sábado, 20 de novembro de 2010

Conto - Bloodfire



Hey pessoal, aqui é a Leeh *-* bom, eu ainda não fiz uma resenha, é. Não depois de Walking Dead - Guts, hm... Pois é, escola está sugando meu tempo...
Bom, eu não estou aqui para falar de mim ou fazer uma resenha... Na verdade, eu to aqui pra mostrar pra vocês o novo conto da Carol, também aqui do blog. Aliás, nós finalmente montamos a página "Sobre Nós", então para conhecer um pouco de cada uma aqui do blog, é só passar por lá ;)
Bom... Chega de enrolação. Por favor, comentem! E ah, quem puder ver o post do Release de Maldosas, da série Pretty Little Liars, por favor, vejam e comentem... Quem sabe no fim do ano nós não fazemos uma promoção com o livro!
Obrigada a todos que estão seguindo o blog, sério, vocês nos deixaram MUITO feliz, obrigada mesmo, pessoal! ♥



BloodFire
Carol Rodrigues


Acordei de madrugada, com sede. Levantei para ir até a cozinha, e chegando ao local desejado, encontrei a torneira aberta. Arqueei a sobrancelha, estranhando e não recordando de ter deixado-a de tal maneira. Tentei correr meio sonolenta, e tropecei em algo. Recompus-me, olhando para o causador da tragédia, deparando-me com uma flor de rosa, junto á uma caixa de presente. Peguei o pacote cuidadosamente, analisando a fisionomia do boneco dentro da caixa, era de certa forma, horripilante. Procurei por algo escrito sobre a mesma, achando numa letra minúscula escrito: "Com amor, Josh. Aprecie o presente". Não podia ser.
Como aquele objeto simplesmente surgiu no chão da minha cozinha?
Um assobio soou em meu ouvido, e estremeci. Era como se estivessem tentando pronunciar meu nome corretamente. Percorri o olhar pelo lugar escuro, e fixei-o num canto qualquer, que eu jurava ter visto uma sobra comprida, mas não tive tempo de processar a mensagem, pois a campainha fora tocada. Abri a porta lentamente, contudo aliviada por não estar sozinha, e terem vindo me socorrer.
Realmente, eu não estava sozinha. Mas acompanhada por uma presença que eu jamais desejaria.
No corredor extenso, não havia nem uma única alma viva. A porta escapou de meus dedos, batendo violentamente. E aquilo, com certeza, deu princípio ao meu desespero, pois não havia sinal de vento para que a puxasse tão bruscamente.
Era uma força além do normal, uma força sobrenatural.
Caminhei com o coração disparado até o telefone, ligando para aquele que me devia diversas respostas. Disquei os números já memorizados, tremendo, e esperei nervosamente. Está certo que as chances de uma pessoa atender á uma chamada às 3 horas da manhã de bom humor são quase nulas, mas arrisquei, eu precisava ouvir sua voz para me acalmar.
- O que você quer? - Perguntou rudemente ao atender.
- Josh, eu preciso urgentemente da sua ajuda. Vem aqui, por favor? - Implorei.
- Ah - Sua voz acalmou ao descobrir que era eu. - Mas por quê?
- Coisas estranhas estão acontecendo - Expliquei tudo ocorrido, apressadamente, sem entrar em mais detalhes. - Estou com medo. Muito.
- Fica tranqüila, você tem trabalhado demais ultimamente, isso deve estar te sobrecarregando. Deite novamente e relaxe um pouco. - Falou calmamente, sem dar importância. Aposto que não acreditou, e que eu estava inventando, como uma desculpa para que ele viesse e ficasse comigo.
- Joshua, me escute atentamente. Um presente, com o seu nome, brotou no meio da minha cozinha! - Surtei, elevando a voz. - Não pode ser mera coincidência!
- Foi um pesadelo - Josh sempre achava um bom motivo, solução ou explicação para situações complicadas. Mas dessa vez, não estava me ajudando.
- Ótimo. Te mandarei lembranças caso algo de extremo perigo acontecer comigo. E então, você poderá se sentir culpado eternamente. - Dei um sorriso sarcástico, sentindo o choro preso na garganta,
- Suzannah... - Ele sussurrou, e por um momento, tive a esperança de que ele fosse me apoiar. Mas não passou de uma ilusão. - Boa noite, Suze.
Bati o telefone com raiva e fui em direção à flor, arrancando as pétalas. Quando toquei na caixa, o boneco abriu os olhos, deu uma risada aterrorizante e simplesmente pegou fogo. Joguei a caixa no chão num impulso, e corri pegando um balde de água para apagar o fogo, mas de nada adiantou. O fogo começou a se espalhar, alastrando-se pela casa e queimando-a toda. Da flor sem pétalas, transformou-se em uma pequena carta, escrito:
"Me perdoe. Eu fui obrigado a botar-lhe uma maldição.
Era minha missão na Terra. Descanse em paz, Suzannah.
Com amor, Josh."
Ao terminar de ler a última palavra, o fogo me atingiu. Eu estava completamente decepcionada, e ainda mais raivosa.
Porém, é bom ele escolher suas armas para se defender. Pois eu não descansarei até me vingar.

2 comentários:

  1. a imagem do conto fico mto boa, parabens *-* e esse final da arrepios "Pois eu não descansarei até me vingar."ç.ç mas ateh uma expectativa, tipo ''vai lah suze o/ acaba com ele o/'' suhasuhahsuauhsa

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  2. Hey, adorei o conto.
    A historia é bem diferente e esse final ficou mto bom, realmente assustador.
    Quero uma continuação, hein.


    Abraço
    Victor Lopes
    yaboys.blogspot.com

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