sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Alice in Wonderland


Desde criança, eu amava alice no país das maravilhas. Lembro de ter visto quando criança, talvez no pré, o desenho, com a classe. Enquanto todos haviam dormido, eu fiquei ali, me divertindo com a idéia de uma lagarta fumando, um gato com dentes perfeitos e somente o seu sorriso no ar, e a lebre de março, com seu inseparável chá. Alice, entanto, a achava meio estranha. Vai saber, eu era apenas uma criança.

Tive imensa preguiça de ir até o cinema, ou até a locadora, ver Alice no país das maravilhas, de Tim Burton. Sempre amei os filmes de Tim Burton, acompanhei todo o processo de gravação do filme, mas na hora de ver, desisti. Não quis ver logo, pois a expectativa era gigante, e, quanto maior a expectativa, maior o tombo.

Estes dias, acabei criando coragem e vontade. Vi, achei coisas pra lá de estranhas, e coisas pra lá de fabulosas, e vim aqui comentar.
Pode conter Spoiler

De início, achei estranho. Nunca havia ouvido falar sobre o pai de Alice. Achei a cena maravilhosa, em que ele interrompe os negócios, para fazer a filha dormir de novo. E a cena mais tocante de todo o filme, provavelmente.

”Acha que estou enlouquecendo?”
“Acho que sim. Você está louca, maluca, perdeu a razão. Mas vou te contar um segredo. As melhores pessoas são.”
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“Meu pai disse que, às vezes, ele acreditava em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.”
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“Deve saber que meu filho tem uma digestão muito delicada."…
“Se servir alimentos errados para o Hamish, ele poderá ter uma obstrução.”

Sério, quem poderia casar com um cara deste jeito? Sendo obrigada porque ficaria velha, com a mãe dele falando coisas assim, e com um marido que adora dançar quadrilha?

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Tudo em wonderland começa quando ela não sabe se quer casar com Hamish. Dou toda a razão para ela. Ela cai de um buraco, e, comparando ao desenho, eu achei a história sem graça - ela somente bate em uma estante de livros e em uma cama. No desenho, se eu bem lembro, ela via cada detalhe, de coisas impossiveis, presas a uma parede.

Ah, e ela cai pelo teto. ou melhor dizendo, pelo chão? De qualquer forma, depois, não aparece nenhum buraco gigante, tanto no chão, quanto no teto. E o cabelo dela, então. Antes, preso, agora, solto, do nada. Perdi minutos da minha vida, vendo aquela confusão dela, procurando uma porta, e depois, aumentando e diminuindo.

Mas, de todo o filme, o que eu mais senti falta, foi os cogumelos que, de um lado, aumentavam, e de outro, diminuiam. Pedaço de bolo? Uma poção que é colocada dedos humanos, para diminuir o tamanho? Não me lembro disso, no desenho.

Irei pular para bem no meio do filme, pois o resto achei insignificante para comentar. A cena que eu mais esperei - a chegada do chapeleiro. Um de meus personagens preferidos, interpretado pelo extraordinário ator, Johnny Depp.


A lebre de março fez um show, naquela cena. Morrendo de medo dos cavaleiros de copas. Sempre me achei parecida com a lebre de março, não sei porque. Sempre me “inspirou”.

Pausa dos comentários para a minha mãe, que veio aqui no quarto, enquanto eu revia uma cena(comentada a seguir), achando que eu estava vendo um filme de terror, por causa do rosto do chapeleiro, e me perguntando como eu aguento ver essas coisas. E isso porque ela nunca viu dexter, chuck ou filmes, que são mil vezes piores, comigo. Voltando aos comentários…

A cena mais fofa de todo o filme é a em que Alice está junto com o chapeleiro numa sala, e ele surta. Ela repete o que o pai dela havia falado no início do filme. Depois dessa cena, quis imensamente casar com o chapeleiro.

Uma cena muito estranha foi a que Alice pega o olho do animal(o qual eu esqueci o nome) e devolve a ele, e ele deixa ela entrar, dormir lá - alias, ô pessoa com mais sono que eu, pra dormir em qualquer lugar. - e deixar ela pegar a chave e abrir o cofre. Não é uma cena que aconteceria na vida real, vocês sabem.

É de tempos que as pessoas que me conhecem, sabem que eu sou fã da Anne Hathaway. Desde “o diário da princesa”(filme). Ou seja, não irei, de forma alguma, falar mal de qualquer interpretação dela. Mas que foi engraçado o nojo dela, no fim do filme, com o sangue do Jabberwocky.
“Isso me levará para casa?”(Alice)
“Se for o que escolher.”(Rainha Branca)

“Você poderia ficar.” (Chapeleiro)
“É uma ideia e tanto. Louca, mas maravilhosa. Mas não posso. Há questões que preciso resolver. Coisas que preciso fazer. Voltarei antes que perceba.”

“Você não lembrará de mim.”
“Claro que lembrarei. Como poderia esquecê-lo? Chapeleiro, por que um corvo
é como uma escrivaninha? “

“Não faço a menor ideia. Vá em paz, Alice.”

Logo após, quando ela volta para o mundo “real”, comecei a relacionar as coisas. Aquela tia Imogine, sozinha, poderia muito bem ser a rainha de copas. O Hamish poderia muito bem ser o chapeleiro. Aquelas amigas, primas, nem sei o que eram direito, que haviam contado o segredo para Alice, lembram “tweedle-dee e tweedle-dum”, completamente.

A dança de Futterwacken foi extremamente engraçada. Das duas vezes, alias. Me pergunto se realmente é possível, ou se foi um design de computador.


Porém, até agora, estou tentando decifrar o final. A cena do navio foi extremamente como Titanic.

Veremos um “Alice in wonderland 2”? Ao menos foi essa a impressão que me deu.

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