podemos ver a versão de Bethany, um anjo que nunca fora a terra antes, e acompanhamos seus sentimentos sendo modificados, a confusão que ela passa para escolher entre o certo e o errado, sua luta contra aquela emoção que por regra, não deveria estar sentindo jamais, pois botaria sua missão em risco. O conflito que ela passa achei bem interessante, não é sempre que vemos o pov da pessoa 'sobrenatural', sempre da 'vítima' que se envolve e não faz a mínima idéia da verdade.
Outra coisa legal, é que o livro não é muito... Viajado. Não exagera na descrição dos anjos, como muitos chegam a até inventar. Em halo, está exatamente o jeito real dos anjos, de suas asas, coisas curiosas do tipo não ter umbigo, não deixar marcas na areia, entre outras coisas. Eu até descobri o que é halo! (Sim, eu não sabia, hahaha)
Tem uma coisa meio espiritualista, que depende muito do que cada pessoa acredita, mas religião, o que há após da morte, não acho que seja um assunto discutível. Não sou nem um pouco fã desse assunto, mas dá pra ler e aceitar a proposta, a ideia numa boa. Mesmo porque, não é muito diferente do meu pensamento a respeito do tema.
A relação da Beth e do Xavier devo admitir que sim, é clichê. Mas não é como eu pensei, aquela coisa chata, melosa e grudenta. É bonitinha, poxa! Se você levar em consideração que eles não se apaixonaram de um dia pro outro, e sim com o passar do tempo, dá pra aceitar mais ainda. E vai, é sempre bom ler um romance clichê, às vezes dá asas à imaginação, haha
Mesmo porque, o relacionamento deles, até na primeira (e talvez única) vez que eles brigaram, te dá um desespero pra que eles voltem logo. Admito que estou acostumada com outro tipo de favorito - normalmente prefiro os malvados. Se não são vilões, ao menos que seja o principal, mas não pode ser bonzinho e bobo. Tem que ser ignorante, ríspido, cheio de mistério, com uma ironia que sempre te faz rir, e obviamente, esses costumam ser os mais sexys, haha. Um exemplo? Jace, de Cidade dos Ossos. Outro exemplo? Patch, de Sussurro. Quer mais um exemplo? Percy Jackson.
Ok, não. Mas eu acabei falando a ordem dos meus personagens favoritos, e digamos que sempre têm suas exceções né. Xavier é uma delas, embora isso não signifique que ele seja um dos meus preferidos... Apenas é aturável, e às vezes solta umas que é inevitável rir.
Right, vou parar de usar a resenha como meu bloquinho de notas. Mas sabe como é, surtar no bloco de notas não tem a mesma graça. É como falar com a parede, ou o vento...
Ao contrário de muitos comentários negativos, é um livro bem legal e leve de se ler, ainda mais pelas explicações que são excenciais, e não exageradas. Em meu ponto de vista, vale a pena ler sim, recomendo, e não me arrependo.

Mal tinha completado o terceiro problema de trigonometria, senti sua mão deslizar para o meu colo. Dei um tapinha carinhoso nela.
- Continue estudando - insisti, quando ele ergueu os olhos do caderno. - Ninguém autorizou o intervalo.
Ele sorriu e rabiscou qualquer coisa no pé da folha. A resposta era:
Encontre x, sendo (x) = 2sen 3x, sobre o domínio -2π2π x = Beth - Chega de palhaçada - reclamei. - Não estou fazendo palhaçada, estou reconhecendo uma verdade. Você é a minha solução para tudo - declarou Xavier. - O resultado final é sempre você. X é sempre igual a Beth.

Nenhum comentário:

Postar um comentário